Estou pela primeira vez nestas andanças dos "blogues"... Resolvi fazer um em homenagem ao meu companheiro de 9 anos, o meu filhote, de quem tenho muitas saudades! Entretanto aproveito e vou pondo cá ideias que me passem pela cabeça! (16Set.2005)
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 17:00 0 Outras ideias
segunda-feira, 21 de maio de 2012
REENCONTROS
Há pessoas com olhos doces, dos
que (me) falam, a quem é sempre bom regressar. Habitar-me-ão até ao dia último. Revê-las sabe à saudade que
não tinha a noção de ser desmedida. Não há virtualidade que supere estar
com aqueles que um dia fizemos nossos. Não há calor maior que o dos
sorrisos, do(s) olhar(es), do toque. É nessa vida que me encontro: Quando existo em abraços
e beijos e digo “Gosto (muito) de ti.” sem palavras.
Aproveito o post para um Post scriptum: PARABÉNS GUIsado! Aquele abraço. Móchiiiiiiiiiiilllaaaaaaaaaaaaa! :)
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 07:00 0 Outras ideias
quinta-feira, 5 de abril de 2012
PARABÉNS PUTO NUNO COSTA
Não há duas sem três. Já te liguei, já publiquei no teu mural, faltava o blogger que não me apeteceu aparecer aí. PARABÉNS! Que é que se pode dizer sobre ti? Que és insuportável, egoísta, fundamentalista, parvo, irritante, chato e que às vezes só apetece espancar-te?
Não pá. És isso tudo, sim, mas tens qualquer coisa que nos faz (a todos os que se cruzam contigo) adorar-te.
Além do mais tens uns bonitos pés, observáveis graças à maravilha que é a CRONOLOGIA (uuuuuuuu) que tos colocou em grande destaque. Quase que se vêem as cutículas pá.
Bom deixo-te com os gajos abaixo. Já não te deves identificar mas eu cá lembro-me de ti sempre que os ouço.
Um abraço miúdo.
Despe o robe, descalça os chinelos e vai fazer stand-up que és melhor que todos os que para aí andam. Andas ali mano a mano com o RAP. Juro! Que me dê uma caganeira.
Bem... Tenho de ir ali...
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 23:07 0 Outras ideias
sexta-feira, 23 de março de 2012
PARABÉNS HUGO!
Fecho os olhos: Estamos na paragem do autocarro, aquele do «ou entras ou migas!». Eu histérica à procura do passe dentro da bolsa de rebordo preto, tu calmo ignorando o desvario dizendo “procura, está aí de certeza.”. Vejo a casa de Santo Amaro, aquela ao lado da casa das “Velhas” da série portuguesa que imitava a americana e lembro-me com uma nitidez avassaladora do sítio onde a Maggie nos ladrava e da piscina à beira da qual conheci a Step. Minúscula, patinhas levantando alternadamente para me pisar os dedos das mãos. Toco o postal com a mosca colada a fita-cola, repleto de nódoas de gordura carinhosamente plantadas e do super-herói, figurinha de plástico a desempenhar um qualquer papel no insano presente de aniversário. Recordo as dezenas de missivas para aquele jornal de notícias fantásticas (24?) dirigidas à Querida Júlia (?) – PDI que me rouba detalhes. – e a que ainda me grita é a do gajo com um machado cravado na tola posando para nós. Corri qual Julie Andrews pelos descampados perto da linha do comboio enquanto filmavas alucinado, comemos bolos enqueijados que a Teresa fazia na casa da Bzuu, “bateste a(s) bota(s)” depois de gravares o epitáfio enquanto te seguíamos incrédulas e lembro as gargalhadas que éramos quando nos juntávamos. As aulas: Todos de costas para a Tunishom, ou de bata, sugestão tua, líder pelo riso e companheirismo, mais do que pela imposição. Pastéis de bacalhau enterrados nos vasos ao invés de sementes; phones nos ouvidos no lugar das inequações; calduços da Professora Anabela. Lembro-me do dia primeiro das aulas que seriam nossas. A Bzuu ia com a sua camisola de crochet com franjinhas, sei lá porque decorei o pormenor, tu não sei como ias mas sei que pensei: “Ah coitado tão sério.” Podemos enganar-nos redondamente, é certo que o faremos, só pela(s) aparência(s). Tenho nas costas as marcas da roseira para a qual ainda hoje juras (cabrão!) que não me empurraste, dizes que me atirei como se pudesse ser assim tão desequilibrada. Desequilibrada eu? Sabe ao termo que inventaste para as minhas choradeiras Ramonianas: “Estás outra vez com alergia?”