terça-feira, 24 de abril de 2012

 

AULAS DA PRIMAVERA - Abril - Junho 2012 - Weeeeeeeeeeeeeeeeee!

Etiquetas: , , , , , ,


domingo, 26 de junho de 2011

 

AULAS DA PRIMAVERA – O REGRESSO

“Diz” que os filósofos explicam a literatura (ou então não, ou então sim, ou de como continuo a constatar que quanto mais aprendo menos sei, porque mais violenta é a consciência da magnitude da minha ignorância.)

“Sobre aquilo de que não posso falar devo calar-me.” Acreditava tratar-se de cobardia minha, avassalador pudor que sinto pelo quanto desconheço e afinal é uma proposição de Wittgenstein. - A sétima(!) do Tratado Lógico-Filosófico.

Pois é, meus amigos, acabou-se-me mais uma edição desse maravilhoso curso livre que são as Aulas de Primavera.

A propósito, por onde têm andado que por lá vos não vi?

Preciso destas coisas como de pão para a boca; de coentros para a açorda; de alho para o azeite que tempera o bacalhau cozido no Natal; de leite meio gordo para o chocapic... E por aí adiante. Como tal, neste exacto momento, estou de ressaca. Sinto dores no corpo todo, tremo desmesuradamente, as náuseas agrilhoaram-se-me à garganta e o pensamento dominante é: “Quando é que há mais? Quando é que há mais? Quando é que há mais?” (Três que é a conta que o senhor lá de cima fez.)

Professora Teresa, Professor Abel (a vós o lancinante grito): Compadeçam-se desta Vossa aluna adoptada e realizem duas edições de aulas livres por ano, por deus, que menos é para a menina em questão genuíno padecimento.

Ora, sobre emoções nunca me viram calar (posso sempre falar do que me move), vai de maneiras que se tiverem paciência (claro está) sigam-me o testemunho subsequente organizadinho em alíneas:

a) Como qualquer iniciativa, ou relação amorosa, a coisa teve altos e baixos. Momentos de paixão, outros de tédio. Estados de arrebatamento e combates bravios contra o sono (que em algumas sessões quase perdi).

b) Continua a verificar-se que nem sempre génio é sinónimo de encanto, quando se não consegue passar aos outros a grandiosidade que nos habita e podemos, até, ter redigido cuidadosamente 3477 páginas em letra muito pequenina para o efeito e não conseguirmos agarrar os ouvintes pelos colarinhos. Levava uma camisolinha de alças, é certo. Não é desculpa.

c) Mesmo se a entrar em coma de tanta sonolência há sempre oportunidade para aproveitar um ou outro tópico que me acicatam a curiosidade e orientam a jornada porvir.

d) Denoto nestes eventos alguma animosidade entre companheiros. Pode ser errónea a percepção. É somente minha a dita. Nenhum de vocês apareceu, como tal, não tinha colegas de carteira com quem discutir o tema. Trocam piadinhas entre si, cochicham quando na audiência, fazem esgares (Alguns acertaram-me no olho esquerdo.), sorriem sorrisos irónicos que me não pareceram bonitos e assim. Penso: “Raisparta a natureza humana.” (Raisparta eu e os outros.) Ora peçam a um cão a ironia e vem de lá, quando muito, a lambidela, ou o rosnar leal, olhos nos olhos. Há ironia e ironia. Há aquela que aprecio e a que desprezo. E há demasiado texto nesta alínea. Perdoem a verborreia.

e) Factos e elementos que aos restantes soam a banalidade por viverem d(n)aquilo, a mim fascinam porque possuo, nesta área (bem como noutras o que agora não vem ao caso), a ingenuidade das crianças.

f) A inteligibilidade é directamente proporcional ao interesse que se devota. Jamais outrora me dediquei tanto.

g) Numa prelecção sobre Jacques Derrida encontrei os fundamentos para a (“minha”) palavra: ESCRELER.

h) Há professores ainda jovens que são já furacões no seu enlevo de partilhar conhecimento e arregaçam mangas e tudo. Foi espancamento seguido de K.O. Gostei muito da tareia, salvo seja.

