quarta-feira, 30 de maio de 2012
WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN
«Soubeste amá-lo Fernanda?»
«Conseguiste amá-lo Francisco?»
«Não aprendi a fazê-lo. Tentei muito. Tudo. Parei chegada ao meu próprio abismo.»
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sexta-feira, 16 de março de 2012
É SÓ ATÉ DOMINGO (18). Não percam. É preciso nutrir a...
quinta-feira, 15 de março de 2012
ENLEVO
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ENCONTRO LIVREIRO = ESPERANÇA PARA TODOS OS QUE AMAM OS LIVROS
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Abrir agenda e apontar: 25 de Março de 2012 - 15h - Livraria Culsete - Setúbal
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terça-feira, 31 de maio de 2011
THE TREE OF LIFE
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
ESCUTEM: isto é IMPERDÍVEL!
quinta-feira, 15 de abril de 2010
(FILIPA LEAL + André Gago + THE SOAKED LAMB)*LFC/RM=
segunda-feira, 30 de março de 2009
HÁ QUE DIZÊ-LO
Ao que eu prontamente respondi 'Bora!
E assim fui ver uma daquelas peças em que me apetece, efectivamente, correr para o "palco" (não o havia, estávamos no meio da acção) abraçá-los a todos, dar-lhes beijinhos e dizer-lhes muitas vezes: "Vocês são grandes". É este o tipo de teatro que eu mais gosto. Aquele em que nos colocam no meio da cena, em que nos fazem viver o que se vive deveras em palco (Não, eles não estão simplesmente a representar, aqueles grandes actores estão a viver intensamente o que representam). Entre bares de frequência, por certo, nórdica (Coppenhagen*, Dinamarquen* e outros que tais terminando em "en"), numa rua toda catita que há no cais-do-sodré, nada húmida, nada fantasmagórica, nada frequentada por pessoas que vestem cintos em vez de saias, eis que defronte ao grande Jamaica (que só conheço de nome e de ouvir que é supé giro, sei lá) o local: CASA CONVENIENTE.
Não sei qual de vocês fez figuinhas mas resultou, porque íamos a caminho das Amoreiras para ver o Gran Torino, após nos terem desfeito ilusões com um "não há hipótese, ninguém desistiu" eis que recuam no veredicto e nos atiram um redentor "Estamos a contar com vocês". E nós tudo bem que queríamos mesmo, mesmo assistir à peça.
O que vos posso dizer é que espero que a reponham. Foram poucos dias e a assistência é limitada (30 / 40 lugares?). Alguém que apoie estes "miúdos" porque eles têm vocação e são mesmo muito bons no que fazem. Destaco o rapaz das botas vermelhas (o que se contorce logo ao início e se molha e se magoa verdadeiramente, tal é a entrega) uma promessa sem dúvida, uma vida a seguir, a querer ver crescer. Destaco-o porque a prestação dele é arrebatadora, mas reforço que são todos muito bons.
As palavras do Cesariny, a sua mágoa, a revolta, a resistência, a irreverência, o grito, as frustrações, as vontades, os triunfos e as derrotas, honrados de forma sublime neste tributo. Há-de se sentir feliz, onde quer que se encontre por se ver relembrado desta forma tão intensa, tão bela.
Saio deste tipo de espectáculos com a sensação que não preciso de muito para ser feliz. Gratidão por mais um momento pleno nesta vida.
* Inventados. Não me lembro dos nomes correctos ok?
