sábado, 15 de outubro de 2011

 

15/10/1946

Release (Lyrics)

Artist: Pearl Jam

Composer: Vedder/Gossard/Ament/McCready/Krusen

I see the world
Feel the chill
Which way to go
Windowsill
I see the words
On a rocking horse of time
I see the birds in the rain

Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll ride the wave
Where it takes me
I'll hold the pain
Release me

Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll wait up in the dark
For you to speak to me
I'll open up
Release me
Release me
Release me
Release me

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

 
Explicar-te que para lá de tudo estava a vida e isso é que era tudo.

Que é que tinhas de querer outra coisa acima dela?

Vergílio Ferreira em "Até ao fim" - página 249

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

 

(Nunca te esqueci.)

Pus-me a pensar em ti, enquanto passava a ferro o vestido verde de amanhã.
Procurei lembrar-me da tua cor preferida. Não a sabia.
Talvez azul. (Penderias para algum tom?)
Então pensei em música. Aquela que dançaste. A que mais ouviste, em tempos de desespero? Responder não conseguia. O livro da tua vida? (Podia ser um das prateleiras repletas de ficção científica. Mas qual? Qual?)
E o prato? Que iguaria te deleitava, como se não houvera qualquer outra capaz de te alimentar? Pensei. Franzi a testa e os olhos, num esforço de recordação e o resultado semelhante.
À altura não sabia, hoje menos saberei. Eras de esquerda ou direita? Havia Deus, um deus qualquer, ou ninguém? Culparias de quê tua mãe? Por quem darias a vida? O ódio de estimação? Venerarias outrem? De quem lesto fugirias? Que palavra jamais dirias. E o animal. O cão? O tigre? O macaco? Entristeço-me enquanto constato que a nada sei dar resposta concreta. Fico-me pelo "Acho que era..." sem saber se o pondero porque me soa bem que assim fosse, ou porque seria(s) assim de facto. Quase tenho a certeza que gostavas de nadar nu. (Eu também.) Houvesse onde me agarrar melhor. Insuficiente. Sabemo-lo. O filme da tua vida? Um vício? Um prazer secreto que a mim tivesses confiado. Receio(s)? (Sei tão-só que tremias nas cadeiras dos dentistas.) O grande amor que perdeste? E o teu mais querido amigo? (O que tem nome de utensílio que serve para cortar madeira?) Ah! Talvez soubesse o quão gostavas dos gelados do Santini. Pouco, não é? Para alguém a quem tanto e tão desesperadamente amei. (Enquanto pude amei-te muito. Quero que saibas disso.)

Sobre ti talvez reste somente a convicção do que julgavas ocultar, enquanto omitias todos estes pormenores que me eram (en)tão fundamentais.

(Nunca te conheci.)

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sábado, 6 de março de 2010

 

A single man

O filme derramou-se da tela e submergiu-me. A banda sonora invadiu a sala e colou-se-me à pele. As imagens possuíram-me os sentidos. (Vivo-as ainda.) A angústia pendurou-se-me no peito e sinto uma imensa falta de ar. Sozinhos? Estamos todos. Uns sabem-no melhor que outros, é certo. O Amor? Talvez salve. Talvez condene. Mas foi a esperança que o...

Se eu... que seja de esperança.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

 

15/10/1946

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

 

LUTO

Há muito que se impõe o luto por alguém (?) que há muito (me) partiu. A alma veste-se-me de negro, como o tempo lá fora. As lágrimas incapazes já de brotar correm em torrentes para dentro. Dentro de mim. Desgosto. Descrédito. Desilusão. Não dá mais... Não dá mais! Seria tarde demais para um "Desculpa!" sentido ainda que o quisesses proferir. E não queres. Nunca quiseste. Estendi-te um destes dias a minha mão e tu olhaste-a e desdenhaste-a e colocaste-me na mão um punhal. Um punhal como quem me quis dizer rasga o teu peito e arranca-me daí à punhalada porque eu não sei ser diferente. Eu jamais serei diferente. E eu? Eu já não tenho mais esperança nem mais um fiapo de fé em ti para (pela enésima vez... pela enésima vez agressora e cruel) voltar a tentar trazer-te até mim. Adeus.

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