quinta-feira, 24 de julho de 2008

 

Um fato de teino...

Lembro-me bem (não sei se porque me lembro mesmo, se porque mo contaram inúmeras vezes) que em certo Natal em que eu ainda não articulava os "r" exclamei com enorme contentamento ao abrir o presente:
"OLHA UM FATO DE TEINO!"

Ontem no quiosque da Swatch uma pingente dizia à mãe:

Olha mãe, é aquilo que eu quéo, e aquilo, e mais aquilo e também pode ser aquilo. Tás a vê bem mãe?


(A mãe com um ar completamente desconsolado parecia rendida às ordens da filha)

E eu penso na minha mãe, no quanto foi exigente comigo. De todas as vezes que me contrariou. Penso em todos os NÃO que ouvi da boca dela. E penso: Obrigada mãe. Obrigada porque me preparaste para a vida e para as suas contrariedades. Obrigada porque em mimos não me poupaste, mas jamais me entupiste de coisas ou de "SIM". Soubeste dizer-me não e educar-me e eu não tenho dúvida alguma que és a pessoa que mais me ama e que sempre quis o melhor para mim. E não! Não sou traumatizada pelos não, nem pelas palmadas na hora certa.

(Só me lembro de um não completamente injusto e de duas ou 3 galhetas que efectivamente não merecia e daí ainda perdurarem na minha memória).

Amar na minha opinião não é fazer tudo o que os meninos querem. Não é dizer-lhes que sim a tudo para lhes poupar o "sofrimento" no curto prazo de um NÃO. Amar é também educar, impor limites quando é preciso.

Espero conseguir amar os meus filhos como tenho sido amada pela minha mãe.
Ela hoje em dia às vezes esquece-se que já tenho 30 e estou criada e que hoje a autonomia adquirida já me permite fazer as minhas escolhas e definir os meus sim e os meus não. Mas eu perdoo-lhe... Ninguém é perfeito!

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Comments:
Amiga, de facto, as crianças de hoje em dia conseguem ser muito persuasivas. Também a minha mãe me disse não na altura certa, mesmo quando eu achava que ela estava a cometer as maiores das injustiças. Quanto ao facto de teres 30 anos, parece-me que, para os pais, somos eternamente crianças ou eternamente os seus filhos, aqueles que eles querem ter debaixo de olho e a ajudar a crescer... Por mais que já nos sintamos suficientemente crescidos, nunca o somos para eles, sobretudo para as mães a quem custa cortar o cordão umbilical durante a vida. Beijinhos grandes
 
Não sei se são as crianças que são persuasivas se são os pais que não estão para se chatear...

Está qs o nosso programinha :o)
 
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