i) Sessões decorreram sem que percebesse patavina do que queriam demonstrar os oradores. Andavam para a frente e para trás demandando citações assinaladas com post-it’s nos livrinhos, como se fora óbvio o que estava em causa e para mim, moça de cabelo castanho-clarinho, não era. Não era. É que não era pá! E depois vocês já sabem que embirro um ‘cadito com esse grande refúgio que é a citação.

j) Quem lecciona nos E.U.A fica com uma entoação característica. Deixo aqui a pista para uma tese de doutoramento. Sintam-se à vontade para usá-la que sou uma altruísta e por ora não me dá jeito fazê-lo.

k) Tive a oportunidade de “O” ter como mestre. (Consultar ponto 4. das cenas que me agradaram do post em link s.f.f) Weeeeeeeeee. Não fora o acaso e não se teria dado o feliz evento, que me fez vir, de propósito de Tróia, de umas férias à beira-mar para “O” ouvir. Tivesse sido mantido o programa e eu, com todo o respeito pelo jeitoso do Professor que fecharia nessa semana o curso, não teria tirado os pés de molho. Mas era “aquele” professor em substituição do outro e não podia de forma alguma perdê-lo. Que é que vos digo? Bendita seja eu e as minhas premonições. Teria perdido uma das três sessões que classifiquei como magistrais ou, trocado em BPM uma das que classificaria com 195 BPM. Aquilo sim foi lição para nos agarrar do princípio ao fim. Sem “cábulas”, citações em demasia, ou ensaios elaborados. Coração, sabedoria e vontade de agitar os intelectos.

l) E (para mim) foi isto.

Aquele abraço.

Etiquetas: , , , ,


domingo, 17 de abril de 2011

 

NUMEROLOGIA

Ah és maluca e mais não sei o quê. E eu tudo bem que só eu sei quão contentinha fiquei ao constatar que as somas parciais dos algarismos do meu número de inscrição na FCSH, para as aulinhas da presente Primavera, perfazem 7. Ah pois é. 7. Está tudo alinhadinho é o que é. Ou então não. Deixem-me lá dar um sentido à vida pá.

Etiquetas: ,


terça-feira, 1 de março de 2011

 

DIVULGAÇÃO

CURSO LIVRE / ACÇÃO DE FORMAÇÃO CONTÍNUA

LABORATÓRIO DE ESTUDOS LITERÁRIOS AVANÇADOS, FCSH-UNL

AULAS DA PRIMAVERA
(2ª. edição, 2011)


Filósofos explicam a literatura

8 Lições e Debates com especialistas em literatura e filosofia em torno da reflexão teórica de alguns filósofos sobre a literatura, da abordagem filosófica da literatura e a da literatura como objecto do pensamento filosófico, bem como da renovação da disciplina de Estudos Literários.

Destinatários

Estudantes e investigadores das áreas científicas de Literatura e de Filosofia, Professores dos Grupos 200, 210, 220, 300 e 410 e público em geral (ó pra mim aqui!)

Inscrições
28 de Março a 28 de Abril

Núcleo de Formação ao Longo da Vida (FCSH)
Torre B, 1º andar
Telef. 217908383

Programa

28 de Abril, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
LIÇÃO DE ABERTURA, Américo Lindeza Diogo (Universidade do Minho)

5 de Maio, 18.30h. (Auditório 2, Torre B)
PLATÃO, José Pedro Serra (Universidade de Lisboa)

12 de Maio, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
DERRIDA, Silvina Rodrigues Lopes (Universidade Nova de Lisboa)

19 de Maio, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
WITTGENSTEIN, Nuno Venturinha (Instituto de Filosofia da Linguagem)

26 de Maio, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
WITTGENSTEIN, António Marques(Universidade Nova de Lisboa)

2 de Junho, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
STANLEY CAVELL, António Feijó (Universidade de Lisboa)

9 de Junho, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
DONALD DAVIDSON, Miguel Tamen (Universidade de Lisboa)

16 de Junho, 18.30h. (Auditório 1, Torre B)
ARISTÓTELES, Humberto Brito (Instituto de Filosofia da Linguagem)

Etiquetas: , , , ,


sexta-feira, 11 de junho de 2010

 

AULAS DA PRIMAVERA

Eis que findaram as Aulas da Primavera. Óooooooooooooooo.

