quarta-feira, 18 de maio de 2011

 

Tenho uma teoria na mona há anos...(desde que instalei o sitemeter)

(Tenho várias. Quase todas despropositadas. Mas agora não vem ao caso isso de eu ser uma pessoa por demais ridícula.)

Como sabem (caso não saibam ficam a saber) a maioria dos meus visitantes padecem de glândula salivar entupida (e de casa vez que o refiro num post, mais aumentam as visitas. Cada um faz o que pode pelo seu blogue.) que se traduz num inchaço por baixo do queixo - Ao qual, não raras vezes, chamam bola. - ou, ainda, em dor ou salivação anormal ao ingerir alimentos. Ora... O que os meus queridinhos 7 leitores genuínos desconhecem (os restantes 30 e tal têm o problema referido, ou andam em busca das melhores técnicas de cábulas, ou de uma ou outra coisa de cariz sexual que me não convém, de momento, referir) porque ainda não vo lo disse, é que esses sofredores são quase todos do país irmão. "Então qual é a tua teoria?" - Gritam vocês daí em pulgas para ter acesso à dissertação de chacha do dia.

Ei-la: Acredito que por serem de um país tão quente, são mais ardentes, beijam muito mais e vai de maneiras que isso conduz ao entupimento das glândulas supra-referidas.

Era só. Um abraço.

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terça-feira, 19 de abril de 2011

 

Ouvi hoje de raspão no Pessoal e transmissível da TSF:

(era qualquer coisa assim)

O segredo da felicidade está em perder o medo.

Contesto. O segredo da (minha) felicidade está em ter medo e enfrentá-lo, ainda que trema muito. Às vezes gritar ajuda. O medo já não me imobiliza. Desafia-me. E eu vou.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

 

Consigo encontrar parecenças entre as pessoas que não lembram à Maria Armanda.


O António Carlos Cortez faz-me lembrar o Ricardo Araújo Pereira. E vai daí é o contrário. Mas que há ali um 'quêzinho' comum aos 2. Ai há, há.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

 

Concedo-vos (nenh)um lugar:


Sente-se quem me olha interrogando-se(me): “Vais conseguir?” entre a elementar curiosidade e o pérfido fascínio em me ver ruir.

Respondo-vos, enquanto ergo os punhos cerrados, pronta para a liça, olhos vidrados, veias no pescoço salientes, indignada. Ainda que não devesse ceder a esta pulsão de vos provar o que já é (o que há-de ser), naturalmente, sem precisão de testemunho(s) ou medalha(s).

Sente-se o que pretende sentir-se bem com o(s) meu(s) infortúnio(s), porque desse(s) nascerá a força e a capacidade para ultrapassar qualquer embaraço.

Desengane-se o que me vir prostrada e sentir, então, urgência pútrida em me pôr à prova, como quem força que o meu rosto se cole ao chão. Recupero tão-só o fôlego para prosseguir, cabeça erguida, lágrimas lambidas, coração renovado.

Poupem-se os que se munem de agulhas tentando picar-me além da pele.
Bendita alma esta (quase) imune à vossa improbidade.

Temem cair na escuridão do abismo que criaram para vós e por isso rasteiram outros, na vã esperança que a queda vos não alcance.

Exaspero-me se sinto o arrepio provocado pelo hálito gélido da deslealdade. Infantilmente agressiva preparo resposta que me proteja, quando fartinha de saber que não é preciso.

Não é preciso Andreia, fica quieta. Não fales. Olha para o lado. Não vejas o que gostavam de te fazer.

Prossigo na lenga-lenga: Não necessito dar-vos resposta. Ouvem? Se eu quisesse não respondia. Sabem?

Isto porque (ainda) não consigo deixar cair certas provocações e prossigo (obtusa) desconhecendo se vos tento convencer ou, mormente, me mentalizo:

Não me cabe revelar-vos. Vivo somente. Ser é o bastante. Pretendo esquecer-vos massacrantes: “Vais conseguir?”.

SAIBAM DISTO: VOU CONSEGUIR!

