sexta-feira, 28 de outubro de 2011

 

05/10/1993 - 28/10/2002



Amo-te foquinha. Até já.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

 

PARABÉNS BUDDY MEU FILHOTE.

Lembro-me de ti cachorro. Ganias as entranhas sozinho na varanda. Quando me chegava a ti na madrugada iluminavas-te numa agitação alegre. Pegava-te ao colo e nada havia para além de nós. Lembro-me da tua barriga desproporcional de bebé e das corridas doidas no jardim da frente. Eu louca por não te conseguir agarrar, tu feliz com a brincadeira desconhecedor, ou desafiador, da minha zanga. Recordo as orelhas presas com uma mola para não as mergulhares no arroz de trinca com miúdos, lombardo e cenoura. Sei do primeiro banho e da primeira vez que alçaste a perna. Recordo o sentimento de perda avassalador quando te esqueci na rua, no dia seguinte ao acidente de acelera com a Cátia, enquanto recordávamos os pormenores para falar com o perito. Não sei o que teria feito se não tivesses voltado. Conheço de cor os teus gostos e as antipatias. Sinto, ainda, o frémito da tua busca quando de ti me escondia atrás de uma porta. Ouço-te as patas no soalho de madeira. Sinto-lhes as almofadinhas. Tenho o teu cheiro colado ao olfacto e os sons de satisfação da tua garganta pendurados nos ouvidos. A maciez dos teus lábios na ponta dos indicadores. Os grãozinhos no lombo quando infestado de pulgas. O pavor do banho. A corrida frenética que o sucedia. As lambidelas que levei, húmidas no rosto. Agarro-as com as palmas das mãos. O passado não nos morre. Tu não me morres(te). Andas aqui e parte de mim é o que contigo viveu. O criar-te, a curta vida, a morte. A decisão que tomei. Tenho muitas saudades tuas. Amo-te piturrinho. Muito. A gente vê-se, novamente, um dia. Tenho fé. Até lá, mais um ano em que recordo, sem te poder abraçar, o dia em que nasceste.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

 
A força do meu desespero nada pode...

Se o desespero do meu choro
tivesse algum poder,
estavas de novo ao pé de mim.

Se todas as minhas lágrimas
se juntassem com a força de um rio,
estarias aqui a olhar para mim.

Se a dor da tua ausência
ecoasse em gritos ensurdecedores,
voltarias para casa agora.

Se a tristeza do meu olhar
pudesse falar,
dir-te-ia que és preciso aqui.

Mas, como o meu desespero,
as minhas lágrimas,
a minha dor e a minha tristeza,
nada podem contra a morte...

...Continuas aí no céu,
anjo meu.


13 de Fevereiro de 2003
Andreia Azevedo Moreira
(Ao Buddy)

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

 

BUDDY

Hoje seriam 17. Já foste há quase tanto tempo quanto o tempo que passámos juntos. Estás tão presente, ainda. (Vais estar sempre, sei disso.)

Há dois dias fui ver um filme e esse foi toda a saudade que te tenho. Era a dor de te ter perdido e a alegria imensa em te recordar inteiro. Perto. Único. Verdadeiro. Vibrante.

Pedir-te foi o acto de egoísmo da menina mimada que não entendia o que estava prestes a fazer-te. Querias companhia. Nós que nos queixamos tanto da solidão, impomos aos animais a(s) mais dura(s) pena(s). Incontáveis horas esperando por nós, ainda assim agradecidos. Meigos. Amorosos.

É óbvio que não te queria mal. Queria apenas um ser para amar e que me amasse. E assim te tive. Quando os meus pais cederam aos rogos da filha melancólica. Havia dois na ninhada que me diziam "sou eu". Um ganiu. O outro (tu) adormeceu-me no colo. Como no filme, (não) resta (qu)a(lquer) dúvida se te encontrei, se me escolheste e os 9 anos que pude viver-te foram o mais puro amor que até então experienciei.

Contarei ao T. histórias de ti. Como ocultar-lhe esta tão grande parte de mim?

