segunda-feira, 20 de junho de 2011

 

Do GRITO ou de como só me apetece dizer FODA-SE:

O que me irrita é quererem servir-se ao invés de servir a Escrita. Não se dão ao trabalho de ler para trás para dar um seguimento à estória, para ver nascer alguma coisa. Querem brilhar. Mostrar o quanto conseguem, sem entender que aquilo tal como se encontra nada é. Foda-se. Só me apetece dizer: FODA-SE. Leiam deveras quem vos antecedeu. (Foda-se.) Esqueçam os textinhos que já tinham preconcebido na mona. CRIEM. O que importa é que o que escrevem dê força (Tesão estão a ver?) e coesão à narrativa. Vocês ou as vossas aspirações nada são. Nada somos, entendam isso. Trabalhem em prol do grupo se o projecto é colectivo. Se amam a Escrita é isso que têm de fazer, ou, pelo menos, TENTAR. Ponham de lado o ego. Foda-se!

P.S. Queridos leitores que desconhecem sobre o que falo, perdoem a ordinarice, mas estava por demais aperreada. Impunha-se-me uma asneirola para limpar as entranhas. Tinha aqui o coração todo oprimidinho.

P.S.2. Voltei de férias claro está. :)

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

 

Ai pá que se não fosse tão triste até me dava vontade de rir.

'Alembra-te' do filmezinho Deia. 'Alembra-te' e anda para a frente que o que interessa é o caminho.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

 

Concedo-vos (nenh)um lugar:


Sente-se quem me olha interrogando-se(me): “Vais conseguir?” entre a elementar curiosidade e o pérfido fascínio em me ver ruir.

Respondo-vos, enquanto ergo os punhos cerrados, pronta para a liça, olhos vidrados, veias no pescoço salientes, indignada. Ainda que não devesse ceder a esta pulsão de vos provar o que já é (o que há-de ser), naturalmente, sem precisão de testemunho(s) ou medalha(s).

Sente-se o que pretende sentir-se bem com o(s) meu(s) infortúnio(s), porque desse(s) nascerá a força e a capacidade para ultrapassar qualquer embaraço.

Desengane-se o que me vir prostrada e sentir, então, urgência pútrida em me pôr à prova, como quem força que o meu rosto se cole ao chão. Recupero tão-só o fôlego para prosseguir, cabeça erguida, lágrimas lambidas, coração renovado.

Poupem-se os que se munem de agulhas tentando picar-me além da pele.
Bendita alma esta (quase) imune à vossa improbidade.

Temem cair na escuridão do abismo que criaram para vós e por isso rasteiram outros, na vã esperança que a queda vos não alcance.

Exaspero-me se sinto o arrepio provocado pelo hálito gélido da deslealdade. Infantilmente agressiva preparo resposta que me proteja, quando fartinha de saber que não é preciso.

Não é preciso Andreia, fica quieta. Não fales. Olha para o lado. Não vejas o que gostavam de te fazer.

Prossigo na lenga-lenga: Não necessito dar-vos resposta. Ouvem? Se eu quisesse não respondia. Sabem?

Isto porque (ainda) não consigo deixar cair certas provocações e prossigo (obtusa) desconhecendo se vos tento convencer ou, mormente, me mentalizo:

Não me cabe revelar-vos. Vivo somente. Ser é o bastante. Pretendo esquecer-vos massacrantes: “Vais conseguir?”.

SAIBAM DISTO: VOU CONSEGUIR!

Sente-se nesse lugar, que reservei em parte nenhuma do meu mundo, aquele que espera que não me levante do(s) tombo(s) da existência.

A única entidade capaz de me destituir d(est)a tenacidade é a morte.

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domingo, 10 de janeiro de 2010

 

Estação de Alcântara ao primeiro lugar. Já.


Perguntam vocês:

Há alguma coisa que tu, Deia, odeies com todas as forças que te habitam?

Há sim senhora. Odeio a Estação de Alcântara com todas as forças que me habitam e mais as forças que vos habitam, se me permitem.

Porquê Deia? - Perguntam vocês extremamente preocupados.

(Perdoem que vou dizer repetidamente uma asneira...)