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sábado, 21 de março de 2009
O homem do acordeão (no semáforo)
O homem do acordeão (no semáforo) toca resignado. Olha os que por ele passam com o ar de quem já nada espera do que lhe coube em sorte. Este homem não pede, não se finge disforme. Não pretende piedade. Dá aos outros, os dos automóveis confortáveis, o que sabe fazer, esperando que alguém o entenda. Alguém que sinta empatia e lhe ouça a melodia pungente. Não pede. Dá. Trabalho como qualquer outro. Presta um serviço: o de musicar a vida dos que vegetam no trânsito, repetitivo quotidiano. Não estende a mão, não se finge incapaz, antes solta a sua melodia e aguarda resignado que alguém perceba a situação que ali se apresenta. Sei fazer isto. Aqui está. Decidam. Poucos o entendem. Vejo-o daqui (do autocarro). Trancam-se portas, sobem-se vidros, viram-se caras receosas. Ignora-se. Aqui, distante, vejo-o bem e angustio-me. A distância, não raras vezes, a revelar-me tudo mais nítido (apesar da miopia). Do autocarro posso afirmar convicta que o entendo e que o ouço. Se lá em baixo, tê-lo-ia visto? Tê-lo-ia ouvido? Ou um pensamento: lá vem mais um, enervado e intolerante. Uma janela que subi, a cara que virei, a porta que tranquei. Não sei. Eis que uma mulher o vê. Abre a janela, conversa com ele, esgaravata o cinzeiro em busca do que lhe possa dar. Sorri-lhe. Não é que ele se alegre ou se mostre efusivo, a resignação não deixa espaço para manifestações desse calibre. Alegro-me eu porque ela o viu. Sorrio também, daqui distante. Porque aquela porta não se trancou, a janela não subiu, a cara permaneceu direita a encará-lo, a vê-lo. Aquele coração que não se fechou. Outro dia, fotografias de rafeiros de Lisboa, penduradas numa parede. Alguém vira estes rafeiros, achou-os dignos de nota. Alguém os viu, não virou a cara. Alguém os imortalizou para que outros os vejam, para que outros saibam que eles andam por aí, olhar meigo. Não pedem esses cães. Não se fingem disformes ou incapazes. Dão o que têm para dar, se os deixarem. Olhar resignado com o que lhes cabe em sorte. Hoje é o dia em que me alegro, porque há pessoas que (ainda) vêem. Ainda bem.
“HAPPY GO LUCKY” o filme de ontem. Um alerta subtil. A mensagem disfarçada de muito riso. Não se enganem, um filme alerta. Filme bofetada. Espero que andem por aí muitas “Poppy”. Coração e mente abertos. Alegria de viver. Acreditar que é possível fazer pelo menos uma pessoa feliz. Coração que vê e ouve. Todo o filme me falou (me gritou), a cena porém que mais me tocou é aquela em que ela segue o lamento de uma voz. Um sítio escuro, assustador e ainda assim atender ao queixume, mais importante que o medo. Encontra um homem, aparentemente louco. Discurso desconexo. E mantém-se ao lado dele a ouvi-lo. Simplesmente ouvi-lo. Era tudo o que ele precisava. Que alguém o ouvisse. Que filme. Não percam. (Monumental).
Um lema que me falou a adoptar para a vida: “Não te fiques.” O dia-a-dia uma luta contra a banalidade e por vezes, na tentativa de realizar conquistas que são meramente pessoais, esqueço-me que não me devo ficar também noutros aspectos. Não me quero ficar nas injustiças. Não me quero ficar quando posso lutar. Não me quero ficar se puder fazer alguma coisa nem que seja, apenas, pela tal "uma pessoa". Não me fico. Por mim. Pelos que me rodeiam. O meu ridículo papel melhor que nada. Sacudo a inércia a partir de hoje. Não tenho plano. Acredito que se me irá revelando, desde que não vista o coração de egoísmo. Basta que ouça, que veja e queira estar atenta.
E hoje, depois de alguns dias em que a vida se me afigurou sem sentido (são dias em que me dá a travadinha), todos estes acontecimentos, aparentemente díspares, a encaixar-se e de novo o fôlego para não perder de vista o que (me) é realmente importante.
A propósito de hoje ser dia Mundial da Poesia:
DESPERTAR
É um pássaro, é uma rosa,
EUGÉNIO DE ANDRADE
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segunda-feira, 9 de março de 2009
O LEITOR
"Love can mend your life
Ora o coração do Michael Berg partiu-se, ainda ele era menino e nunca mais se consertou. A troca que viveram os dois (ele e Hannah), a paixão e o amor em estado puro, determinaram-lhe para sempre a existência. Ele esforçou-se por retomar a vida, como ela se queria, "normalzinha", mas o que viveu aos 15 foi intenso demais para que qualquer outra relação, ou qualquer outra mulher, se pudessem algum dia equiparar. Pudessem algum dia preencher o vazio deixado por Hannah no dia em que fugiu.
1) A leitura carinhosa e empenhada
2) O sofrimento pela condenação embora a soubesse merecida (e apesar da cruel injustiça implícita). O respeito pela vergonha que ela sentia. O silêncio cúmplice (ao mesmo tempo compreensivo, desesperado e condenador).
