domingo, 26 de setembro de 2010
ADQUIRI POIS CLARO e estou feliz com isso. Tanto ou mais do que com o Tolstói. PAM.
Encontrei a imagem
AQUI.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Era assim...
Molhava o miolo do pão no ovo estrelado e dava-me sempre o primeiro bocado.
(Lembras-te?)
Etiquetas: MEMÓRIAS
domingo, 7 de junho de 2009
Voltar à Escola Secundária de Carcavelos...
...Para votar foi muito bom. Ver-me recuar no tempo e involuntariamente rasgar um sorriso enternecido percorrendo todos os caminhos do antigamente. (14 anos volvidos...) Ir até ao campo de jogos, hoje com um pavimento todo catita e ver um pouco mais abaixo, outro como eu a recordar. Bons tempos das paredes (onde nos encostávamos) do pavilhão E, e dos recados escritos nas carteiras. Belos tempos da cantina, onde dizia comer, mas ia era para o Granfino enfardar hamburgueres e croissants de chocolate. Maravilhosos tempos das comédias e tragédias próprias da adolescência. Benditas as amizades e as inimizades de estimação. Horas de diversão, porque mesmo em aula arranjávamos constantemente forma de fazer merda (passo a expressão), mas de uma maneira engraçada, que não feria os professores (fazendo-os não raras vezes irromper em gargalhadas que foram incapazes de conter), um modo de agir que mais não era que uma enorme sede de viver em alegria, em parvoeira, até. Tempos de uma ingénua (e não valorizada na altura) irresponsabilidade. Recordar é, de facto, (também) viver.
Aquele abraço a todos os que me enriqueceram o passado (alguns dos quais ainda hoje ocupam um lugar especial no meu presente).
Etiquetas: AGORA, ALEGRIAS, ALENTO, MEMÓRIAS, ONTEM
quinta-feira, 19 de março de 2009
Rua de Sol ao Rato
Fui até à Rua de Soló Rato, como dizia quando pequena. Porque me lembrei de lá ir? Porque devo 0,20€ à Lisboa gás. Na singer do n.º1 posso saldar essa dívida e há muito acalentava esta vontade: Subir a rua e no segundo pátio (Caetano de Carvalho) à esquerda, virar, entrar e recordar onde vivias avó. Ontem brinquei contigo. Intitulei-me Maximina, a propósito de um episódio que agora não vem ao caso. Hoje, no início da rua, olhei para a placa com a toponímia e subi com a saudade a morder-me o peito. Esse sítio onde a minha mãe foi profundamente infeliz, embora eu só o recorde com doçura. Cada pessoa um mundo. Cada vivência uma realidade. Entrei no pátio. Permanece como era. Ainda ontem entrava contente, para mais um dia passado contigo. (Foram poucos. Hoje sei porquê.) Há quanto tempo não te falo avó? Há uma vida. Seria criança ainda. Hoje mulher. Hoje a falar-te, percebendo que já passou tanto tempo desde que te foste. Desde aquele dia em que eu me retirava para trás da cadeira, na sala de aula (a da Professora Felisbela) e da mochila pendurada puxava um lenço de papel, com que me assoava discreta, aproveitando para rezar a Deus: Não a leves. Não a leves. Mas tu já tinhas partido, só eu não o sabia. Acharam por bem poupar-me. Pelo menos por aquele dia que eu pensasse, apenas, que haveria, apenas, a hipótese de morreres. Naquele momento de súplica acreditava que a "hipótese" não era, ainda, esta ausência irrefutável. Adiante. Entrei no teu pátio e recuei no tempo. Puseram uma cancela verde avó e já não se pode ir mesmo até onde os 5 moraram. Puseram uma cancela e eu apenas pude vislumbrar, ao fundo, as escadas íngremes que se subiam para a vossa casa de bonecas. Teria 10 metros quadrados? Que saudades desse tempo de menina. Na vida como no teu pátio, temos muitas vezes de instalar cancelas. Para nos protegermos dos ladrões que nos querem roubar a alma. É assim como que uma protecção. Instalei uma dentro de mim. E hoje, lembro-me especialmente dela, porque hoje é dia de carinho para a maioria das pessoas, mas para mim não. Para mim é apenas um dia. Um dia com uma cancela. Talvez não verde, cinzenta. Uma cancela que tenho fechada a cadeado e cuja chave deitei fora há algum tempo, para não sofrer tentações. Se eu não cuidar de mim... Ainda me é possível, no entanto, lançar um beijinho por cima da cancela. Aqui vai ele. Um beijinho por cima da cancela verde também para ti avó, onde quer que te encontres , a velar por mim.
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
eh eh eh eh RELATIVIZAR eh eh eh eh
Acabo de me lembrar de quando recebi a minha primeira negativa. Tive 46% a Ciências com a Professora Ausenda Fadigas. E na altura não percebi logo que 46% sendo abaixo de 50% era negativa. Fiquei a rir-me aparvalhada quase a querer pensar "Safei-me!" (Foi das primeiras notas em % que recebi senão mesmo a primeira) até que a colega do lado me disse: 46% é negativa Andreia!
Negativa?
Até então tal palavra não fazia parte do meu vocabulário. Só conhecia os Satifaz bem e Satisfaz muito bem ou os 4 e os 5... De tal modo que 46% por certo que não poderia ser assim tão mau...eh eh eh eh.
Esta atitude lerdo/ingénua tem-me protegido muitas vezes dos embates da vida. Chamem-me loira. Chamem-me distraída. Vá, chamem-me loira (burra) distraída. Não me importo! Tenho estas histórias giras para me fazerem rir e levar a vida com alguma leveza e delas não abdico!
É que às vezes rir é mesmo o melhor remédio!
E hoje que no fundo, no fundo, no fundo, deveria chorar, só me ocorre rasgar este sorriso que é meu e aliviar o peito rindo. Muito. Até não restar qualquer réstia de tristeza ou frustração.
A vida é isto: ALEGRIA e DOR. E eu gosto de viver. MUITO! Plenamente. Com TUDO o que plenamente acarreta.
Etiquetas: HUMOR; BOA DISPOSIÇÃO, MEMÓRIAS, VIDA

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