Era uma vez um cãozinho maroto que se pelava por um petisco, quando o via mordia os lábios lateralmente, entortava a cabeça e punha um ar alucinado. Ríamos muito com o focinho dele e faziamos-lhe a vontade enquanto ele abanava o rabinho satisfeito. Muitas vezes ao passear fazia-se surdo para fazer o que bem entendia. Era um cão com personalidade forte. Muito reguila. A Deia chamava-lhe meu puto e olhar para ele, de tão bom, às vezes, até doía. Corria atrás de pedras como quem persegue obstinado um sonho. Saltos e saltinhos por entre a erva altaneira. Era destemido no mar mas não gostava nem um bocadinho da banheira. Gostava de esparguete cru e sabonete, dos restos de carapau, de pão sem nada, de lamber os frascos de iogurte, de arroz de miúdos e ração normal. Era um cão de boca santa e as 19h eram impreterivelmente a hora da janta. Este cãozinho preto tinha muito para nos dar e era o melhor companheiro que qualquer menino ou menina poderia desejar. Deia cresceu com ele e com ele muito aprendeu. Amou-o incondicionalmente e nunca, nunca, nunca o esqueceu. Mesmo não o podendo ver por muitos, muitos anos, enquanto Deia viveu, recordou a sua foquinha e o amor desmedido pelo seu piturrinho jamais esmoreceu.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

 

ALEGRIA mas é de cá andar há 5 anos!


Joy, Joy, Joy from Stephanie Green on Vimeo.


Não tenho filmes do meu Buddy. Tenho fotografias, tenho-o no peito e ao cheiro dele gravado no nariz de forma indelével. Estejam certos que era preto (é só olhar para o canto superior esquerdo deste estaminé) e que a alegria dele na praia era desmedida e semelhante à do cãozinho do filme. Era tão efusiva como hoje é a minha por cá andar.

(Não me encontro fazendo covinhas na areia para enterrar a pedra que me atiraram, nem abanando o rabinho, mas estou feliz, ai isso estou.)

OBRIGADA A TODOS os que me acompanham e me têm lido os desvarios.

AQUELE (GRANDE E SENTIDO) ABRAÇO.


P.S. Ó F. continuo grata. Foste a tal luz na minha vida.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

 

Que saudades "puto". Eras danadinho para a brincadeira.

E tão lindo que me chegava a doer (uma dor boa a) olhar para ti.


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

 

Buddy

Hoje farias 16 anos. Acreditava convictamente que por esta altura ainda te teria comigo. Não me enganei assim tão redondamente. Tenho-te ainda e ter-te-ei sempre, em mim, enquanto viver, só não te posso tocar (Este "só" é doloroso. Sobrevive-se.). Amo-te muito minha foquinha. Amar-te-ei sempre. Foste o amor mais puro que já vivi. Engraçado que nunca mo disseste e eu sempre soube o quanto me amavas. Até já. Se isto tiver alguma graça ainda nos vemos por aí meu preto.

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

 

28 de Outubro 2002

Peguei-te ao colo. Apertei-te com força. Olhei para ti desesperada. São os últimos minutos. São os últimos minutos. Vi o sol reflectir-se em ti, encostei o meu nariz ao teu e mais uma vez És tão bonito... Tive três dias para me despedir de ti. Hoje não sei se não teria sido melhor o choque. O choque teria sido, talvez, preferível. Assim tive tempo. Tive aquele tempo que as pessoas dizem ter pena de não ter tido quando a morte acontece e posso garantir que não me reconfortou. Prolongou-me a angústia. Gravou-me na alma a sensação do condenado à morte. Tu o condenado mas o medo (o terror) foi também meu. Passaram seis anos e o nó na garganta ainda, quando o recordo. Faço por não me lembrar. É inútil recordá-lo. Derrota-me. Não posso esquecer ainda assim que há seis anos neste dia entrei contigo ao colo, que confiavas em mim, para te levar para a morte. E ainda que tenha sido para o teu bem, porque te amava tanto, para a tua liberdade, para que pudesses morrer digno, não me consigo perdoar.

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domingo, 5 de outubro de 2008

 

BUDDY:

Tenho um caderno sabes? Um caderno onde anotei todos os pormenores que te caracterizavam. Escrevi-te até ao mais ínfimo pormenor. Fi-lo com medo de me esquecer do teu todo. Fi-lo com medo que o tempo me roubasse todos os momentos da tua passagem pela minha vida. Todos os pormenores preciosos da tua curta existência. Chamem-me maluca por ser tão persistente nesta saudade. Ela é directamente proporcional ao quão importante foste. As pessoas dizem-me que o pêlo de um cão se cura com o pêlo de outro mas eu sei que isso é mentira... Eu sei, simplesmente porque é verdade e irrefutável que não volto a ter quinze anos, nem volto a ter a oportunidade de crescer ao mesmo tempo que outro semelhante a ti. Aprender enquanto crescia a cuidar, amar, ser responsável por... Isso não se pode reproduzir! Escrevi tudo! Mas não foi até hoje necessário porque até o teu cheiro recordo. A lembrança mais forte, a que está gravada a quente (e ainda queima) no meu peito é a de estar contigo na rua, deitado sobre as ervas, paralisado do pescoço para baixo, dando marradinhas numa pedra, acicatando-me com os teus meigos e vivaços olhos "Anda! Vamos brincar!" como se a incapacidade física fosse um pormenor de somenos importância, incapaz de alguma vez tolher o teu espírito. Não desististe! Mesmo quando o teu corpo se recusou a cooperar. Obrigada Buddy! Que lição! PARABÉNS! Farias 15!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

