sexta-feira, 29 de junho de 2012

 

Da(s) escolha(s).

Queres morrer? Morre. De uma vez. Não às prestações. Não evidenciando cada pequena morte. Não aguento e sou já indiferente a teus rogos. Vive, morre. Escolhe. Nada tenho que ver com a decisão. Somos duas pessoas. Não uma. Duas. Vontades. Pára de me arrastar para essa tristeza. Sou melancolia que chegue. Não quero a tua. A alegria dá-me trabalho. Todos os dias labuto nela. Por vezes sabe deus como me custa. Ainda assim, escolho-a. Se a não queres, não me diz respeito. Uma vida inteira a fazer de palhaço não foi suficiente. Pouco te fiz sorrir. Tenho mais que fazer agora. Dedico-me a outras artes. Perdoa-me se desisti. Nota que o fiz muito depois de ti.

(Nada te devo.)

Se quiseres, tenho ternura. Atenção. Cuidados, sim. Se escolheres a vida. Por demais preciosos, para que os reserve para a morte. Se é o fim que procuras, descansa em paz.
Não me quedarei numa lápide prematura, arrefecendo contigo.

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