Estou pela primeira vez nestas andanças dos "blogues"... Resolvi fazer um em homenagem ao meu companheiro de 9 anos, o meu filhote, de quem tenho muitas saudades! Entretanto aproveito e vou pondo cá ideias que me passem pela cabeça! (16Set.2005)
I see the world
Feel the chill
Which way to go
Windowsill
I see the words
On a rocking horse of time
I see the birds in the rain
Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll ride the wave
Where it takes me
I'll hold the pain
Release me
Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll wait up in the dark
For you to speak to me
I'll open up
Release me
Release me
Release me
Release me
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 07:07 0 Outras ideias
quarta-feira, 28 de abril de 2010
(Nunca te esqueci.)
Pus-me a pensar em ti, enquanto passava a ferro o vestido verde de amanhã.
Procurei lembrar-me da tua cor preferida. Não a sabia.
Talvez azul. (Penderias para algum tom?)
Então pensei em música. Aquela que dançaste. A que mais ouviste, em tempos de desespero? Responder não conseguia. O livro da tua vida? (Podia ser um das prateleiras repletas de ficção científica. Mas qual? Qual?)
E o prato? Que iguaria te deleitava, como se não houvera qualquer outra capaz de te alimentar? Pensei. Franzi a testa e os olhos, num esforço de recordação e o resultado semelhante.
À altura não sabia, hoje menos saberei. Eras de esquerda ou direita? Havia Deus, um deus qualquer, ou ninguém? Culparias de quê tua mãe? Por quem darias a vida? O ódio de estimação? Venerarias outrem? De quem lesto fugirias? Que palavra jamais dirias. E o animal. O cão? O tigre? O macaco? Entristeço-me enquanto constato que a nada sei dar resposta concreta. Fico-me pelo "Acho que era..." sem saber se o pondero porque me soa bem que assim fosse, ou porque seria(s) assim de facto. Quase tenho a certeza que gostavas de nadar nu. (Eu também.) Houvesse onde me agarrar melhor. Insuficiente. Sabemo-lo. O filme da tua vida? Um vício? Um prazer secreto que a mim tivesses confiado. Receio(s)? (Sei tão-só que tremias nas cadeiras dos dentistas.) O grande amor que perdeste? E o teu mais querido amigo? (O que tem nome de utensílio que serve para cortar madeira?) Ah! Talvez soubesse o quão gostavas dos gelados do Santini. Pouco, não é? Para alguém a quem tanto e tão desesperadamente amei. (Enquanto pude amei-te muito. Quero que saibas disso.)
Sobre ti talvez reste somente a convicção do que julgavas ocultar, enquanto omitias todos estes pormenores que me eram (en)tão fundamentais.
O filme derramou-se da tela e submergiu-me. A banda sonora invadiu a sala e colou-se-me à pele. As imagens possuíram-me os sentidos. (Vivo-as ainda.) A angústia pendurou-se-me no peito e sinto uma imensa falta de ar. Sozinhos? Estamos todos. Uns sabem-no melhor que outros, é certo. O Amor? Talvez salve. Talvez condene. Mas foi a esperança que o...
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 00:05 0 Outras ideias
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
LUTO
Há muito que se impõe o luto por alguém (?) que há muito (me) partiu. A alma veste-se-me de negro, como o tempo lá fora. As lágrimas incapazes já de brotar correm em torrentes para dentro. Dentro de mim. Desgosto. Descrédito. Desilusão. Não dá mais... Não dá mais! Seria tarde demais para um "Desculpa!" sentido ainda que o quisesses proferir. E não queres. Nunca quiseste. Estendi-te um destes dias a minha mão e tu olhaste-a e desdenhaste-a e colocaste-me na mão um punhal. Um punhal como quem me quis dizer rasga o teu peito e arranca-me daí à punhaladaporque eu não sei ser diferente. Eu jamais serei diferente. E eu? Eu já não tenho mais esperança nem mais um fiapo de fé em ti para (pela enésima vez... pela enésima vez agressora e cruel) voltar a tentar trazer-te até mim. Adeus.
Andreia Azevedo Moreira (Lisboa, 1978) licenciou-se em Engenharia Florestal e não exerce. Não estudou letras mas dedica-se-lhes com paixão. Escreveu os argumentos e os guiões das curtas-metragens «Espelho meu» (2018) e «A Escritora» (2019) em parceria com Hugo Pinto, o realizador e o argumento/guião da curta-metragem «À vida» (48HFP Lisboa) realizado por André Costa. Colabora com o projecto online fotografarpalavras idealizado por Paulo Kellerman. No papel: «Os cães ladram» (Colectânea «O país invisível», C.E. Mário Cláudio, 2016); «Pode um corpo morto» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2019); «Mar Fechado» (Grotta n.º4, 2019/2020); «As paredes em volta» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2020); «A vinte e quatro minutos da eternidade» (Ed. Minimalista, Antologia de contos, 2020); «Abel» (Ed. Minimalista, Contos Minimalistas, 2021), Augustine e os maus sentimentos (Nova Mymosa, 2021), Depois do abismo o canto dos pássaros (Nova Mymosa, 2022), Em português escrevo com A (Edição em papel de 06-04-2023, Jornal de Leiria), Pesar o adeus (Nova Mymosa, 2024). Liberdade e gratidão são verbos. Pearl Jam, banda sonora.