Sente-se nesse lugar, que reservei em parte nenhuma do meu mundo, aquele que espera que não me levante do(s) tombo(s) da existência.

A única entidade capaz de me destituir d(est)a tenacidade é a morte.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

 
Qual de nós pode asseverar não ter em si, pelo menos, uma parte totalmente falsa?

(Pois.)

Era o que temia. Isso dos "autênticos" é outra das invenções românticas da Humanidade.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

 

Pensamento do dia (a dia):

Se é certo que sem escrever não vivo,
sei com as entranhas que sem viver não escrevo.
Entre o que vivo que escrevo
e o que escrevo que vivo (mas não experiencio deveras)
reside o segredo para não me perder.
Não me digam: OPTA.
Não posso.
É nesse precário equilíbrio, dia-a-dia estabelecido, que habito e sobrevivo.
Desconheço para onde vou. Em cada acordar caminho.
Faço o melhor que consigo enquanto respiro e escrevinho.
Uns dias escreverei com ardor, outros serei somente.
Haverá momentos de criação
e outros tantos de elementar existência.

Quando morrer as duas sucumbirão:

A minha escrita e a minha vida.

Cessarei.

Não me saberão apontar (assim o espero) o que melhor consegui:

ESCREVER ou VIVER, porque não pretendo que se distingam.
Não (re)clamo, até, que me demarquem.
Sou vida escrita vivida.
Sê-lo-ei sempre.
Ainda que perenemente despicienda(s) para os restantes.

Assim, se escuto a redutora pergunta:

"Interroga-te se viverias se não te permitissem escrever?"

(Bem sei que grandes individualidades a formularam.)

Logo outra se me coloca (aos berros):

"Interroga-te se escreverias se não te permitissem viver?"

"NÃO": a (minha) peremptória resposta a ambas.

Por isso aos interrogadores que me angustiam e exasperam coloco as seguintes questões:

"O que é que (tanto) vos falta para o (ESCRE) (VI) VER?"

"Porque (raio) tenho de escolher?"

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

 

Arrogância pode ser...

...Acreditar ser possível uma vida inteira sem errar.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

 

(SOU)

Na escola aprendi que entre parêntesis se colocava o que era despiciendo numa frase.

(Aquilo que omisso não lhe retiraria sentido ou valor.)

(O “bónus” do qual outrem jamais sentiria falta. Teria sido dito tudo o que se queria.)

Comigo, muitas vezes, é ao contrário.

Querem ler-me?

Façam-no ( ).

É aí que amiúde me encontro e digo o que fora não consegui.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

 

Um texto antecedendo: outros textos, ideias que ainda não me atingiram e as aulas que, sem terem sequer começado, tanta felicidade já me trazem.

Dissecar textos: fi-lo bastante, no passado. Tinha de o fazer. Eram as regras do ensino. Eis que não pretendo persistir n(ess)a violência. Pessoalmente, tão exaustiva análise é como ir explicando beijo a beijo, toque a toque, urgência a urgência, o que faço, ou o que alguém antes de mim realizou.