 

28 de Outubro 2002

Não sei se chovia lá fora, se chovia cá dentro apenas. "Apenas". Cá dentro chovia de forma torrencial. Um grito em mim abafado pela dor. Esta música dava no rádio durante a viagem e a este dia ficou para sempre irremediavelmente ligada. Ao mesmo tempo que embalava a minha tristeza reconfortava-me. O que pode curar uma dor assim? Only time. Hoje uma saudade doce e lembranças felizes. Para sempre. Enquanto eu viver, ele também viverá.


http://br.youtube.com/watch?v=1NNLzheTxCA

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

 

Ontem, hoje, amanhã.

Ontem: Tive um daqueles convites pelos quais não se espera mas sabem tão bem, principalmente a meio da semana a quebrar a malfadada rotina! A minha amiga Cláudia convidou-me para a acompanhar ao concerto Lado-a-lado no Coliseu. Adorei! Confesso, que estando virada para o palco só gosto do lado esquerdo (isto é da Mafalda Veiga) mas o espectáculo está muito bem conseguido e vá, admito que o JPP tem uma voz bonita, apesar de não gostar das músicas ou das letras dele... Os momentos em que os convidados apareceram (José Mário Branco, Fausto e Jorge Palma - Encosta-te a mim - memorável!) foram momentos repletos de sentimento e onde ouvi letras fantásticas! Mariazinha (Acho que era esse o nome da música) fantástica! Agora falando da Mafalda, adoro! Adoro aquela voz limpa, aquela serenidade e aquelas letras saídas de uma alma que só pode ser cheia de uma sensibilidade extrema, de uma aptidão inata para ir ao fundo buscar sentimentos e transformá-los em música de uma maneira simples mas tocante e compreensível a toda a gente. Apesar de todas muito idênticas, todas elas um bálsamo para (um)a (eventual) dor. Pura poesia! A música "Balanço" que ela disse ontem nunca ter gravado (AINDA) é arrepiante, linda e quase me fez chorar. Uma noite muito bem passada! Como já disse tantas vezes, dêem-me um concerto, uma sala repleta de gente e boa música e sou feliz.

HOJE: Dia mundial do animal. Desde pequena, sensível mais aos animais do que às pessoas. Temos no mundo animal exemplos do melhor que poderia haver em nós, sem o dito cujo do raciocínio que dizem ser apenas característica nossa e que eu muitas vezes (a maioria das vezes...) questiono, tantas são as "borradas" que fazemos. Sim senhora temos raciocínio mas não estamos acima da natureza ou dos restantes seres (animais/vegetais). Somos um todo, precisamos de todos os "componentes" para que haja equilíbrio! Os animais TÊM sentimentos!! Os animais MERECEM RESPEITO, têm direito a ser tratados com DIGNIDADE, têm direito a viver no seu habitat natural. Se não os conseguem amar ao menos que os respeitem e não lhes façam mal. Falando de animais domésticos: NÃO OS ABANDONEM. Falando dos animais que nos servem de alimentação: TÊM DE SER TRATADOS COM RESPEITO. Alterar as condições em que são criados (Aviários sobrelotados, transporte de animais em condições aberrantes, tratando-os como se fossem sacos de batatas - ELES SENTEM DOR!!! etc. etc. etc.). Animais usados em testes... INOMINÁVEL (Eu procuro SEMPRE produtos que não sejam testados em animais. Será que consigo? Se se fazem testes em PESSOAS em países do 3º mundo. Como chegar ao respeito pelos animais se não se respeita sequer a própria espécie. Que mundo é este? Onde nos leva a evolução?!!). Ainda terá de haver um dia mundial do animal por muito tempo... Que cada vez mais pessoas os olhem com o respeito e o carinho que nos merecem (TODOS eles, não apenas o cãozinho e o gatinho, mais "tradicionais" e mais próximos).