3) As gravações feitas com dedicação e enviadas já depois de (saber) "tudo". Não remorso. Amor.
4) as flores no dia da saída da prisão, apesar de tudo. Apesar do sofrimento. Das vidas que correram apartadas e das omissões. Apesar do egoísmo dela.
5) o banho que lhe deu como que para o limpar da sua passagem pela sua vida (metáfora magnífica) embora essa marca fosse irremediável.
6) a aprendizagem tardia da leitura, não apenas por ela, mas por ele que não desistiu dela ou de a amar (ainda que à distância)
7) a escrita dela , primeiro tosca, melhorada a cada bilhete. Os (amorosos) recados. A ânsia pelo retorno agora que já conseguiria descodificar as palavras contidas.
8) a tentativa de amenizar o que ela havia feito, a procura pela absolvição da amada.
9) a revelação final e vital da sua existência. A prova de amor à filha, as explicações em falta todos esses anos. O vazio e a insatisfação eternos, enfim explicados.
Este foi um dos filmes que mais gostei de ver nos últimos tempos. Vale a pena ver. No fundo nada revelei aqui e para quem ainda não viu, tudo o que disse soará desconexo. Por isso o melhor que têm a fazer é ignorar-me e ir o quanto antes até a uma sala de cinema para o ver.
Outra questão se me levantou ao ver este filme. Este tipo de regimes faz-se de pessoas que se comportam como autómatos e se limitam a cumprir ordens. Posso ser simplória (não, não vivi aqueles tempos e não, não estou apta a julgar quem quer que seja, nem pretendo), mas ter 300 pessoas fechadas numa igreja em chamas e limitar-se a cumprir ordens, é coisa de autómato e não de pessoa com sentimentos e pensamento.
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terça-feira, 20 de maio de 2008
NENHUM OLHAR de José Luis Peixoto
"Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros."
E depois pura poesia: "Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu.”
A não perder SE não se estiver deprimido!
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
ONDE VAMOS MORAR

Antes de falar da peça, falar dos ARTISTAS UNIDOS. Há muito tempo que não ia ver uma peça deles. Há tanto, quanto o tempo decorrido desde o fecho do espaço A Capital no Bairro Alto. Saudades desse edifício mágico. Tantas! Não percebo o que aconteceu. Não percebo porque os enxotaram de lá. Era um local magnífico. Apesar da degradação do edifício, proporcionava-nos os ambientes perfeitos para as peças a que lá assisti. Tinham lá um livrinho com as peças levadas a cena n'A Capital e recordei com saudade tantas histórias que aplaudi com genuíno prazer: Uma solidão demasiado ruidosa; Vai vir alguém; Sonho de Outono; Ruínas; Não sei; Ruído (esta não dava lá muito jeito aplaudir, estávamos dentro da acção, mas a vontade de o fazer estava cá dentro); etc, etc, etc. É uma companhia de teatro admirável. Com baixos orçamentos, fazem verdadeiros milagres, que resultam da qualidade incalculável dos actores e dos textos que escolhem encenar. Ontem paguei cinco euros pelo bilhete. Merecia mais. Merecia muito mais e garanto que pagaria de bom grado mais por uma peça daquela qualidade. Para quando alguém (com poder de os ajudar) que olhe para o trabalho deles e o valorize? QUANDO?
E volto então à peça de ontem. O texto: soberbo. De José Maria Vieira Mendes. Complexo (muito), profundo, tocante. É engraçado porque no fim houve lugar a uma conversa com o autor e as opiniões das pessoas acerca da peça são as mais díspares, a própria intenção do autor com esta ou aquela ideia pode não ser aquela que eu recebo. E aí reside para mim a beleza da arte. A sensibilidade do autor é impressa na obra e ao deixar as suas mãos transforma-se em muitas outras sensações, tantas quantas as pessoas que a observarem, fazendo-a um pouco sua também. Tudo depende das vivências. Tudo depende da forma como encaramos o mundo e a vida. Uma coisa vos garanto, esta é uma peça de teatro que não vos deixará indiferentes.