Olha, agarro-te o cabelo junto à nuca. Sentes? A dor que, embora sofrimento, agrada. Gostas? Que to puxe com força, como se o quisera tanto como te quero. Respiro-te. Inspiro e sustenho o ar para te reter num desespero. Repara. Nota como te conheço e te percorro onde precisas. É disto que careces, não é? A minha língua, o teu pescoço e a linha fictícia que me precipita para o épico cume da imaginação. Esse delírio que engulo sentindo cócegas na barriga, por causa das vertigens que este nosso desassossego provoca. Concordas com isto que digo? Admites que quando te sussurro “aquilo” ao ouvido é para que só tu possas saber o significado do meu calor no teu. Compreendes que se te agarro com tamanha firmeza, numa cadência obstinada é, tão só, porque sou egoísta e quero ter sucesso nisso de te fazer rir quando chegas? E não é bom? Questiono-te. Responde. Ordeno-te. Eu sinto que é muito bom, mas e tu? Que pensas? Ah. Não dizes? Remetes-te ao silêncio, portanto. Falo demais? Palavras a tropeçarem no suor. Pensamentos que se interpõem aos corpos e esses a desligarem-se. Que é do ardor? Porque me olhas de fora? Porque paraste com os beijos? Fiz com que arrefecêssemos... Perdoa. Recomeçamos a dança? Eu quero. Quero muito. E tu? Anseia-lo tanto quanto eu? Arranjamos uma régua que meça o desejo? Perdemo-nos por quantos centímetros? Não sabes? Não queres saber? Porquê? Não é importante termos tudo em pratos limpos? Tudo medido. Quantificado. Cheiras muito bem. Gosto imenso das tuas mãos. Onde é que vais com elas? Aí? Pode ser. Sim, sim. Aí sim. É bom é. É teu, agora, o mergulho. E eu fico à tona, a ofegar, à tua espera, teimando sobreviver a este afogamento conjunto. Regressas, estamos molhados e dizes-me coisas. Falas-me disso porque queres que eu sinta aqueloutro? Será? Então está bem. Eu sinto. Vislumbro. Percebo. Espera. Agora estou eu com frio. Perdi-me entretanto. Dizias? Explicavas-me detalhadamente o que fazíamos e eu acabei por me esquecer porque o começáramos sequer e não tenho certo saber quem és. Quem somos. Éramos? Sendo assim vou andando. Já não me apetece o que tens aí e não é por saciedade. É tédio. A vontade esmoreceu. Dissemos demais.

Dissecar textos: Não digo que não seja indispensável para apreender o que é literatura. Afirmo, apenas, que não é para mim. Posso tentar ser mais do que sou. E tento. Persisto ávida e afincadamente na aprendizagem. Temo, no entanto, ser incapaz de me despir da elementaridade que me compõe, em que o sentir se me sobrepõe ao saber. E com isto não me desiludo, antes aprendo a aceitar-me tal qual sou.




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terça-feira, 23 de junho de 2009

 

PENSAMENTOS ALEATÓRIOS

1) Andei vestida de tristeza. Não tenho feitio, pronto. Nasci para ser palhaça. Para fazer rir na adversidade. A situação é dramática, lembro-me de uma parvoíce, digo-a, as pessoas riem-se. É assim. Prefiro assim. Prefiro andar a rir do que a chorar. Prefiro a cara franzida, o abdominal contraído de tanto me rir, do que os mesmos sintomas por estar em posição fetal, derrotada a esvair-me em lágrimas. A vida é o que é. Há que aceitar o que nos traz, sem dramatizar. Não quero dramas. Quero comédias. (Sor)riso é o meu nome do meio. Quero a cara iluminada, não sombria. Chega. Há que aceitar. Aceitar tudo. O que é bom e o que é mau. O que é intenso e o que é morno. Aceitar. Viver serenamente (O que não corresponde propriamente à minha maneira contraditória de encarar os dias. Haviam de me ouvir ontem.) o que tenho para viver, mas viver. É tudo demasiado efémero para andar adormecida, dormente. Chega de lamúrias. Não acredito em medicação. Acredito "nisto" que me faz um dia estar no fundo do abismo e no dia seguinte me catapulta e faz olhar para o céu azul e imenso, cheia de esperança. Acredito que sou sã, na minha loucura e acredito que faço o melhor que posso, dentro do que sou. Por isso ontem, peguei numa espátula e raspei com mil cuidados, para não fazer sangue, a tristeza que se me colou à epiderme. Não a quero. A tristeza não é para mim. Eu sou aquela a quem os outros chamam néscia por me rir em demasia. Não me importo. Chega.

2) Há uns anos fiz uma colecção da Visão com grandes clássicos. Tenho 27 livros dessa colecção. 1, REPITO 1 é de uma mulher: Marguerite Yourcenar. Preciso fazer algum tipo de comentário?

3) A vida não é uma série de capítulos em que posso colocar pontuação, que a torne definitiva, como arrogantemente pensava. Muitas vezes retornamos a capítulos passados. Muitas vezes reabrimos o(s) livro(s). Eu é que acreditava que não. Que uma vez fechado um qualquer livro, esse ficaria na estante, eternamente, a encher-se de pó. Sei tão pouco sobre a vida.