AMANHÃ: PARABÉNS Buddy! Cá dentro fazes os 14! Tinha a convicção que quando tivesse trinta e tal (vieste para mim tinha eu quinze) e fosse já uma senhora, casada e com filhos que estarias perto de mim na "nova" casa. E que me acompanharias até eu ser "velhinha" (tipo com 35 anos - para uma miúda de quinze ter trinta e cinco é ser velha...) e que nessa altura já não me custaria tanto quando partisses. Não sabia mesmo NADA de nada. Hoje sou uma "velhinha" quase com trinta, sinto-me uma miúda, não tenho filhos nem me sinto preparada para os ter e a tua partida custa-me muito, custa-me horrores. O coração apertado. O nó na garganta, ainda hoje, volvidos cinco anos. Ainda hoje as lágrimas, ainda hoje sufoco quando caio em mim e é "nunca mais". Foram 9 anos de alegria, de companhia, de afecto. Foram 9 anos que muitas vezes não aproveitei como devia e que não tinha consciência que passariam a voar como aconteceu. 9 anos de um amor incondicional. Nunca me disseste uma palavra e eu sabia. E eu sentia. PARABÉNS BUDDY (piolho, foquinha, piturrinho) PARABÉNS! Festinhas na malhinha branca que trazias ao peito e atrás das orelhas vigorosamente. Saudades do teu cheiro, do teu ganir, do teu ladrar tosco, do teu focinho a dar-me marradinhas na mão, da tua alegria atrás das pedras dos teus ouvidos moucos quando havia cadelas com o cio, da tua paixão pela francisca, do teu ódio de estimação pelos cães do prédio ao lado, da tua orelha baixa qdo fazias asneiras, da tua cabeça à janela do carro, língua pra trás a engolir o vento, do arranhar na porta do quarto quando eu dormia demais, da alegria para ir à rua, do teu olhar meigo, saudades de ti, todo!

Deia.

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segunda-feira, 30 de julho de 2007

 

MARLEY E EU

E lá acabei de devorar este livro que me deliciou, me fez rir e me doeu no fim. Só quem já se sentiu ligado a um cão, daquela forma, pode compreender aquelas palavras. Identifiquei-me com tantos episódios retratados, com tantos daqueles sentimentos, os bons e os maus (quando perdemos a cabeça com eles...). Entendo visceralmente as palavras dele e o seu sofrimento. Sei exactamente o que ele sentiu no fim (Entramos com o nosso melhor amigo ao cólo, aquele a quem tratámos, acarinhámos, com quem brincámos, com quem chorámos e saímos de lá com um saco de plástico preto, pesado, mas TÃO VAZIO ao mesmo tempo). A vida destes bichos é infinitamente pequena quando comparada ao amor que nos devotam e ao amor que lhes temos! É pouco tempo. É muito pouco tempo de convívio para a intensidade das relações que se conseguem estabelecer! Às vezes sonho com o Buddy e quando acordo a sensação é maravilhosa! É como se estivesse estado com ele realmente. Não existe a morte daqueles que amamos, o que existe é a profunda dor de não podermos materializar o nosso amor. Quem não teve um amor assim não compreende. Este ano passam cinco anos sobre o dia mais difícil de toda a minha vida. Era só um cão poderão os mais incautos afirmar. Para mim era como uma pessoa. Um dos seres que mais me enriqueceu enquanto pessoa, um dos seres que mais amei e continuarei a amar, uma relação que muito me ensinou e muito me humanizou.

BUDDY (5Out.1993-28Out.2002)

Queria ter o poder de o curar.
De lhe arrancar a dor com meiguice,
como tantas outras vezes (o) fiz.

Queria poder dizer-lhe,
já falta pouco, estás quase bom!
É só mais este remédio!

Porém, quis o "destino"
que eu desta vez nada pudesse
assisto impotente ao seu fim.

Ele olha para mim mortiço
como que a pedir socorro
e eu morro mais um pouco...

Se ao menos ele não sofresse...

Andreia Azevedo Moreira
13 de Outubro de 2002

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segunda-feira, 19 de setembro de 2005

 

A força do meu desespero nada pode...

Se o desespero do meu choro,
tivesse algum poder,
estavas de novo ao pé de mim.

Se todas as minhas lágrimas,
se juntassem com a força de um rio,
estarias aqui a olhar para mim.

Se a dor da tua ausência
ecoasse em gritos ensurdecedores,
voltarias para casa agora.

Se a tristeza do meu olhar
pudesse falar,
dir-te-ia que és preciso aqui.

Mas, como o meu desespero,
as minhas lágrimas,
a minha dor e a minha tristeza,
nada podem contra a morte...

...Continuas aí no céu,
anjo meu.

13 de Fevereiro de 2003
Andreia Azevedo Moreira
(Ao Buddy)

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sexta-feira, 16 de setembro de 2005

 

Buddy


Este é o Buddy! Palavras para quê?! Lindo!

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