A mim falou de identidade, fruir da vida, não deixar que o tempo se esgote de forma vã, de fantasmas que nos assombram com vivências do passado, com vivências de outros que não nós, falou-me do desespero do vazio e de como todos queremos pertencer, falou-me sobre o modo como olhamos para o futuro temendo-o, negligenciando o presente e o que (ainda) podemos fazer dele, falou-me das palavras que não dizemos, quando nos refugiamos em atitudes rudes que não dizem da nossa carência, da nossa necessidade de afecto, falou-me de gente perdida dentro de si, às voltas com os caminhos mil que se podem percorrer, falou-me de amor, de solidão, de perda, de frustração, falou-me de como nos podemos fingir demasiado ocupados quando no fundo temos medo de arriscar e tentar concretizar planos e sonhos. Falou-me de mim, falou-me de pessoas que conheço e de pessoas que não conheço. Falou-me um pouco de cada um de nós homens.
Fico encantada, de cada vez que encontro alguém tão jovem já com tanto para dizer!
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terça-feira, 15 de abril de 2008
The Bucket List
Já fizeram a vossa lista?
Chego a casa e está a dar o PRÓS E CONTRAS sobre o acordo ortográfico. E vejo que daria até à 1h40 da madrugada. Ainda aguentei estoicamente o sono até às 00h30. Mas eu trabalho... Eu tenho invariavelmente que me levantar cedo. Este programa sim deviam repetir. Mas acho que não o fazem... Infelizmente. Eu ainda não tenho uma opinião formada cá dentro. Por um lado, custa-me agora ver palavras com as quais cresci serem transformadas em palavras em tudo semelhantes mas em que lhes caiu uma ou outra letra. Por outro acho que não podemos fechar os olhos à evolução natural das coisas. Não me parece que nos estejamos a vergar ao peso do Brasil por estabelecermos este acordo. Parece-me que estamos sim a admitir que existe uma língua mãe que é comum a muitos povos e que não deve ser estranha a qualquer um desses. Deve ser algo que nos una e não que nos afaste. Porém também não consigo perceber em que é que este acordo vem ajudar assim tanto a uma uniformização se as especificidades de cada "vertente" da língua continuarão a subsistir uma vez que temos vivências completamente distintas. De modo que não sei. Sinto uma grande indefinição relativamente a isto. Compreendo os argumentos de ambos os lados. Dos prós e dos contras. Mas ainda não sei para que lado pendo mais. Só sei que nada sei. É o que vários assuntos da actualidade me levam a pensar.
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Dia Mundial do Teatro e O Tempo das Giestas
Acabei de ler o livro "O TEMPO DAS GIESTAS", este livro emocionou-me muito. É uma bonita, comovente e romântica história de amor, mas é também um relato vivido e impressionante dos tempos que já se viveram no nosso país. É aterrador o que se passou. Impressiona-me muito a capacidade que o homem tem para a maldade. Porque, um regime, não se faz só de um líder. Faz-se de pessoas dispostas a segui-lo, a obedecer-lhe, a fazer o que ele diz. Se todos se recusassem à tortura, à intimidação, à perseguição, a vontade de um só morreria aí, apenas pela vontade... Impressionam-me muito estes relatos escabrosos, dos requintes de malvadez que existem na nossa espécie em situações extremas. Impressionam-me bastante os monstros que se disfarçam de gente e se revelam em tempos conturbados. Eu já disse aqui várias vezes. Eu não tenho cor política. Eu não creio nos políticos. Eu não creio no poder. O poder, o dinheiro, corrompem as pessoas. Ainda não vi quem me provasse o contrário. Mas, há que dar a mão à palmatória, os presos políticos, passaram por tormentos, por torturas, por humilhações, por dores, por sofrimentos, inimagináveis e de dimensão inalcansável para nós que não vivemos esses tempos. Não imagino as cicatrizes lá dentro, tão fundas, tão grandes, tão dolorosas, ainda... As pessoas que ajudaram a combater a ditadura, as pessoas que resistiram, fizeram muito por nós. Fizeram muito por mim, que posso hoje aqui dizer que não creio em ninguém. Que posso aqui dizer que as pessoas se corrompem. E posso dormir descansada, sem medo que amanhã me venham buscar para ir para um campo de concentração (o Tarrafal era, sem dúvida, um campo de concentração) para me deixarem morrer (para me matarem cobardemente e de forma cruel, desumana!) APENAS porque penso de maneira diferente. Para mim é muito importante a LIBERDADE. A liberdade de expressão, a liberdade de pensamento, a liberdade de poder optar. Mas tenho noção que não é algo que tenhamos garantido. A história repete-se. Sempre ouvi dizer isto. A história repete-se... E hoje, quando sei que posso ser prejudicada por emitir certas opiniões em determinados sítios (pareço o outro, o pai do Carlos Miguel que fala fala fala e ele não o vê a fazer nada) há algo no meu íntimo que se aperta e fica preocupado. É por isso que é importante estudar o nosso passado. O passado não apenas do nosso país, mas o passado do Homem. O passado dos países. É importante não esquecer tudo o que já se viveu. Como se chegou até lá. Fingir que nada se passou é meio caminho andado para que se volte tudo a repetir. Somos todos responsáveis pelo nosso futuro. Aqui fica um magnífico testemunho ficcionado, mas que foi realidade para muitos portugueses nos anos 30 (o livro passa-se entre 1936 e os anos 80...). Este é um livro a não perder! Comovedor!