Porque aquela merda desde que ganhou o 3.º Prémio em 1941, NUNCA MAIS, repito, NUNCA MAIS teve obras. É que nem uma de mão de tinta branca como eu tinha combinado com o senhor que me lê e que lá trabalha. (Ouça lá, a escada rolante voltou a apresentar a incongruência de que me queixei.)

A cereja em cima do bolo foi colocada esta 6ªF, quando ao descer verifiquei que as luzes estavam totalmente apagadas.

Eu tenho medo do escuro caraças. Eu nunca andei no comboio fantasma de olhos abertos porra. Então mas então? Jogos sem fronteiras antes de chegar ao trabalho?

Sabem o que é que conseguiram com esta brincadeira? Para o mês que vem compro um passe diferente, é o que é. Tão cedo não meto os pés naquela merda de estação. Repito: M E R D A. Chiça penico que até me sobe a tensão.

(E não vos contei da vez em que choveu e que o túnel se encontrava com água que dava pelos tornozelos das pessoas. Tivesse contado e vocês já me davam razão. Mas eu cá não gosto de me fazer de vítima.)

(Buuuuuuu para a Estação de Alcântara. Buuuuuuuu.)

(Ideia para uma PETIÇÃO: Retirem o terceiro prémio à Estação de Alcântara!

A não ser que seja o prémio atribuído à estação mais merdosa de todas as linhas férreas existentes no nosso Portugal. Nesse caso, esta petição visará o retirar do terceiro prémio para que seja, justamente, atribuído o primeiro lugar do pódio.)

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sábado, 10 de outubro de 2009

 

Momento

É no momento (neste) em que duvido de mim, das minhas acções, que percebo quão ignara e ingénua é a minha fé desmesurada em ti, nas tuas acções (nos outros). É então que a perco (à fé de sempre) e me obrigo a aceitar (é uma luta que travo) que a vida não é o cenário bonitinho que quero à força erguer. É o que é. Passamos a vida a brincar às encenações incapazes de pôr cá fora, o que se passa dentro. A verdade. A verdade? Não é unívoca. Não é. (Eu é que pensei demasiado tempo que era. Onde andei eu este tempo todo? Por onde ando eu, quando os outros me vêem?) "As pessoas não aguentam a verdade." Ouvi algures e é certo que não. Não se aguenta. Talvez não passemos de personagens à procura de autor. À procura de alguém que nos escreva, mais simples, mais verdadeiros, mais iguais ao que somos interiormente. Alguém que nos apague a pusilanimidade da alma e nos faça viver a (nossa) verdade. Independentemente das toneladas de regras (barreiras, recriminações, preceitos...) com que nos submergiram desde o nascimento.

Ontem aplaudi de pé ESTA PEÇA.

Que me perdoem os actores mas não era a eles que dirigia o meu entusiasmo. Era ao texto e ao autor (Luigi Pirandello). Quantas palavras me ficariam fosse melhor a minha memória. Sublime.

O autor morre, as personagens permanecem indeléveis, verdadeiras, únicas.

P.S. "Ninguém consegue atar um trovão e ninguém consegue apropriar-se dos céus do outro no momento do abandono." Luis Sepúlveda em "O velho que lia romances de amor. "

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

 

START SPREADING THE NEWS:

I arrived one of this days. I was indeed a part of it: NEW YORK, NEW YORK.

Alguém aí? Aí? Aí? Aí?

Voltei pessoáli.

Estou num limbo entre a alegria há pouco vivida e ainda em mim e a tristeza extrema.

Que é que querem? A vida muitas vezes não tem graça. (Como dizia em certa peça/programa -não me recordo - o nosso Raúl que já lá está do outro lado, mas para sempre com morada na memória colectiva do país. Consola-me que tenha dito: "Tive uma vida saborosíssima." Devia ser assim com todos. Todos termos uma vida saborosíssima. Mas nem todos podem ou conseguem que assim seja.)
A minha (vida) neste momento está assombrada pela morte. Pela cara feia da morte, pelo seu sadismo, quando tarda e se queria redentora. Ó morte vai-te lixar. Para que é isto? Se o vais levar não tarda... Que merda é esta? Esta agonia para quê? Revolta. Grito. Desprezo-te morte e garanto-te que te hei-de fintar e morrer de repente. O meu coração há-de parar sem mais e tu terás de correr muito para me vir buscar, porque já só me verás de costas, a correr e a rir que nem uma perdida.