4) Os conflitos entre duas pessoas nunca são verdadeiramente só dessas. São dessas e dos batalhões que se colocam na retaguarda em defesa dos respectivos entes queridos. Não é justo, não é leal, mas é encantadora e naturalmente humano.

5) Quanto mais ouço e leio a Inês Pedrosa mais a admiro enquanto ser humano. Favor ler a crónica desta MULHER na LER.

6) Tinha mais coisinhas giras para dizer, mas vou guardá-las não vá estar com a mosca, outra vez, nos próximos dias e assim pimbas: "amando-vos" com pensamentos fora de prazo, que nem dão por ela e eu assim poderei carpir à vontade, sem dar nas vistas. PAM.

ADENDA: Digam lá que este cartaz não é do melhor? É. Pois é?

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

 

Sou uma pessoa problemática (a não ser que quine)

1) Tenho um problema com vírgulas.

2) Tenho um problema com a minha fértil imaginação.

3) Tenho vários problemas comigo.

4) Tenho alguns problemas com terceiros.

5) Tenho um problema com a palavra "quine": não sei se é assim que se escreve. (O que eu queria exprimir era quinar=bater a bota)

6) E no fundo, se de um momento para o outro posso morrer (colesterol elevado, hepatomegália* e mai' não sei quê) nada tenho.

7) E isto veio-me à cabeça, por causa d'As Ondas de Virgínia Woolf. Um génio a senhora e sim, devia ter um, ou mais, a menos (ou a mais, vá-se lá saber catalogar estas coisas) e devia sofrer horrores com os seus pensamentos exaustivamente analíticos, lúcidos e realistas. Tenho o livro todo sublinhado caraças. Os amantes de livros linchavam-me se soubessem. Mas atenção que só sublinho os meus livros. Podem emprestar-me livros à vontade que eu até sou pessoa para no caso de perder um livro autografado, ir em busca do autor respectivo (se ele tiver olhos bonitos claro. Estava a brincar... Vou mesmo...).

E é isto.


*Van olha outro desbloqueador! E este ainda mais refinado.

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sábado, 16 de maio de 2009

 

Crónica de NADA

Ouvi dizer que na meditação se pensa "o nada". Tenta-se não pensar, para lá do momento presente. Aquele em que de pernas cruzadas e mãos nos joelhos viradas para o céu (assim o fantasio), esvaziamos a mente e apuramos os sentidos. O que se ouve. O que se cheira. O que se apalpa. O que se saboreira. O presente. Seria eu capaz de me esvaziar? Mesmo que por um breve momento? Eu gostava. Gostava de expulsar o ponto de interrogação que se me colou à moleirinha. - Já não a tenho, sei bem. Antes tivesse, sinal seria que estava a começar tudo de novo. - Começo a ter medo da morte e dessas coisas, como a velhice, que antes estavam muito distantes. Começo a pensar que as escolhas que faço me afunilam o futuro. Já não tenho a vida toda pela frente. Pelo menos já não sinto que tenho e isso assusta-me. Na meditação não há passado e não há futuro. Ouvi dizer que há só presente. Uma passa que nos dão para a mão e que aprendemos a escutar, a sentir, a saborear. Uma passa a simbolizar o nosso desprendimento do resto. Do passado irremediável e do futuro imprevisível. Naquele dia, naquele momento, só podemos viver a passa. Mas sinceramente, eu preferia viver chocolate. Não gosto de passas... Meditar? Não sei se será algum dia para mim. Porém, apetece-me tentar. (Fica naquela lista mental de tarefas "Um dia ainda hei-de...") Tenho pavor a ficar velha por dentro. PAVOR. E se são passas que tenho de comer para que isso não aconteça, venham elas, tipo doze, para eu formular muitos desejos.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

 

JUSTIFICAÇÕES

Eis o que me tem prejudicado sobremaneira ao longo da vida. A doença que tenho de não saber dizer simplesmente um lacónico NÃO (ou um SIM), sem mais nada a seguir.