. Era alergia pois era… Sei bem é que chegava ao pé de ti a angústia esfumava-se e era só sorriso outra vez. Veio a faculdade e assistimos às chamadas de Amilcar Alhinho e José Tolas para o exame. Falámos, não raras vezes, das mamas da Joana que eram brutais. A Joana sempre te deu a volta à mona. E era tão mazinha a gaja, como é possível? Não és perfeito, bem sei. Fui contigo até ao CRASPEM, algumas vezes. À MANIF do 15 de Outubro. A Mil Fontes enfardar como uma lontra. Jogámos o jogo do copo, dormi no chão a teu lado, borrada de medo, essa noite. Roubaste-me o colchão que transportei sozinha para o lugar, à custa do mau feitio. Gritei “Ó Hugo esta merda está cheia de bichos!” Quando puseste em prática a peregrina ideia de me colocar uma sogra de verga (a sogra, não a verga) debaixo da almofada. Acampámos com ornitólogos e as peidonas (eu e bzuu) não se levantaram para observar os pássaros, objectivo da missão. E tu não te zangaste. Raramente te zangas. És tão boa pessoa, pá. Sei onde estava quando me ligaste a dizer que a Alice tinha morrido. Doeu-me como se tivesse sido a Isabel. E chorei cada uma das mortes da Maggie, da Step, do Sul, como chorei a do Buddy. Presentes a surpresa e a alegria quando soube que encontraras o Amor. Amparaste-me inúmeras vezes. Houve muitas em que não morri porque te tinha na vida. Sabes-me de cor. Creio que te sei de cor, também. Adoro-te Hugo. Acho que não te digo vezes suficientes. És uma grande, grande parte do que sou. Parabéns meu AMIGO.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Um CD precioso
1 - James - Just like Fred Astaire
2 - CREED - With arms wide open
3 - Lenny Kravitz - Again (?)
4 - Match Box Twenty - Bent
5- Dave Mathews Band - What would you say
6 - LIVE - Run to the water
7 - Sting - If I ever lose my faith in you
8 - Luís Represas - Zorro
9 - Alanis Morissette - Hand in my pocket
10 - Marisa Monte - Amor I love you
11 - HIM - Razorblade kiss
12 - Black Lab - Gates of the country
13 - CREED - Inside us all
14 - Match box twenty - 3 a.m.
15 - James - I know what I'm here for
16 - INXS - Elegantly wasted
17 - Daniela Mercury - Santa Helena
Reencontrei-te há dois dias e foi muito bom. Até já miúdo.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
PARABÉNS RAQUÉ! (E Rita e F.)
Minha amiga insular como é que vai isso desse lado do Oceano? Um grande beijinho cheio de saudades! Para quando um jantarito dos nossos no Caruzzo? Espero que esteja a ser um dia feliz lindinha.
Ai falha gravíssima... PARABÉNS RITINHA! Parabéns F.! Adoro as 2. (14/02/2012)
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 13:30 0 Outras ideias
sábado, 28 de janeiro de 2012
PARABÉNS PAULINHA
(clicar na imagem por obséquio)
Amiga, estás a ler(-me)? Já passámos por tanto que tenho certo que a nossa amizade é para sempre. Houve alturas de maior proximidade, outras de afastamento. Meras fases num caminho feito a duas. Gosto muito de ti. Estou sempre aqui.
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
RICARDO (GÉMEO) ATENÇÃO!
Não tenho qualquer número teu, agora, por isso espero que vejas isto, antes de ires.
Foi muito bom estar contigo ontem, Amigo. Gosto de ti. Muito. Muito. Muito. Fazes falta cá, mas fico feliz de te ver bem. Realizado. Feliz. És um dos nossos e estás sempre connosco, mesmo com um Oceano pelo meio. Faz boa viagem. Até já. Um abraço daqueles!
(Ah que a saudade já me está a morder os calcanhares caraças.)
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
PARABÉNS BZUU
Derivado à parvoeira de que fui acometida no ano transacto, a certa altura (aí por volta de Março, ou Maio) deixei de postar as felicitações, pelos aniversários das minhas pessoas. Tantos dias importantes deixei para trás que, às tantas, achei por bem desistir da coisa, pelo menos enquanto andasse azamboada. Eis que se me agarram aos colarinhos com a pergunta: E estás melhorzinha filha? Ao que vos respondo de cabeça enviesada: Não sei. O que sei, é que hoje recomeço a tradição. Quem é que faz anos? Quem é que faz anos? - Vocês saltitando. - A minha Bzuu! - Eu de braços abertos, pose triunfante, alegria estampada no rosto.
Parabéns minha Amiga, minha companheira de tragédia(s) e palhaçada(s).