Em breve uma posta com fotos da grande maçã que aquilo é cidade para não se conseguir descrever com palavras. Nem com fotos se querem que vos diga. É ir. É ir, andar a pé e vivê-la.

(Ó Nilton! Digo-te já para que serve um aparelhinho que mede os passos: levei um para NY e sei coisas giras como o facto de ter andado em média 16 km por dia e ter dado - em média - para cima de um porradão de passos - tipo mais de 20 000 passos por dia. Não achas giro eu saber isto? Ó pá eu acho. Vai lá buscar a ideia ao caixote se me fazes o favor.)

Ora o que é que vos prometo mais além da fotomontagem (assim que tiver tempo)?

Prometo-vos um conto de NY que me anda a gritar na mona já desde o dia em que se me assomou ao espírito lá mesmo na dita-cuja.

E entretanto deixo uma sugestão de um blog que gosto muito de visitar. Observação por demais pertinente: LEIAM DESDE O INÍCIO. É muito bom.

http://www.acordarumdia.blogspot.com

Perguntam vocês: As férias fizeram-te bem miúda?

E eu respondo: foram boas mas eu, já sabem, não tenho cura.

Por último vos digo: "É isso aí, como a gente achou que ia ser, a vida simples é boa..."

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domingo, 5 de julho de 2009

 

APELO

Se as forças cósmicas, ou a minha cabeça, ou lá que merda é que rege isto tudo me fizer o favor de deixar de brincar comigo agradeço. Sou pessoa por demais básica, que gosta da simplicidade e do que é terra-a-terra e todos estes jogos com que me baralha, dão cabo da existência praticamente de ameba que ambiciono. Agradecida. (E senhoras forças cósmicas não me lixem, se eu quero ser ameba deixem-me ser ameba porra. O mal é meu. Ou não? Chiça penico que fico marreca com estas merdas. Depois se eu esticar para aqui o pernil por causa da ansiedade não venham aqui dizer "Ah e tal coitadinha que não era isto que a gente queríamos."

Os problemas da alma em mim revelam-se no corpo e já estou num estado deplorável por deus.

E agora vou escrever sobre o MUSA. Espero que estejamos entendidas ó forças cósmicas do catano.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

 

Às vezes penso que...

...Quando andavam a distribuir as almas pelas diferentes tribos, se esqueceram de mim (nem para guarda-redes fiquei). É por isso, desconfio, que sinto tantas vezes um desacerto com os outros.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

 

É tudo muito relativo

Há 31 anos por estes dias era concebida. (Mais dia, menos dia)
Há 13 anos neste dia chorava baba e ranho, acreditando que ia ser infeliz para sempre.
Há 1 ano, o dia de hoje era de esperança e convicção.
Hoje é apenas o dia 30 de Abril de 2009.
Ainda bem que há 31 anos, por estes dias, alguém se amava e me dava o que de mais precioso tenho.
Ainda bem que vivi intensamente, o que há treze anos me partiu o coração e hoje me faz (sor)rir com ternura.
Ainda bem que há um ano acreditei e assim continuo.
Ainda bem que hoje estou viva.
Ainda bem que tenho tanto dentro de mim (muitas pessoas a habitar-me também), não fosse isso e nestes dias (apenas dias, enquanto sequência de horas interminável) em que a tristeza me assalta, teria vontade de desistir.

(É um cansaço por dentro. Não é do corpo. E é só às vezes.)

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terça-feira, 7 de abril de 2009

 

Ai que maravilha!

Nem de propósito... Acabo de descobrir que andam a ver se me fazem a folha. Pouco me importa o que tentem e como o tentem. Penso muito longe daqui. Não me importo com o que me queiram fazer, porque não é aqui que quero estar. Sei-me capaz de sobreviver a tudo (exceptuando a morte.) Um grande bem haja a todos que se julgam poderosos! Continuem assim, cheios (de nada) que eu continuo assim (teimosa que nem um calhau, com dignidade e acima de tudo com a espinha direita). Não me vergo. E tenho dito.

(Mais vale morrer de pé do que viver ajoelhada.)

(Sim, talvez ainda tenha muito que aprender e talvez ainda tenha de engolir (ou não) estas palavras.)

