sexta-feira, 1 de junho de 2012
DANÇA(S) DA SOLIDÃO
(Saberei sê-lo?)
Etiquetas: A felicidade é como a solidão; é o que fazemos dela., DOR, ESCRITA, IMAGINAÇÃO, LIBERDADE, LOUCURA, PAIXÃO, VIDA
quarta-feira, 30 de maio de 2012
WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN
«Soubeste amá-lo Fernanda?»
«Conseguiste amá-lo Francisco?»
«Não aprendi a fazê-lo. Tentei muito. Tudo. Parei chegada ao meu próprio abismo.»
Etiquetas: A NÃO PERDER, AMOR MAIOR, ARREBATADOR, CINEMA, DOR, Sugestões
segunda-feira, 30 de abril de 2012
...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Do(s) erro(s)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
REEDIÇÃO
Etiquetas: AMOR, DOR, INJUSTIÇAS
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
CENAS (do lazer) QUE ME TÊM FEITO BEM À MONA*
Etiquetas: ALENTO, CINEMA, DOR, LUZ, MAR, TEATRO
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
05/10/1993 - 28/10/2002
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
- Não posso. Anda daí.
- Onde?
- Já vais ver.
- É bonito lá onde vamos?
- Há paz.
- Precisamos de paz papá?
- Preciso.
- E mais papá?
- Preciso de ti também.
- Porquê papá? Para jogar à bola?
- Mais ou menos. Não penses que te estou a usar filho. Quero-te bem.
- Usar papá? Como usar um boné, por exemplo?
- Sim. Como usar um boné. Não estou a fazer isso.
- Então o que estás a fazer papá? Porque me apertas com tanta força a mão? Dói um bocadinho sabes? Não queres que fuja, é?
- É. É isso. Não me podes fugir. Não agora.
- Nunca fugiria de ti papá. Gosto tanto de ti. Olha, gosto mais de ti do que de jogar à bola e tu sabes como eu gosto tanto de jogar à bola, pois é?
- Pois.
- Olha, mas larga-me a mão. Eu não fujo. Prometo!
- Não posso filho. Preciso de ti.
- O que é precisar papá?
- É não poder passar sem... Não posso passar sem ti. Entendes? É por isso que te levo para onde vou. Para não estar sem ti.
- Mas eu estou sempre aqui para ti papá. Não vês?
- Sim mas vou para longe e quero levar-te comigo.
- E a mamã?
- A mamã não vai.
- E como é que eu lhe mostro um passe muita fixe que aprendi hoje de manhã lá nas escolinhas?
- Não mostras.
- Não é justo papá. Também lhe quero mostrar. Eu também gosto muito da mamã sabes?
- Sei. Cala-te agora um bocadinho e acelera o passo.
- Tens pressa papá?
- Tenho.
- Porquê?
- Porque é tarde para mim. (Para nós.)
- Tarde? Mas ainda nem almocei!
- Quero que saibas que é porque te amo muito.
- Vou ficar de castigo?
- De certa forma sim.
- Mas eu não fiz nada de mal papá! Alguém te contou uma mentira? Eu não fiz nada de mal! Não me ponhas de castigo.
- Tem de ser.
- Porquê?
- Porque sou egoísta. Quero que a tua mãe sofra. Que sinta o que é estar vazio.
- Queres aleijar a mamã?
- Quero.
- Mas isso não se faz papá. Não se aleijam pessoas de propósito! Tu é que me ensinaste isso lembras-te? Só tenho seis anos, mas isso eu sei.
- Tens razão. Mas agora não te consigo dar ouvidos. Nem te consigo ver. Só sei que é hoje que acabamos.
- Acabamos como num um dois três acabou a história?
- Sim.
- Não posso papá. Desculpa. Amanhã tenho de jogar com o João André de manhã. Prometi-lhe a desforra. Marquei-lhe muitos golos hoje sabes? Ficou tão chateado comigo. E como quero que continuemos amigos, amanhã vou deixá-lo ganhar.
- Amanhã não podes ir à escola filho.
- Papá, não posso é faltar. Amanhã vou à escola sim! Vais ver!
- Confia em mim. Aperta a mão do pai.
- Não quero papá. Estás a assustar-me com essa conversa do um dois três acabou a história. Ainda tenho uma data de jogos para jogar com o João André e tu não queres deixar. Isso deixa-me triste papá.
- Anda. Já decidi. Anda. Confia no pai.
- Ai! - Começa a chorar. Soluça desconsolado com medo do, até então, companheiro de muitas brincadeiras.
