Ela ia prostrada para o lado da janela. Ele observava-a atento, do seu lugar diagonal próximo, embora ainda não o suficiente. Levantou-se o obstáculo que se interpunha ao amor (aquele olhar inconfundível). Sem demora, tomou o lugar que era o seu, naturalmente. Tocou-lhe ao de leve, despertando-a da letargia. Ela olhou-o, sorriu-lhe muito e abandonou-se no seu ombro. Ele abraçou-a, encostou a cabeça na dela e descansou enfim.
Eu sorri-lhes, para dentro, que a isso obriga a discrição e achei tudo muito bonito.
Amor aos setenta. Talvez mais.
Descanso(-me) enfim também.
1/04/09
19h52
Chegou via correio outra nega. Já não a aguardava, a pergunta tinha sido feita há tanto tempo. Hoje já não me doem. Estou "malhadiça".
Etiquetas: PENSAMENTOS, VIDA
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 09:43