(9 de Abril - 4 de Junho)

Frequentaram-no inúmeras pessoas do meio académico e depois havia uma alien. Euzinha. “C’est moy que je peins” (escrito em francês arcaico tal e qual me foi providenciado no resumo da última aula) ideiazinhas luminosas e então é ver-me atirar para o meio de mestrandos, doutorandos, professores universitários, alunos de intercâmbio e frequentadores dos cursos da especialidade. Ora quando é que me sentia caída da nave espacial? Quando se punham a ler poemas inteiros em francês por deus. Eu até entendo a língua lendo, com muita calma e algumas consultas a dicionários online, agora assim, em directo, sem anestesia, perdi-me, ora pois. Momentos houve em que o auditório todo se riu, exceptuando esta querida que vos fala. De que me adiantaria pedir “Oh expliquem lá as piadinhas que também me quero rir!” se me encontrava só. Dir-me-iam por certo “Ó Engenheira Florestal do camandro mas que ideia foi esta e o que é que vieste fazer para aqui pá? Não vês que é tarde para ti?” E não teria resposta para lhes dar, porque há decisões na minha vidinha que se tomam por si. Chegou-me o link, já nem me lembro por onde, aos olhinhos e já me encontrava a enviar um e-mail à Professora Teresa dizendo que não me situava, claramente, na situação “avançada” (Curso Livre de Estudos Avançados de Literatura) mas que gostava muito de estar presente e eis que ao receber a abébia de quem de direito - “que teriam muito gosto em ter-me por lá” – nem pensei outra vez, antes de preencher a fichinha e transferir o guito. E sabem que mais? Não me arrependo. Porque tirando esses momentos que me gritavam “Quem és tu Deia Meia? E o que fazes aqui?” foram 8 (7- tive de me baldar a uma com grande pesar.) sessões muito e muito proveitosas para o meu ser interior.

Principais conclusões a retirar:

1) Repetirei a experiência se oportunidade semelhante se me oferecer e cá dentro me apetecer.

2) O meu lugar (já) não é (nunca foi?) ali.

3) Reforço o que disse há uns tempos: há muito na teoria que, para mim, é violência.

4) Não obstante o proferido em 3) jamais me recusarei a abrir horizontes, a conhecer, quanto mais não seja, para poder dizer com propriedade “Não é para mim.”

Cenas que me agradaram e com importância deveras questionável para outrem (algumas das quais pejadinhas dos meus preconceitos):

1) Havia um piano no auditório 2 da Torre B. Gosto tanto.

2) Há professoras de Literatura, especializadas em Fernando Pessoa, muita giras, modernas e com ar de quem apanha sol e gosta da vida vivida (o que me reconfortou).

3) Há professores que correspondem exactamente à figura geométrica que tem os quatro lados todos iguais.

4) Há professores com um sentido de humor maravilhoso e que tenho muita pena de não ter tido (nem vir a ter) como mestre. Falo de uma pessoa em particular, que pela escrita já me havia cativado e feito rir inúmeras vezes, que ao vivo me enterneceu, porque vi genuíno cuidado com os alunos, profunda dedicação e companheirismo. Um exemplo sem dúvida.

5) Há professoras de sorriso franco e voz amiga, preocupada, incentivando os orientandos a prosseguir, fazendo mais, melhor. Mente aberta e despretensiosa que me deixou fazer parte deste curso, quando tudo indicaria que não encaixaria ali.

6) Há professores grisalhos com um charme indescritível que se põem a falar do Pessoa e quê e a pessoa até se esquece das horas.

7) Há professores que podem até ser brilhantes (como ouvi) mas que como oradores não convenceram e foi uma tortura sobreviver-lhes ao tom monótono e desprovido de emoção.

8) Ele há de tudo portanto.

