quarta-feira, 23 de novembro de 2011

 

PARA ACABAR DE VEZ COM A LEITURA - HOJE - Pegai* num livro e ide por deus!


* Vê-se "mêmo" que ninguém cá vem, pá. Então tinha "pagai" ao invés de "pegai" e ninguém me diz uma palavrita sobre o sucedido?

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

 

Temos de falar...

Então vem para aqui uma alminha divulgar-vos coisinhas giras para irem assistir, como por exemplo a prelecção de ontem sobre literatura de humor, para apresentação da apetitosa colecção da Tinta da China e vocês baldam-se?

Leram o cartaz mais abaixo? Por deus, aquilo era com os geniais e inefáveis Abel Barros Baptista e Ricardo Araújo Pereira (E abro um parêntesis para informar que se me dividiu o coração e não pude decidir, nem tenho a certeza de qual eu gosto mais, ta raran ta raran. Eis que o encerro.) e vossas excelências nickles potatoes?

Então mas então?

Porque estou aperreada? Questionam-se já um pouco incomodados com a minha inquirição.

Porque, meus amigos, sucedeu que se tratava de auditório repleto de miúdos dos primeiros anos; – Ou então é aparência de 18 ou 19 em corpo de 25, não sei. - alguns docentes, o Carlos Vaz Marques, a malta da Tinta da China, o RAP o ABB e eu. Eu que não sou carne nem peixe. Que me visto à teen não disfarçando, todavia, o ar de trintona. Que não entendo, lá está, todas, todas as eruditas piadinhas. Eu que corro ofegante atrás “deles” sabendo que o atraso é irremediável. (Não desistirei, não se preocupem, que resiliência é o meu nome do meio. Criam ser Azevedo? Pois.) Era eu, miúdos (muitos miúdos), os organizadores e a minha Bzuu - Companheira de todos os devaneios. - do lado de fora, que não conseguiu entrar por causa dos 347 indivíduos apinhados no interior do recinto. E vocês pá? E vocês que pertencem à minha faixa etária, ou superior, gostam do RAP, do Abel, de Literatura e gargalhadas?

Talvez tenhamos de rever a nossa relação.

O coiso lá de baixo continua só com dois membros; não me aparecem nos locais que vos sugiro; passam dias sem uma palavra, uma atenção, um postal virtual. É triste. Toda a gente sabe que a plantinha tem de ser regada, nem que seja com uma mijinha.

Porém, como sou boazinha e a palavra rima com mijinha, deixo-vos com o (meu) detalhadíssimo testemunho do que se passou. Pode ser que da próxima - SIM. HAVERÁ PRÓXIMA(S). - se abalancem no ir.

Fartei-me de rir.










2 Bónus:

Dica de RAP - Adquirir na internet “How to tell a story” do Mark Twain.

Anedota por ABB – Qual a última palavra de Dodi para Diana no túnel? D(aaaaaa)I! (Isto em falado foi muito e muito bom.)
 
LINK: https://www.facebook.com/#!/pages/FCSHNOVA-P%C3%A1gina-Oficial/211643438860565 

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

 

PARA ACABAR DE VEZ COM A LEITURA na Geração C

Não enlouqueci e decidi pôr ponto final à minha vida de livro. Antes vos venho falar sobre uns encontros em que tenho participado e me lembrei de vos sugerir. Tardiamente, admito, dado que já vamos para o quarto, no dia 14 de Setembro. Assim concebam o que têm perdido, tenho certo que assomará a vontade de me chamar mona. Para tal dispõem da caixa de comentários. Adiante.

A Rosa Azevedo, minha formadora numa das paragens dessa minha viagem realizada na senda de aprender a “escreler” é co-responsável pela iniciativa e, tal como os restantes companheiros, pessoa que respira literatura. Eis o que intuo: trata-se de malta que vive para e pelos grandes livros. Gente que quer partilhar o seu amor, as palavras, os silêncios, as a(des)venturas, as epifanias. O quanto se amadurece e compreende quando se lê. Como se nos torna inevitável questionarmo-nos e ao que nos rodeia. Pensarmos sobre o que nos é familiar e o que desconhecemos. Ao ler somos mais conscientes e adquirimos mais ferramentas para fazermos as escolhas que definirão o rumo da nossa existência.

- Fala-se sobre quê, ao certo, nesses encontros?

- Sobre tudo o que se relaciona com - Passo a citar os organizadores do(s) evento(s) na respectiva página do facebook. - “Livros e coiso”. Interessa, por conseguinte, tanto os leitores como nós, como os livreiros, os editores, os distribuidores, os próprios escritores e, ainda, pessoas que não lêem mas que ali, entre uma caipirinha e um pires de amendoins, decidem que é o que lhes faz falta à vida.

- Ali?

- No bar do Chapitô, o Bartô, situado na Costa do Castelo, n.º 1 a 7. Lugar romanesco que enleva, com as suas estantes que trepam as paredes de uma biblioteca erigida, ao longo de anos, com devoção; a sua cadeira antiga de barbeiro, onde imaginamos sentar-se o mais distinto cavalheiro da capital do século XIX, ou o lagar para o qual os convidados são conduzidos, permanecendo no centro da acção, à medida que nos cativam com bom humor, sabedoria e pertinentes questões.

- Horas? 22h. Mais minuto(s) menos minuto(s). Aconselho, enquanto aguardam, espreitadela à portentosa vista sobre Lisboa.

