terça-feira, 7 de agosto de 2012
INSTANTÂNEOS XVIII
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
INSTANTÂNEOS XVII
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
INSTANTÂNEOS XVI
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
INSTANTÂNEOS XV
- Pois. Moro por estas bandas há 20 anos. E tu?
- Há nove. A Helena?
- Está bem. Obrigado. E a Olímpia?
- Também.
- Estás com bom aspecto! – Voz tremente.
- Obrigado. Tu também. – Olhos a fugir-lhe para o rio.
- Adeus então. Gostei de te ver!
- Adeus. – Calou a saudade e o espanto. O frio que o trepou de repente. Como? O impermeável fechado.
Prosseguiram, lado a lado, com sorrisos bonitos, que desenhavam vazios do passado comum. Pareceu-me vê-los de mão dada, quando eram já 132 os metros que os apartavam.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
INSTANTÂNEOS XIV
Sumário do exercício: 33 minutos; 107 Kcal; 4.5km.
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sábado, 29 de outubro de 2011
DO EXORCISMO - INSTANTÂNEOS XIII
- Estudos portugueses.
- E eu?
- Qualquer coisa verde, ou direita?
- Quantos anos tem?
- 50
- E eu?
- 27?
- Morno. Mestrado?
- Sim.
- E eu?
- Nada.
- Doutoramento?
- Sim.
- E eu?
- Zero.
- Parece-lhe, por conseguinte, pertinente dizer-se que ao pé de si possuo o conhecimento de um protozoário?
- Hum... Pois.
- Que livros leu?
- Li e reli muitas vezes todos os que importam.
- E eu?
- Temo que não chegue a consegui-lo. É parco o tempo que lhe resta.
- Então não me foda e não se ponha para aí com expectativas que jamais poderei suprir. Não sei falar consigo. Abro a boca e saem bolhinhas, como aos peixes, entende?
- Não.
- Não posso discutir o que quer que seja consigo. Falta-me o ar e a visão.
- Está bem.
(Depois disto ficaram grandes amigos. Nunca conversavam.)
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
INSTANTÂNEOS XII
Duas opções: lutar, ou ser vencida.
A primeira.
(Sempre.)
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terça-feira, 21 de junho de 2011
INSTANTÂNEOS XI
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
INSTANTÂNEOS X
30/05/2011
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
INSTANTÂNEOS IX
- Falta sempre alguma coisa.
- E se te disser convicto «Nada me falta.» ?
- Falta sempre alguma coisa.
- Nada me falta.
- Falta. Quanto mais não seja, falta-te que te falte qualquer coisa.
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sexta-feira, 18 de março de 2011
INSTANTÂNEOS VIII
Chegara a crer, plena de certeza(s), possuir um dom. Depois deu-se o instante em que percebeu que o chamamento era, afinal, uma micose. Passou o resto da existência a coçá-la.
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sábado, 5 de março de 2011
INSTANTÂNEOS VII
Não se abismava ante a personagem. Era apenas mais um homem entre tantos outros. Esquecia-se amiúde de o visitar e quando o fazia o tédio assomava-se-lhe aos pulmões e ela corria para a janela abrir a boca e as narinas para que o ar entrasse convenientemente.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
INSTANTÂNEOS VI
És tu.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
INSTANTÂNEOS V
Naquele momento encarava-o graças à miopia e ao astigmatismo.
Não era com coragem que lhe sustentava o avassalador olhar.
Antes com dioptrias e alguma irresponsabilidade.
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sábado, 16 de outubro de 2010
ANIVERSÁRIO(S)
A penumbra com que se buscava tão-só o fresco, nos dias mais quentes, é hoje a afirmação do que não torna. Do que (se) foi (para sempre).
Abate-se sobre mim inexorável a saudade desses instantes. Tolhe-me o ânimo essa carência da(s) certeza(s) de vocês em mim. E de quem sou (era) aí convosco. Em cada Verão, feita vossa, dia-a-dia e outra vez.