9) Todos os temas me interessaram sobremaneira. Uns chegaram cá melhor que outros derivado ao modo como os oradores os expunham. Captei inúmeras dicas, pontos de partida para explorar diversos temas, se me aprouver, e aos quais não teria tão directo acesso, se acaso algum mos pusesse defronte. Daí a utilidade da experiência: triagem. O tempo é escasso. Se alguém conhecedor nos ajudar “Há isto. Há aquilo e aqueloutro.” Mais facilmente percebemos por onde queremos, ou não, ir.

10) Foi isto e foi MUITO BOM.

(Ou de como já não me apetece escrever mais sobre o assunto.)

Etiquetas: , , ,


quinta-feira, 1 de abril de 2010

 

Um texto antecedendo: outros textos, ideias que ainda não me atingiram e as aulas que, sem terem sequer começado, tanta felicidade já me trazem.

Dissecar textos: fi-lo bastante, no passado. Tinha de o fazer. Eram as regras do ensino. Eis que não pretendo persistir n(ess)a violência. Pessoalmente, tão exaustiva análise é como ir explicando beijo a beijo, toque a toque, urgência a urgência, o que faço, ou o que alguém antes de mim realizou.

Olha, agarro-te o cabelo junto à nuca. Sentes? A dor que, embora sofrimento, agrada. Gostas? Que to puxe com força, como se o quisera tanto como te quero. Respiro-te. Inspiro e sustenho o ar para te reter num desespero. Repara. Nota como te conheço e te percorro onde precisas. É disto que careces, não é? A minha língua, o teu pescoço e a linha fictícia que me precipita para o épico cume da imaginação. Esse delírio que engulo sentindo cócegas na barriga, por causa das vertigens que este nosso desassossego provoca. Concordas com isto que digo? Admites que quando te sussurro “aquilo” ao ouvido é para que só tu possas saber o significado do meu calor no teu. Compreendes que se te agarro com tamanha firmeza, numa cadência obstinada é, tão só, porque sou egoísta e quero ter sucesso nisso de te fazer rir quando chegas? E não é bom? Questiono-te. Responde. Ordeno-te. Eu sinto que é muito bom, mas e tu? Que pensas? Ah. Não dizes? Remetes-te ao silêncio, portanto. Falo demais? Palavras a tropeçarem no suor. Pensamentos que se interpõem aos corpos e esses a desligarem-se. Que é do ardor? Porque me olhas de fora? Porque paraste com os beijos? Fiz com que arrefecêssemos... Perdoa. Recomeçamos a dança? Eu quero. Quero muito. E tu? Anseia-lo tanto quanto eu? Arranjamos uma régua que meça o desejo? Perdemo-nos por quantos centímetros? Não sabes? Não queres saber? Porquê? Não é importante termos tudo em pratos limpos? Tudo medido. Quantificado. Cheiras muito bem. Gosto imenso das tuas mãos. Onde é que vais com elas? Aí? Pode ser. Sim, sim. Aí sim. É bom é. É teu, agora, o mergulho. E eu fico à tona, a ofegar, à tua espera, teimando sobreviver a este afogamento conjunto. Regressas, estamos molhados e dizes-me coisas. Falas-me disso porque queres que eu sinta aqueloutro? Será? Então está bem. Eu sinto. Vislumbro. Percebo. Espera. Agora estou eu com frio. Perdi-me entretanto. Dizias? Explicavas-me detalhadamente o que fazíamos e eu acabei por me esquecer porque o começáramos sequer e não tenho certo saber quem és. Quem somos. Éramos? Sendo assim vou andando. Já não me apetece o que tens aí e não é por saciedade. É tédio. A vontade esmoreceu. Dissemos demais.

Dissecar textos: Não digo que não seja indispensável para apreender o que é literatura. Afirmo, apenas, que não é para mim. Posso tentar ser mais do que sou. E tento. Persisto ávida e afincadamente na aprendizagem. Temo, no entanto, ser incapaz de me despir da elementaridade que me compõe, em que o sentir se me sobrepõe ao saber. E com isto não me desiludo, antes aprendo a aceitar-me tal qual sou.




Etiquetas: , , ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Website Counter
Free Counter