Temas já debatidos: «Já não preciso ler uma biblioteca para escrever um livro?»; «O e-book - devo deitar fora os meus livros?» e «Socorro, onde está o meu livreiro?».

A 14 falar-se-á sobre o Cânone. Estou em pulgas. É opressor o sentimento de uma vida ser insuficiente para todos os livros que se quer ler. Sempre que tenho a oportunidade de ouvir quem sabe, vou. - Os participantes têm sido de alto gabarito! - Então, escolho o meu caminho convicta que não desperdiço o tempo que me é por demais valioso.

150 BPM – Assinalar na agenda como “A não perder.” Sugerir a todos os amigos. (Os facebookianos, os reais e aqueles que habitam os dois mundos).

PUBLICAÇÃO ORIGINAL AQUI.

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sábado, 17 de outubro de 2009

 

ESCRITA CRIATIVA na TRAMA

É verdade fiz mais um. Começo a ter um vislumbre do que é ser-se agarrado a qualquer coisa. Sou agarrada a isto dos workshops de escrita. Tive a primeira grande pedrada o ano passado, durou cerca de dois meses (Set.08-Nov.09) e pensei que tinha parado por ali. Falso. Quero mais. Veio o seminário de ficção com o FHF e como não há duas sem três, atirei-me a um mini (só naquela de dar um cheirinho) atelier de escrita criativa, neste espaço que eu adoro, com esta formadora com ar de menina que muito me ensinou: RAQUEL OCHOA. Um doce de pessoa e além disso uma excelente formadora. Certeira, sensível, perspicaz ou não passasse grande parte do seu tempo em viagem a v(iv)er os outros. O que é que este atelier te trouxe de novo? interrogam-se vocês por certo. A crítica objectiva de que tanto necessito. A orientação. O "isto sim", "isto nem pensar. Deixa-te disso." Os ponto fortes e sobretudo os pontos fracos. Onde preciso estar atenta. O que tenho mesmo de corrigir. Enfim um salto libertador para fora do meu mundinho, onde nem sempre me consigo abstrair do inato egocentrismo de filha única e um indício de possibilidade de evolução. Agora depende de mim, do meu esforço, da minha força de vontade, do meu nunca desistir e querer sempre aprender mais. E eu quero. Muito. E "Querer muito é poder."

Fica o TPC corrigido depois da crítica construtiva que lhe foi dirigida. Não sei se fui bem sucedida na correcção. Sei que dei o meu melhor.

Umberto Eco: “À primeira vista não passava de um ser que juntara o seu corpo humano a uma cabeça equina, com cauda de sereia e escamas de serpente.”

Exercício: O que aconteceu a este homem para se transformar nesta criatura?

VESTIR OUTRAS PELES

Aquele homem era mais do que uma simples aberração. Era o brinquedo de um deus sardónico que o conjugara assim. Corpo de homem, cabeça de cavalo, cauda de sereia, escamas de serpente, para puro entretenimento. Egoísmo de uma divindade obscura. Não se importara sequer em desprovê-lo de inteligência. O sofrimento seria menor, desse-se o caso da mente ser de peixe. (E ainda assim não podemos saber.) Não. Dera-lhe o cérebro de um mamífero inteligente: bravo porém dócil, subjugado por benigno feitio mais do que por incapacidade de se rebelar interiormente. Tinha ideias de liberdade aquele pensamento de cavalo. Recordava as vidas em que fora cavalo inteiro e corria veloz por planícies imensas. Tempo em que as quatro patas não haviam sido trocadas por uma cauda de sereia. Não assumamos que apenas a cabeça tinha a faculdade de entender o crasso erro cometido na criação.

Também o peito humano se oprimia, acusando o desacerto. Recordava amores antigos e outros nobres sentimentos da pessoa de outrora, irremediavelmente perdidos - embora recordados pela irrefreável e perene angústia - porque inadaptados à mescla que era hoje. A cauda de sereia constituía a materialização suprema da ironia divina. A cauda de um inefável ente feminino como único meio promotor de movimento ao viril, embora agrilhoado, ser masculino. Que género atribuir a tão confusa criatura? Considerando apenas a morfologia do sexo dir-se-ia feminino, pois se a sereia é tida como mulher sedutora, ainda que aberrante. Mas se a metade que define o sexo é peixe e se peixes há hermafroditas, em que ficamos? Ficamos confusos. Imagine-se o desventurado ser. Cada parte de si uma vontade e díspar das restantes. Sofrimento atroz.

Apenas as escamas cumpriam o seu papel protector do todo, e se sentiam (se é que uma escama pode sentir), de certa forma, satisfeitas com a própria existência.

A criatura não se sentia bem na sua pele, que vestira por castigo do criador e não por vocação. Pelo contrário, a epiderme cumpria solitária e impassível a função para que fora criada, sem se apiedar das outras partes que tinham de ser o que não (se) sentiam e as quais, paradoxalmente, defendia.

Andreia Azevedo Moreira
11 de Outubro de 2009.

P.S. Atentem na nova etiqueta: FORMADORES ESPECTACULARES. Tem efeitos retroactivos portanto o meu grande bem haja para cada um (modo aleatório): Raquel Ochoa, Luís Filipe Borges, Filipe Homem Fonseca, Susana Romana e Nuno Costa Santos. (Diz que gostei de todos os que conheci até aqui. Cada um especial à sua maneira e cada um, o respectivo contributo para que eu seja melhor.)

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