Não. Digo sempre um "não", ou um "sim", seguido de um porque tal, tal e tal... Como se o meu não ou o meu sim, por si só, não fossem o suficiente. E depois meto os pés pelas mãos e digo o que queria só para mim, ou que pura e simplesmente não me convinha dizer.

Mas ando a aprender e em breve, muito em breve, serei capaz de dizer apenas o que quiser dizer, sem ceder à pressão alheia. Mesmo que um simples e taxativo NÃO (ou SIM) e pasmem-se até ponho a hipótese de dizer simplesmente TALVEZ, sem prestar qualquer outro esclarecimento.

Ok?

(Por exemplo, se eu já tivesse aprendido a fazê-lo, este post não seria tão comprido. O que é que eu estou a fazer ao ser redundante? A justificar-me. Lá está.)



http://www.youtube.com/watch?v=n9ydbTTpwQ0

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

 

Angústias (da mesa de trás)

- Tu sabes lá o que é a queima das fitas! Aquilo é um festival. Aquilo é pior que os festivais de Verão. Aquilo é a maior coboiada que há por estas alturas.

- Qual é o mal?

- Pá não o quero lá a distribuir panfletos a todas a miúdas que passam. Não quero pronto. Não estou para isso. Vou dizer-lhe.

- Sim fala com ele. Mas o que é que tu queres? Proibi-lo de ir a qualquer ambiente perigoso?

(Minhas queridas: os "perigos" estão dentro de nós.)

(E nós inclui: gajos e gajas.)

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

 

Cá estamos. Estou. E essas coisas.

Bom dia!


(Não se deixem ludibriar. STOP. Estou com uma neura desgraçada. STOP. Aconselho distância de segurança. STOP).


Ontem à noite em estado de negação total, carreguei com a mão direita no lado esquerdo do peito e repeti muitas, muitas, demasiadas (até me dói no sítio e tudo) vezes: "May the force be with you" na esperança de ser teletransportada para a tal realidade, com a qual tenho sonhado inúmeras vezes e na qual, apesar de não ser verde, tenho a capacidade de fotossintetizar de modos que não preciso do pilim.


Ora como TUDO neste país, o sistema de teletransporte estava avariado (a culpa é de certeza do governo) e eis que hoje me encontro no sítio do costume e que não é o Pingo Doce. (Antes fosse. Sou fã desse outro sítio do costume).


Resumirei na medida das minhas limitações no que toca a resumos estes dias de paz espiritual:


1) É BOM estar de férias.

2) É MUITO BOM estar de férias.

3) É MARAVILHOSO estar de férias.

4) Posto isto, adeus e obrigada.


Ah! Queriam. Estão no blog da Deia. Deia não sabe ser sucinta... É altura de colocar o queixo na mão esquerda enquanto com a direita mexem no rato. (Se quiserem. Mas já que aqui estão... Vá.)


O que é que eu destaco?


a) Destaco os aniversários: da Lena (a 11), da Susana (a 16), da minha querida amiga Ana (a 17, para o ano será mais fácil e menos duro, assim o espero), da Eunice (a 17) e da Filipa (a 18).


b) O filme que fui ver e com o qual me ri muito e me angustiei. Grande sátira às tangas que nos contamos umas às outras, para justificar rejeições e não admitir que os "gajos" não estão simplesmente na mesma onda que nós, ou que as nossas amigas. Mentiras piedosas que tomaram as proporções de mito urbano (e rural também). Depois, relações para todos os gostos e maneiras de (re)agir diferentes. Tão diferentes quanto o são as pessoas. E no fundo, todos iguais. (Homens e mulheres irremediavelmente parecidos nas suas diferenças).