(A vossa estupidez cansa-me.)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

 

ROBERTO SAVIANO

Há pessoas especiais que dão a sua vida para que o mundo melhore.

Há pessoas de uma coragem admirável, para quem a verdade e a ética se sobrepõem a si, aos seus interesses, à própria vida, até.

A nossa sociedade: podre. As várias sociedades de ocidente a oriente. Podres. Andamos a desperdiçar tudo o que temos.

Praticam-se atrocidades, os actos mais hediondos, mas ai de quem fale. Não se pode falar. Que fique tudo na obscuridade da hipocrisia.

Ai de quem ousar insurgir-se contra o(s) poder(es) do(s) gigante(s).

Ai de quem ouse FALAR.

Está tudo tão torto. Tão torto!

Uma pessoa pensa: que lixo.

Por onde começar? O que fazer? Como fazer?

A devastadora impotência a tentar-me: deixa-te estar. Fica quieta. Vive a tua vida cor-de-rosa.

Como acreditar no meu papel? Como ter esperança que muitos "pequenos esforços" poderão algum dia resultar?

O meu pensamento está hoje (15/02/09) com o Roberto Saviano.

OUSOU.

E com 29 anos a sua vida acabou. (Pelo menos como a conhecia).

Pode dizer-se que morreu. O Roberto "antigo" morreu. O Roberto "novo" vive com uma espada a pender-lhe na cabeça. A espada dos poderosos que querem ser deuses sem que disso se fale. Sem jamais serem questionados na sua impiedosa existência.

Choro. Lamento. (no meu insignificante e ridículo papel) Choro e lamento por ele e por todos os que pagam com a própria vida para que pequenas melhoras ocorram. Infinitamente pequenas melhoras.

Para onde vamos? Que mundo é este o que construímos?

Uma pessoa pensa e volta a pensar: que lixo.

A liberdade. Não existe. Esta é a verdade.

A liberdade só nos parece existir quando não nos envolvemos, quando mantemos uma postura passiva perante o que nos revolta, quando vivemos ao sabor da corrente. Temos a doce ilusão de sermos livres. (Eu. Assim. Tantas vezes.)

Julgamos ser livres enquanto fazemos o que é suposto: CALARMO-NOS. Sermos ovelhas dos inúmeros deuses que se ergueram a pulso, pela força, pelo medo. Julgamos ser livres quando não tentamos sequer remar contra a maré. Mais fácil ir ao sabor da corrente.

Nestas alturas caio em mim e percebo o quão patética é a minha existência. Os meus pequenos dramas.

Espero que o Roberto sobreviva. Espero que outros como ele escapem às garras da vingança, da maldade humana. Para que possa haver, ainda, alguma esperança para a humanidade. Para que possam ocorrer ainda muito mais pequenas melhoras, no nosso mundo tão tristemente decadente.

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domingo, 30 de novembro de 2008

 

ACABOU (por agora)

Quero que leiam este post ao som da música abaixo. Sigam o link. Só assim fará sentido.

http://www.youtube.com/watch?v=gk1fl_U1dKU

Vocês já me conhecem. Vocês sabem que eu sou uma pessoa que chora. Muito. Demasiado. Às vezes enjoa (eu sei). Mas pronto, sou assim e agora enquanto vos (me) escrevo choro, mais um bocado. Pensava ontem que HOJE já não seria nada comigo, mas olha ainda é. Sou assim. Pessoa demasiado emotiva que hei-de fazer. Vivo como se amanhã pudesse (e posso) morrer. Talvez não me percebam porque não pus aqui TUDO o que vivi nestes últimos 10 sábados. Falei-vos do início, falei-vos do prenúncio do fim, de sítios que conheci por causa do curso. Fui-vos falando subtilmente disto que vivi. Mas não vos pus a par da importância que teve porque sinto não ser capaz de a transmitir. Mais um dia de escrita falhada, impedida por um nó na garganta. Hoje os meus músculos apresentam-se preguiçosos e o coração bate mais devagar. Hoje a minha pele está baça e os olhos tristonhos. Hoje o meu sorriso fácil sai difícil. Hoje não vão gostar de me ler.

Podem ler-nos aqui onde fui muito feliz. Onde aprendi tanto. Aprendizagem essa impossível de quantificar.