Penso em ti. Marcam-me o teu sorriso inacreditavelmente bonito e a placidez com que encaixas os murros da vida. Poderão perder vivacidade, por momentos, os teus olhos, jamais a doçura e isso é especial. Estás comigo desde os quinze anos. Mais de metade de uma existência que se realiza deveras na(s) Amizade(s). Recordo-nos desde então e defino-nos: gargalhada(s). Revela-se tudo tão leve nesta pertença em que ninguém se possui.
Um privilégio pertencer-te. Obrigada.
Um abraço daqueles.
Adoro-te.
(Assim que puder, complemento-te isto com um vídeo do "tu tubo" de um gajo com uma voz que uuuuui valha-me minha nossa senhora... A dizer I hope that's gonna make you notice. Someone like me. la la la la la la.)
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL NOVO!
Tenho saudades do Natal. Da casa no Bairro Belsol, Foros de Amora (disse sempre "da"). Havia uma lareira acesa. O cheiro da lenha a queimar. Havia risos. Um pai, uma mãe. Havia os primos que são os meus irmãos mais velhos. E um Buddy saltitante a roer papéis de embrulho. Havia gatos meigos, a passar-se pelas pernas. Era o tempo em que se ouvia o meu tio João a repetir tudo duas vezes. A falar alto. A rir-se maroto. «Xujana xe xair xaia xó xou xó xeu xerafim xá xouja» A minha tia Manuela presente. O olhar cá e não lá, tão longe do que ela foi. Vazio. Sinto muita falta dela. Havia tanta coisa que já se não pode viver. Pretérito. O Natal era(-me) aquilo. Foram muitos anos a vivê-lo. Outros tantos a perdê-lo. Este ano recupero-o e dele faço um novinho em folha para o meu filho, que já dá passos sem mim. Alegria maior. O Natal? São as pessoas que nós amamos. Perto. No pensamento, ou no abraço.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
PARABÉNS JOÃO
Sei pela tua irmã que este era "O" dia do ano. Adoravas festejá-lo. Vou imaginar-te rugas que não tinhas, pudesses envelhecer deveras . Manténs-te vivo no coração de todos por quem passaste com o teu sorriso bonito. No meu também. Continuo a lembrar-te e a prestar-te o meu tributo sendo grata por cada dia. Aquele abraço João. Vemo-nos, de novo, um dia. Fazes muita falta.
1) Deitar-me na relva sem pensar nas carraças, na imundície, no desalinho em que ficarei. Enfrentar o medo que me ridicularizem por causa de nódoas. Quem me meteu na cabeça este incómodo que se apossa de mim se pressinto que me vou sujar?
2) Ter outro filho. Esquecer-me e ao medinho de não chegar a eR(ED)IGIR “A” obra. Despojar-me da arrogância que me faz acreditar ainda haver alguma coisa importante para eu fazer. Esquecer-me e ao meu egoísmo. Dar-lhe um irmão. Rir-me da falta de tempo para mim e para as minhas coisas quixotescas. O que importa são as (minhas) pessoas. O que é relevante é que ele tenha a hipótese de um laço que jamais conheci e do qual sinto falta imensa.
3) Voluntariar-me numa associação de ajuda a animais.
4) Comprar UM bilhete de avião para o Perú sem data de regresso e sem qualquer plano definido.
5) Tornar-me mais disponível para a comunicaçãocom os outros. Como quero dizer-lhes coisas se me retraio tanto ante o(s) desconhecido(s)?
Andreia Azevedo Moreira (Lisboa, 1978) licenciou-se em Engenharia Florestal e não exerce. Não estudou letras mas dedica-se-lhes com paixão. Escreveu os argumentos e os guiões das curtas-metragens «Espelho meu» (2018) e «A Escritora» (2019) em parceria com Hugo Pinto, o realizador e o argumento/guião da curta-metragem «À vida» (48HFP Lisboa) realizado por André Costa. Colabora com o projecto online fotografarpalavras idealizado por Paulo Kellerman. No papel: «Os cães ladram» (Colectânea «O país invisível», C.E. Mário Cláudio, 2016); «Pode um corpo morto» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2019); «Mar Fechado» (Grotta n.º4, 2019/2020); «As paredes em volta» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2020); «A vinte e quatro minutos da eternidade» (Ed. Minimalista, Antologia de contos, 2020); «Abel» (Ed. Minimalista, Contos Minimalistas, 2021), Augustine e os maus sentimentos (Nova Mymosa, 2021), Depois do abismo o canto dos pássaros (Nova Mymosa, 2022), Em português escrevo com A (Edição em papel de 06-04-2023, Jornal de Leiria), Pesar o adeus (Nova Mymosa, 2024). Liberdade e gratidão são verbos. Pearl Jam, banda sonora.