Destaco sem qualquer dúvida a Scarlett Johansson. Uma grande actriz e uma mulher daquelas. Tão boa, meu Deus. Tão bonita. E que voz a dela. (Sim, ainda sei qual é a minha orientação sexual, mas compreendo os homens e as mulheres que a desejam.)


c) Estou a ler um livro de "um amigo" (vá, é uma amizade unilateral, de mim para ele). Este homem que nos deixou há pouco tempo e que falava a minha língua. Ou pelo menos falava uma língua que eu compreendo. E os livros dele são, para mim, como cobertores que me cobrem quando tenho frio. Estou n"O Riso de Deus". E estou tão quentinha. Obrigada António. Obrigada F. porque nos apresentaste.


d) Destaco a F. Uma luz. Uma amiga especial. Obrigada.


e) West side story. Não destaco, mas fui ver. Ora como já me encontrava em negação, admito que pudesse estar com um ataque de mau feitio e como tal não apreciei como devia. (Agradeço que quem raptou a Deia boazinha e meia panhonha, a devolva, porque já estou um 'cadito cansada desta versão ressabiada da mesma. Agradecida.)


f) OS CONTEMPORÂNEOS estão nomeados na categoria comédia na 49ªEdição do certame de Monte Carlo. Que orgulho! PARABÉNS! Parabéns também aos restantes nomeados e que também são nossos! (Telerural, Liberdade 21, e mais os actores destacados com nomeações individuais). Temos muito valor, às vezes esquecemo-nos disso e gostamos de nos armar em "Felizbertos Desgraçados".


(Já vos dói o queixo?)


(Já acabei)


Boa semana.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

 

Isto de almoçar sozinho põe-nos a pensar

Tempos houve, em que a ironia me agredia porque me era arremessada.

- Hoje?
- Gosto. Muito.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

 

Anda para aí uma ventania

Ai que às vezes sopra um vento a ponto de me querer apagar. (e eu finto-o, finjo que esmoreci e depois volto - mais uma vez, como sempre - ainda mais forte, ainda mais crente.

(E o que me espanta é não saber onde baseio tanta fé.)

(E é por isso que muitas vezes uma vontade de rir imensa me invade.)

(Nada a fazer. Rir.)

(Ser.)

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

 

Por falar em afastamentos (mas dos que não me fazem sofrer)

De cada vez que vou (Nota: tenho de ir por força de circunstâncias alheias à minha vontade) à missa relembro porque é que desde muito cedo aquilo pouco me disse. Tendo em conta que sou uma perfeita ignorante no que concerne ao conteúdo da Bíblia, mas sabendo que contém algumas das mais belas histórias contadas, ainda assim, não entendo o ritual. Não entendo porque é que as pessoas ainda vão a uma igreja ouvir um padre (secalhar tenho tido azar com os sacerdotes que apanho) apontar-lhes o dedo com ar ameaçador e dizer-lhes "arrependam-se porque pecaram". (Ainda ontem... Me apontaram o dedo assim. E eu penso. Espera aí. Oh amiguinho... Quem te conferiu esse poder? Ora eu não fui... Deus deve andar ocupado... Por isso... Náaaa. Vou deixar-te falar...Mas não estou a ouvir...) E já agora o que é isso do pecado? É o que entre o "bem" e o "mal" consideramos "mal"? E agora entra em campo a minha contradição costumeira. Eu sou uma pessoa crente. Sou uma pessoa que acredita ter um anjo-da-guarda e que fala com Deus. Peço-lhe ajuda. Agradeço as bençãos na minha vida. Peço protecção para os meus. Interrogo-O sobre certos assuntos, chegando mesmo a contestá-Lo e a duvidar da Sua Existência em certas e determinadas matérias. (Isto está vago mesmo de propósito...) Já me zanguei com ele e virei-lhe as costas. No presente encontro-me a meio caminho entre um estado e o outro. Por miúdos, assunto a tratar com Deus, trato com ele directamente obrigada. Não reconheço ao senhor padre a capacidade de me perdoar ou de me absolver dos meus "pecados". Não consigo conceber um intermediário numa relação que quero próxima. Eu sei que a fé pode até ser um artefacto que arranjámos para as horas de desespero. Eu sei. Ainda assim eu tenho-a e acredito Nele. Já pelos seus pastores não nutro tanta simpatia e as hipocrisias com que se formatam as mentes repugnam-me.