Terei o tempo futuro ocupado com a revisão de tudo o que ouvi e apontei. Aplicarei os conhecimentos adquiridos em aventuras futuras, ou na melhoria de aventuras passadas que talvez um dia ainda venham a ser.

Jamais esquecerei esta experiência. Dizem-me "Fazes outro!" mas eu teimosa sei mais uma vez que em certos casos não há amor como o primeiro. Este foi sem dúvida um grande amor, onde coloquei toda a minha alma e toda a minha VONTADE. Onde cada pessoa, da mais próxima à mais afastada teve o seu papel indispensável e inesquecível.

Não choro por ter acabado. Choro precisamente por me ter acontecido e por ter sido tão bom. Sinto-me grata por tudo.

O texto que se segue é o testemunho que havia preparado e que acabou por não ser preciso. A ideia era tratar-se de um discurso à "Óscares de Hollywood" mas onde os habituais agradecimentos davam lugar ao que se segue. O tom seria de indignação e revolta.

1) Em primeiro lugar, quero acusar a minha mãe (e vá, o meu pai) que me fizeram com este gosto pela escrita.

2) Em segundo, uma palavra de acusação ao Luís Filipe Borges por ter o coração ao pé da boca e ter-se chegado a nós de forma tão cúmplice.

3) Depois quero acusar o Nuno Costa Santos de ter um sentido de humor único e uma sensibilidade disfarçada de escárnio que muito me agradaram.

4) Aos dois ACUSO ainda de me terem ensinado tanto.

5) Acuso ainda os meus colegas por terem produzido trabalhos tão bons que me ajudaram a alargar horizontes e acuso de forma veemente aqueles que me ficaram mais próximos (Adenda: Vanessa espero não me perder de ti).

6) Por fim quero acusar de forma incisiva e cabal as produções fictícias por me terem proporcionado talvez as 10 melhores manhãs de sábado deste ano.

7) É uma vergonha. Foi uma experiência maravilhosa. Isto não fica assim!

E por hoje é isto.

Deia in mixed feelings mode.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

 

Dedicado às pessoas maldosas (e amarguradas que passam a vida a fod... os outros)

Reedição. Curiosamente esta mesma pessoa esteve na origem desta redacção... (Voltamos à frase do Faulkner: Pode confiar-se nas pessoas más - NUNCA mudarão)


Às vezes é preciso contar até mil

Não te deixes influenciar.
Não te deixes envenenar.
Mantém-te sã.
Não ligues se te tentam denegrir.
Não sofras se fazem pouco de ti.
São grãos de areia que voam com o vento,
não te podem magoar verdadeiramente.
As pequenas ferroadas que possas sentir deixam-te alerta,
mas não irão além da pele.
Acalma-te!
Não entres em pânico.
Continua fiel a quem és.
Não grites!
Não te impacientes!
Não sofras.
Não traias os teus princípios.
Nada tens a provar.
Vá, deixa-os falar...
Estás aqui só de passagem.


Andreia Azevedo Moreira
04/06/2008 às 17h12

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

 

Sou mesmo estúpida.

Alguém tem por aí um desfibrilhador para me reanimar o neurónio? Obrigada.

É que o grau da minha estupidez e da minha irreflexão atinge níveis preocupantes chegando mesmo a colocar-me em perigo.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

 

EC

E pronto. A pessoa já sabe que todas as coisas têm um princípio, um meio e um fim. Mas quando nos é (de)mo(n)strado, aperta-se qualquer coisa cá dentro, o olhar tolda-se por momentos e a garganta oprime-se e se eu quisesse falar agora não podia. E se conseguisse falar, falaria com lágrimas e ninguém me entenderia. Todos os fins são tristes.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

 

"Vão mas é trabalhar"

A propósito desta notícia:

Porque é que há alminhas sem sentido de humor? É uma tragédia da humanidade haver pessoas que não suportam uma brincadeira. Pessoas que acham que o rir é coisa de gente menor. Eu ponho as duas mãozinhas no fogo em como Deus e Jesus se riram Domingo à noite a ver os gatos.

(Será que alguém me processa por eu dizer que Deus e Jesus vêem TV? Por favor não façam isso que eu sou pobre e não tenho dinheiro para advogados. Sejam caridosos. Lembrem-se do que ouvem todos os Domingos.)