(...)
- Porque me levaste para morrer papá? Não estava doente. Se estivesse, nada que umas torradinhas com doce da avó e chá não curassem. Porque me apertaste com tanta força a mão papá?! Porque não me deixaste dar-te uma canelada com toda a minha força e fugir-te? Sentava-me no passeio à espera que alguém me viesse buscar. Talvez a mamã.
- A mãe não! A tua mãe nem pensar. Não te merece.
- Porquê?
- Porque já não nos quer.
- A mamã já não me quer?
- Já não ME quer.
- E a mim?
- Hum?
- E a mim?
- A ti quer e nunca mais te vai ter.
- Ter?
- Sim. És nosso. Meu e dela. Mas agora eu é que sei o que hei-de fazer contigo. Vais ser de ninguém.
- E tudo o que eu queria ainda fazer? Achas que vou ter tempo até à estação dos combóios?
- Não filho. Mas o que são os teus sonhos perto da desilusão que sinto?
- Cantas-me o "Pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra. Uuuuuuuuú!"?
- Não tenho tempo.
- Larga-me a mão! Larga-me a mão! Larga-me a mão! Tu não és o meu papá!
- Já não confias em mim?
- Não percebo nada do que estás a dizer papá. Só sei que amanhã quero jogar à bola com o João André. Quero rir, correr, brincar e ser alegre!
A vida daquele menino não podia acabar assim. Colhida por um comboio a 150km/hora.
Todavia, acabou.
Desde que li a parangona que me sinto doente.
As crianças não são coisas!
As crianças não são coisas!
As crianças não são coisas.
Etiquetas: Da dor alheia que fere como se nossa, DOR, GRITOS DE REVOLTA E INDIGNAÇÃO, INCREDULIDADE, TREVA
terça-feira, 5 de julho de 2011
HIPERGRAFIA
Eis o tempo em que tinha tempo:
- Alice, vem deitar-te. - Era a quarta vez que Frederik a chamava e o tom, outrora paciente, fora substituído por um que denotava já alguma irritação com a atitude da mulher.
Alice Farlow vomitava as entranhas. Quatro e meia da madrugada e premia, ainda, freneticamente as teclas do computador, convicta que em seguida se sentiria aliviada.
Dessa ignorância alimentava o seu desassossego, crente que o resultado seria nada menos que a frase perfeita. Aquela que, embora não sendo bela, seria, no mínimo, reveladora.
É isto a vida sem palavras: Escuridão.
Amo Frederik, mas se não lho pudesse dizer... Se não lhe pudesse sussurrar "AMO-TE" enquanto lhe lambo o lóbulo da orelha antes de fodermos, seria como se não o amasse de todo. (Pobres dos mudos.) Foi para isso que deram ao Homem a capacidade de falar. Que os bichos se amem sem proferir palavra? Aceito. Mas é para mim, enquanto fêmea desta espécie, inconcebível fazê-lo.
Toda a sua roupa tinha bolsos e nesses havia sempre, pelo menos, duas esferográficas. Admitia a falha de tudo o resto, menos do veículo do seu génio. Inconcebível, não apontar os pensamentos brilhantes e profundíssimos que cria ter formulado, aquando da escrita dos vocábulos.
Era deveras doloroso para o marido perceber que a mulher não acreditava em si, julgando-o, injustamente, despeitado.
Haverá momentos só meus. Como hoje. Assim continuará a ser. Não serás tu a privar-me desses, não serão os gémeos também.
Nessa manhã viu-a despir-se para tomar banho. Escondera-lhe os lápis de cera com que era hábito escrever nos azulejos. Esperava ouvir-lhe os gritos exasperados, as reclamações repletas de raiva, os impropérios. Nada.
Alice abre a cortina e como invariável e instintivamente o marido observa-lhe os seios antes de lhe perceber qualquer outra parte do corpo.
Não desisti. Ando a aprender a conciliar. Conciliarei assim que conseguir. No dia em que conciliar a coisa como deve ser voltarei a considerar-me uma mulher inteira capaz das melhores conciliações. De momento estou coxinha. Pois.
*Tinha aqui uma vírgula horrorosa e ninguém me previne caraças?!
Etiquetas: Com passinhos de criança percorro o caminho que QUERO, DOR, ESCRITA, SAUDADE
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Uma mulher.
CONTINUA.