- Não se pode usar preservativo?
- Relações sexuais só para procriar?
- Relações sexuais apenas no matrimónio?
- Divórcio nunca?
- Aborto nunca? Mais vale que as crianças sofram é isso?
- A mulher é para ficar em casa a coser meias? (Verídico. Ouvi num sermão há cerca de 2 anos)
- Os padres não podem casar?
- A sumptuosidade e o fausto do Vaticano?
- O desejo é pecado? A libido é pecado?
- Os meus pensamentos devassados?
- Homossexualidade é doença?
- Entre tantas outras coisas com as quais não me identifico minimamente...

Sim a ideia pode ser boa. O apoio. A comunhão de um espírito de abnegação e bondade. O pior é que nem sempre é para isso que serve. O pior, é que se pensa que por ir à missa e rezar muito, confessar e comungar. Se pode depois vir durante a semana cometer as maiores atrocidades. Porque há um Domingo redentor.

Não se pode negar que as maiores atrocidades são cometidas em nome dos Deuses das várias religiões. Não se pode negar que houve inquisição. Quer-me parecer que há ainda. Não se pode negar que ainda hoje há pessoas, "pastores", que se servem dos serviços religiosos para impor uma ideologia do MEDO. E as pessoas com medo fazem o que terceiros querem sem contestar. Não... A mim as religiões não convencem por aí além. Sou fiel à minha fé. Àquilo que considero certo do meu ponto de vista. Mas não acho que o meu caminho seja o certo ou o único a seguir. Cada um deve ser aquilo que achar melhor. E para mim o melhor mesmo é falar com Ele directamente.

Acredito que tudo de bom e de mau que fazemos nos é devolvido. Agora. Não depois de morrermos. É agora o nosso Inferno se o merecermos. Não depois. Rodeado de fogo. Há lá fogo pior que o que arde cá dentro quando sinto que errei? Não.

Esta é a minha opinião sobre a(s) religião(ões). Eu que por norma não discuto nem isto, nem política. (Porque de política não pesco, nem quero pescar nada... Chamem-me calona...)

A minha vida, vivo-a por intuição, pela minha sensibilidade, pelos meus olhos, pela noção que tenho da minha realidade. É à luz disso que emito as minhas opiniões e nada mais.

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

 

Olé FIM DE SEMANA é que é!

6ªfeira: "COMEÇAR A ACABAR" Talvez quando se comece a acabar se relembre o início. Inevitavelmente. Quando começamos a acabar relembramos o início. Digo eu que nada sei. Mas, quer-me parecer que mal começamos já estamos a acabar. Passa tudo tão depressa. Esta é uma peça de teatro que não devem perder. Desta feita e na minha opinião, não tanto pelo texto de Samuel Beckett (sem desprimor para esse grande dramaturgo) como pela magnífica interpretação de João Lagarto. Que grande actor. Que transfiguração! Um monólogo denso, nem sempre decifrável, mas envolvente que nos deixa presos do princípio ao fim.

Sábado: "
Reservation road" Um filme que nos mostra que como humanos podemos sempre fazer coisas que sempre nos julgámos, toda a vida, incapazes de fazer. Somos, apesar de tudo, animais e ainda que racionais, podemos em situações extremas mostrarmo-nos desumanos e irracionais. Podemos fazer o impensável. Podemos errar de forma aberrante. Estamos sempre a tempo de o remediar o mais possível e de assumir o que aconteceu.

Domingo:
Total relax. Muita conversa com a priminha. Dominguinho à maneira! À noite com os Contemporâneos fartei-me de rir. O Nuno Lopes no fim (já depois do genérico) na fonte a dizer que também era capaz de nadar levou-me às lágrimas. Muito bom! Continuem! Do programa só não gosto mesmo do "títalo". Não sei... Não me soa bem... Manias!

E de modo que é isto.

P.S. A modalidade "body combat" é do melhor! Dei por mim a imaginar e a imaginar e a imaginar e a fazer "hu" "ya" "ayaaaa" e outros gritos de artes marciais enquanto exteriorizava saudavelmente todas as coisas que têm andado reprimidinhas e recalcadinhas dentro do meu ser incapaz, até hoje, de gritar bem alto: "«deslarga» a menina porra!"