Ao cheiro da árvore do vosso jardim, inebriante nas noites abafadas e que nos chegava às narinas enquanto apreciávamos a brisa nocturna no alpendre, recordo-o enternecida numa semelhante, aquando do regresso diário da estação. Cortaram-na há muitos anos porque era enjoativo. Que falta sinto dessas noites com esse cheiro adocicado. Da árvore e de vocês todos nos respectivos lugares. Não nos deviam mover dos sítios para que fomos feitos. Fomos feitos uns para os outros. Apesar das falhas. Graças às virtudes. Tínhamos (temos) todos um lugar na vida de cada um dos restantes.
(O quanto uma essência nos faz viajar...)
Às escadas em que nos sentávamos rindo, sem nada aguardar, talvez não torne. Porque hoje se lá me sentasse, esperaria por vós, incansável, dorida, saudosa do tanto que são cá dentro e já não podem ser lá fora.
A todos quantos crescemos nesses metros quadrados dói essa casa tão vazia. O silêncio e a quietude a espancar-nos e nós a fingirmos que não magoa tanta pancada, tamanho vácuo. Essas perdas imensas.
Há que continuar.
A vida empurra-nos.
Não cessamos, todavia, de espreitar para trás. Sabemos que não se apagam (jamais) as pessoas nossas. Ainda que o presente se reduza a um olhar remoto, uma vaga centelha da desmedida força de outrora e a uma ausência irremediável. Ainda assim.
Mutamo-nos, adaptamo-nos, existimos. Não destruiremos, contudo, as fundações. Sólidas? Periclitantes? Pouco importa. Alicerces. História. Memória. Amor.
Vagueio na obscuridade, no silêncio e na quietude definitivos do que não volta a ser e, se atenta, ouço ainda gargalhadas, ralhetes, gritos, manias, conversas, mágoas, perdões. Ouço-nos reunidos. Instantâneos do tempo. Vejo-nos. Foi ontem. (Não foi?) Não vos parece que foi tudo há um dia?
Talvez tenham decorrido somente 24 horas.
Intuo-o na gata listada, macia, perseverante no quotidiano do dia anterior ao de hoje. Já sem gente, sem risos, nem choros. Apenas a casa. Desabitada. E ela enchendo teimosa as escadas do alpendre, o corredor empedrado que dá para a garagem, deitando-se pelo relvado lá atrás.
Impassível colmatando-nos o abismo, não nos consentindo esquecer(-vos).
Um abraço à minha família.
CA, PA, MA e um especial pelo dia de hoje para ti JFAZ.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
INSTANTÂNEOS IV
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
INSTANTÂNEOS - III
Atravessou-se-lhe numa passadeira.
(Ignorando-a atropelada no interior da viatura tão perto imobilizada.)
Era ele e não era.
(Despido do seu desleixo habitual.)
Também ela era e não era.
(Já muito distante do que um dia fora nele. Demasiado cheia de impossibilidades.)
(Ele também. Mas isso ela não sabia.)
A obsessão, contudo, ainda a assolava, qual doença insidiosa.
Alimentava-se-lhe das entranhas.
Como um cancro.
Maligno?
Benigno?
(Pouco importa. Cancro: Agente de destruição lenta e silenciosa. Diz o dicionário que não consultou.)
Ia bonito ele.
Ao almoço, empurrou a angústia da garganta deglutindo o seu prato predilecto: caldeirada de peixe.
(Ia tão bonito.)
(Ele.)
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terça-feira, 13 de julho de 2010
INSTANTÂNEOS - II
Eis as únicas palavras que lhe ouvia que, todavia, soavam como a mais doce declaração de amor.
Poder-se-ia saber em que pensava a miúda, invariavelmente, habitassem estes dois uma tira de BD:
"É que é mesmo, mesmo parecido com o Simão Sabrosa caraças."
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terça-feira, 29 de junho de 2010
INSTANTÂNEOS - I
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