Etiquetas: ALENTO, DOR, ESCRITA, HISTÓRIAS, PENSAMENTOS
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Como é que uma pessoa sabe(?):
b) Que não vê a coisa porque não pode.
c) Que não vê a coisa porque essa não existe.
d) Que a coisa não existe mas está a querer vê-la.
e) Nenhuma das anteriores ou de como uma pessoa nunca sabe. (Nada.) (De nada.)
Etiquetas: DOR, DÚVIDAS, PENSAMENTOS
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Só eu sei da minha dor.
Só eu sei o que daria para se afigurar tão simples O abraço.
Vocês que nada sabem e muito falam não me atingem. As vossas sentenças não me condenam.
A maior perda, a condenação suprema, é essa ausência que sei ser irremediável e me come parte do peito.
Passo bem sem todos vocês. (Os dos indicadores em riste.)
Jamais perderei o tempo precioso da vida que me resta tentando explicar-vos.
Onde andaram que vos não vi nos tempos de (maior) desespero?
Aparecem agora quais cavaleiros andantes. Juntam-se nas duras palavras quando, repito, desconhecem (todos) os factos. Não passam de júri comprado a lágrimas de crocodilo.
HIPÓCRITA(S).
http://www.youtube.com/watch?v=1sgd6NuBq8w&feature=player_embedded#!Etiquetas: DOR, INJUSTIÇAS, PENSAMENTOS
sábado, 16 de outubro de 2010
ANIVERSÁRIO(S)
A penumbra com que se buscava tão-só o fresco, nos dias mais quentes, é hoje a afirmação do que não torna. Do que (se) foi (para sempre).
Abate-se sobre mim inexorável a saudade desses instantes. Tolhe-me o ânimo essa carência da(s) certeza(s) de vocês em mim. E de quem sou (era) aí convosco. Em cada Verão, feita vossa, dia-a-dia e outra vez.
Ao cheiro da árvore do vosso jardim, inebriante nas noites abafadas e que nos chegava às narinas enquanto apreciávamos a brisa nocturna no alpendre, recordo-o enternecida numa semelhante, aquando do regresso diário da estação. Cortaram-na há muitos anos porque era enjoativo. Que falta sinto dessas noites com esse cheiro adocicado. Da árvore e de vocês todos nos respectivos lugares. Não nos deviam mover dos sítios para que fomos feitos. Fomos feitos uns para os outros. Apesar das falhas. Graças às virtudes. Tínhamos (temos) todos um lugar na vida de cada um dos restantes.
(O quanto uma essência nos faz viajar...)
Às escadas em que nos sentávamos rindo, sem nada aguardar, talvez não torne. Porque hoje se lá me sentasse, esperaria por vós, incansável, dorida, saudosa do tanto que são cá dentro e já não podem ser lá fora.
A todos quantos crescemos nesses metros quadrados dói essa casa tão vazia. O silêncio e a quietude a espancar-nos e nós a fingirmos que não magoa tanta pancada, tamanho vácuo. Essas perdas imensas.
Há que continuar.
A vida empurra-nos.
Não cessamos, todavia, de espreitar para trás. Sabemos que não se apagam (jamais) as pessoas nossas. Ainda que o presente se reduza a um olhar remoto, uma vaga centelha da desmedida força de outrora e a uma ausência irremediável. Ainda assim.
Mutamo-nos, adaptamo-nos, existimos. Não destruiremos, contudo, as fundações. Sólidas? Periclitantes? Pouco importa. Alicerces. História. Memória. Amor.
Vagueio na obscuridade, no silêncio e na quietude definitivos do que não volta a ser e, se atenta, ouço ainda gargalhadas, ralhetes, gritos, manias, conversas, mágoas, perdões. Ouço-nos reunidos. Instantâneos do tempo. Vejo-nos. Foi ontem. (Não foi?) Não vos parece que foi tudo há um dia?
Talvez tenham decorrido somente 24 horas.
Intuo-o na gata listada, macia, perseverante no quotidiano do dia anterior ao de hoje. Já sem gente, sem risos, nem choros. Apenas a casa. Desabitada. E ela enchendo teimosa as escadas do alpendre, o corredor empedrado que dá para a garagem, deitando-se pelo relvado lá atrás.
Impassível colmatando-nos o abismo, não nos consentindo esquecer(-vos).
Um abraço à minha família.
CA, PA, MA e um especial pelo dia de hoje para ti JFAZ.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Saudades tuas. (Muitas.) A vida é já.
My Way from blackholeorguk on Vimeo.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
A minha oração de 7º dia para ti.