F.
Tu é que sabias do que eu precisava!! eh eh eh eh eh he heehehehehehehehehe! (riso libertador)

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

 

E tudo e tudo e tudo:

Tenho andado para falar nisto, mas custa-me. Custa-me não gostar de alguma coisa, procuro sempre ver o lado bonito ou positivo das coisas. Gosto sempre de procurar um(A) mensagem... Mas a verdade verdadinha é que eu achei o livro "A Vida Nova..." uma grande seca. Por vezes achava que ia começar a gostar (Até apontei! Página 113 comecei a gostar? Parecia que sim mas não...) Arrastei-me ao longo das páginas deste livro de forma corajosa porque a cada página pensava "mas quando é que isto acaba?!" e quanto mais avançava na história, mais do mesmo e estava por um fio para dizer "desisto vou pô-lo de lado!". O que não fiz porque é contra os meus princípios. Começo acabo. Tem de ser. E foi. Mas foi um parto difícil! Não é que não tivesse mensagem. Tinha. Não é que não o tenha compreendido. Julgo que compreendi pelo menos à luz daquilo que penso. Mas pura e simplesmente não me atingiu. Não me jogou por terra, não me abalou a estrutura, não me gritou "Olha para isto vês como é novo? Ou vês como é belo?"Não. Nada se passou. Apenas um imenso sacrifício para chegar ao fim. Longe de mim retirar-lhe valor, mas a mim não convenceu este livro. Achei piada que o autor a certa altura diz mesmo qualquer coisa do género "paciência caro leitor" e eu pensei queres ver que o gajo é bruxo? Pronto vocês secalhar vão gostar mas eu tenho que dizê-lo com toda a frontalidade, não gostei... Zzzzzzzzz... Vou começar o "COMBATEREMOS A SOMBRA" de Lídia Jorge e a expectativa é grande! Preciso de algo que me faça voltar à sofreguidão na leitura! A ver vamos.

DECLARAÇÃO: Não vou ao concerto dos Xutos, comemoração dos 20 anos do circo de feras porque é no Campo Pequeno. Já disse. Chamem-me nomes. Chamem-me todos os nomes. Mas não entro naquela arena a não ser no dia em que anunciarem que as Touradas acabaram e vão fazer daquilo um memorial a todos os animais torturados. Manias...

3 de Novembro de 2007: PARABÉNS BILLATI! Gostamos todos muito de ti acho que deu para sentires isso. És daquelas pessoas que reune unanimidade à sua volta. E eu gosto de ti mesmo quando dizes aquelas coisas que me fazem saltar os olhos das órbitas e me fazem querer por segundos deitar-te a mão ao pescoço! Espero acompanhar pelo menos mais 30 vezes 2 :)

4 de Novembro de 2007: Minha querida amiga Ana Patrícia. Amiga de infância. Quantas vezes falo por ano com esta menina? Duas. Nos meus anos e nos dela. Três/Quatro vezes no máximo quando nos dá a loucura! Mas há uma verdade que não nego, gosto muito desta amiga. É daquelas pessoas que podiam passar anos sem eu lhe falar que quando a ouço de novo os meus olhos brilham e o meu coração aquece porque me traz boas lembranças. Sinto que temos uma amizade incondicional. Não ficamos chateadas por passar tanto tempo sem falar, alegramo-nos sim porque mal ou bem vamo-nos ouvindo sempre. Não a esqueço. Ponto. PARABÉNS AMIGA de infância e do agora também!

5 de Novembro de madrugada: O hospital da luz tem excelentes condições. Gostei. Só não gostei da dor. Só me apetecia ganir e acho que cheguei a fazê-lo. Auuuuuuuuuuu!

5 de Novembro: Parabéns Tio Camacho. Que um dia abras a mente e vás ainda a tempo de recuperar tanto tempo perdido por pura casmurrice. Mas quem sou eu para julgar não é verdade... Beijinhos. Estou aí em pensamento fortes circunstâncias me impedem de querer estar em carne e osso...

BLOG a visitar: mais um sótão bem catita! www.sotao-de-ideias.blogspot.com

E de maneiras que foi isto.

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