Estas pessoas para mim não diferem muito daqueles que juraram de morte o Salman Rushdie. A diferença é que não têm coragem para assumir que são assim tão deploravelmente fanáticos.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

 

Oh pá eu devia chorar mas está a dar-me vontade de rir

O grande drama da minha vida é eu ser teimosa como uma mula. E a vidinha a dizer-me "hey não vás por aí que por aí não é o teu caminho" e eu a assobiar e a tentar ir à mesma.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

 
Perguntam-me por ti às vezes. É fatal que aconteça. Afinal de contas para os outros não deixaste de “SER”. Nesses momentos a estranheza é grande. Porque me perguntam por alguém que (me) morreu? Talvez seja natural que o façam e a má conotação que muitas vezes atribuo mais não seja que a (eterna) justificação que tantas vezes penso (ainda) dever “aos outros”. Talvez te regozijes ao ler estas palavras, ao perceberes que não é pacífica em mim a tua morte. Claro que não é. Mas pelo menos também já não é avassaladora, já não olho para ela com desespero pelo irremediável da situação. Neste momento sinto-me simplesmente resignada. Aceitei. Sabes, os outros que não percebem que me morreste, apontam-me o(s) dedo(s) acusador(es). Julgam-me e condenam-me sem sequer algum dia me terem perguntado do meu lado da história. E eu não tenho vontade (nem necessidade) de lhes explicar o que (nos) aconteceu. Tentei explicá-lo a ti um dia (Era Fevereiro deste ano) olhos nos olhos e os teus apesar de marejados de lágrimas não tinham uma alma por trás e nem sequer me viram. Nesse dia, os teus ouvidos não me ouviram nem o teu peito me acolheu (terei morado em ti algum dia?). Portanto, estes “outros” que me agridem ao perguntar por ti que me morreste não podem entender que nada me será algum dia mais doloroso do que teres deixado de existir em mim. Tu próprio jamais entenderás (não está ao teu alcance) que eu já sofri tudo quanto podia, tudo quanto me era humanamente possível sofrer. Já não tenho mais lágrimas. Já não tenho mais angústia. Já não sinto a injustiça. Enviasses tu um regimento para perguntar por ti e eu responderia a cada soldado a mesma coisa: Morreu. Já não existe em mim. Não faz sentido essa pergunta. Poderão dizer que é rancor. Não. Fosse rancor e desejar-te-ia coisas más e assim não é. Espero que dentro daquilo que és consigas ser feliz e viver bem a tua “vida”. Não me peçam (não me obriguem!) no entanto para fazer parte dela porque eu não consigo. Mataste-te em mim. E a morte é uma viagem sem regresso.

(Descansa em paz).

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

 

Platão... Estás a ver?


Vou falar sobre uma pessoa e isso diz muito de mim se lerem uns posts mais abaixo... Há à frente dos meus olhos um ser, que num momento (o momento que precede o conhecimento de que determinada pessoa em posição de destaque "vai de agasalho") diz maravilhas de determinada pessoa, tece os maiores elogios, só falta deitar-se no chão para a dita o pisar e não sujar seus pés e, num momento posterior (o momento que sucede o dito conhecimento de que a dita determinada pessoa em posição de destaque "vai de agasalho") começa a contestá-la e a pôr em causa as suas faculdades mentais bem como a competência da referida pessoa. O que é que me apetece?

VOMITAR!

E é isto.

Imagem adaptada daqui: http://www.graxa.com.br/direita.htm

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

 

Fui ver... Era a angústia... Tentei perceber. E não consegui...

Há dias em que para ficar bem seria preciso gritar durante 4 ou 5 minutos ininterruptamente e muito, muito alto. Ora, como estou no meu local de trabalho não posso. Era capaz de ser um bocadito chato... Só um bocadito. Não sei o que tenho, mas sei que me apeteciam esses 4 ou 5 minutos de desvario. Ai apeteciam, apeteciam. Sendo assim, fico aqui com estas cócegas no peito, e com este aperto no músculo vital à espera que passe.

P.S.1 O peixe-espada espapaçado e aberto (diz-se das postas em que se vê a tripa ou lá o que é, de cor preta, do peixe) também não ajudou ao humor que me habita hoje.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

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