sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

 

A mim não convencem. Tenho dito. E sou menina para ser nhurra até ao fim dos (meus) dias.


Preciso do toque, do cheiro, do prazer de os empunhar. Sentir-lhes o peso. Quero continuar a tê-los de forma efectiva. Pousá-los na barriga para dormir uma sesta. Reler as páginas às quais dobrei os cantos. Sentir o vinco dos sublinhados das frases que temi esquecer. Até cortar os dedos, sem querer, nas folhas. É o objecto no todo que me apaixona. Não somente as palavras. O livro impresso não me pode morrer. Dê-se o caso e morrer-me-á a plenitude desse enlevo imenso que sinto na leitura. Teria, igualmente, acesso às palavras, é certo, mas não às sensações e essas são-me fundamentais. Sou pelas relações verdadeiras ainda que as virtuais, volta e meia, se me afigurem por demais apelativas.

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amén
 
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