Não conheci o meu avô Fernando Rafael Azevedo. Um homem de coração grande. (Ouvi.)
Tão pouco vivi no tempo do avô brincalhão Francisco Moreira. (Herdei de ti a traquinice?)
Contigo António da Silva Tinoco tive o privilégio de conviver e devo dizer-te que te encarava com o respeito e o carinho que teria devotado a qualquer um dos avôs que não pude conhecer. Uma vida (aparentemente) simples pode ser grandiosa. (A tua foi.)
Ficam os filhos, os netos, bisnetos, ainda, os amigos. Testemunhos de uma passagem pela vida (muito rica e) admirável.
Até já avô Tinoco. Foi muito bom conhecer-te.
Etiquetas: AMOR, DOR, Família, SAUDADE
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Não. Não nos esquecemos. (Não é possível.)
O tempo parou para ti?
Para nós não.
Que fazer do dia de hoje?
Continuamos por cá e ainda nos lembramos que era hoje que fazias anos.
E lembraremos sempre. É isso não é?
Um abraço apertado.
Etiquetas: ANIVERSÁRIO, DOR, SAUDADE, Tristeza, VIDA
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
"MEU QUERIDO MÊS DE AGOSTO"
A 4 - Mãe querida, mãe querida! (A inspiração musical está duvidosa. Ai está, está.) 61. És a pessoa mais importante da minha vida. (Enquanto faço um círculo imaginário com os braços esticados e olho em direcção ao horizonte.)
A 5 - Sabes que começou no A, A, A, A... (E eu a dar-lhe...) Priminho Afonso. És lindo, alegre e inspirador. Um beijinho para ti.
A 10 - Somos nozes S.; Ou somos a gente. Ou ainda: isto é os primos. eh eh. I'll go wherever you will go.
A 16 - You're beautifull, you're beautifull, you're beautifull, It's true. Mana morenaça. Sem palavras. Só aquele abraço. Aquele estar aqui. Aquele gostar muito de ti.
A 17 - Escuridão. Dor. Despedida.
A 22 - Amiga Maria João. A mais divertida. A mais espirituosa. A mais (salutarmente) louquita do grupo. Beijo grande.
A 25 - O Cantigas prestes a ser pai. (Ficam bonitos vocês dois. Ainda bem que a encontraste.) O Diogo: olha miúdo ainda ontem andei contigo ao colo. Pareço uma velha mas é verdade. És um puto encantador de sorriso iluminado. Um gd beijinho.
A 27 - Sogrinho, olé. Sogrinho, olé. Um pai para mim. Sem qualquer dúvida. Um abraço repleto de ternura e reconhecimento.
A 30 - Que saias incólume da guerra a que estás sujeito pelas mãos da alma escura e fria como a morte, que te calhou como parente em triste sorte. Que consigas, apesar de tudo, ser uma criança FELIZ. Estamos a torcer por ti.
A 31 - Há 7 anos viveu-se um dos dias mais felizes que recordo.
E é isto. Que seria de mim sem todos vocês?
Seria Deia por certo. Mas uma Deia muito menos rica. Ah pois é.
Etiquetas: ALEGRIAS, AMIZADES, ANIVERSÁRIO, DOR, PENSAMENTOS
domingo, 23 de agosto de 2009
Oração de 7.º Dia
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Two times Johnny. Uma pessoa peculiar. Até já.
"Sangue sábio", como o título de um livro que ainda hei-de ler. O sangue que carrega as histórias do passado a existências que se esperavam novas, puras. (Impossível.)
Uma vida destruída fala com o seu sangue às novas vidas, destruindo-as parcialmente, ainda antes que elas tenham noção do que é ser.
Há os que conseguem vencer essa bagagem onerosa, esse desditoso fardo.
Há os incapazes de o fazer, pois nasceram demasiado mutilados na alma por sofrimentos alheios.
Cada vida a sua história, sei-o bem. Há, no entanto, heranças que ainda que as reneguemos com toda a nossa vontade nos assombram.
Quero acreditar em "outras vidas" Tio. Faço votos para que nasças de novo e consigas, nessa outra existência, provar a felicidade e saber ao que sabe a Vida.
Apesar da tua forma crua de agir, nesta vida, foste e és muito amado. (Apesar de tudo, foste amado.)
Espero que alguma coisa em ti to tenha dito (e feito acreditar) antes de partires.
(Lembrar-me-ei para sempre de ti. Fazes parte da minha história. )
Etiquetas: AMOR, DOR, Família, Luto
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