Acabo com palavras improvisadas do Eddie Vedder num dos concertos dos Pearl Jam:
(...)
Percebem porque é que eu gosto tanto deles?
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sábado, 15 de março de 2008
Ontem no VH1 isto...
http://www.youtube.com/watch?v=ZP95btX8NJE
Amanhã no Só visto, um dos momentos mais bonitos, mais intensos e mais especiais dos últimos anos na minha vida. Um momento que me deu alguns dias de felicidade extrema. Depois a vida continua, igual, ritmada feita de coisas conhecidas, mas enriquecida e as memórias enternecem-nos, colocam-nos um sorriso na boca capaz de tocar em ambas as orelhas e nós continuamos a viver sim, de forma igual mas um pouco mais ricos e um pouco mais cheios. Assim é a vida, um acumular de experiências e de momentos, bons e maus, que nos constroem e nos fazem gostar de cá andar! Eu gosto muito de cá andar!
BOM FIM DE SEMANA!
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
INTO THE WILD
ESCRITA. LEITURA. VERDADE. INTENSIDADE. PAIXÃO. BUSCA. ENCONTROS. FORÇA. CORAGEM. REVELAÇÃO. HUMILDADE. FELICIDADE. PARTILHA. SOLIDÃO. DESPRENDIMENTO. ALTRUÍSMO. DOR. TRISTEZA. CICATRIZES. PERDÃO. ERROS. NATUREZA. CAMINHO.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
COMBATEREMOS A SOMBRA

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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
MEU PÉ DE LARANJA LIMA

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
"CONTROL" de Anton Corbijn
When the routine bites hard
And ambitions are low
And the resentment rides high
But emotions wont grow
And were changing our ways,
Taking different roads
Then love, love will tear us apart again
Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed,
Our respect run so dry?
Yet there’s still this appeal
That we’ve kept through our lives
Love, love will tear us apart again
Do you cry out in your sleep
All my failings expose?
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just can’t function no more?
When love, love will tear us apart again
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
HAMLET

O TEXTO! Maravilhosamente traduzido, foi SEM surpresa que hoje vi na ficha técnica ter sido traduzido por essa grande mulher, ícone da escrita, Sophia de Mello Breyner Andresen (Autora de um livro que ainda hoje me habita, porque me marcou na infância: A Fada Oriana) Está actual, fiel ao antigo mas não traduzido à letra e de igual forma encantador, envolvente, palavras que nos assaltam e agitam. Palavras que nos obrigam a pensar tal como obrigam Hamlet a pensar. Queria a cada frase ter o dom de as reter para sempre em mim. Não apenas decorar, apreender todo aquele palavreado repleto de significado! Muito bom!
A ENCENAÇÃO! Espectacular! Então até adaptaram a sala para se assemelhar a um teatro Vitoriano! A audiência rodeando o palco e lateralmente entrando quase na cena! Isto sim é trabalhar a sério! De forma completa! Numa parte em que representam uma representação (passo a redundância) da altura foram ao pormenor de um homem fazer de mulher (Na altura não era permitido às mulheres representar. Esse papel era deixado exclusivamente aos homens).
O CENÁRIO! Simples, mas engenhoso! Sepulturas que se abrem, chão que engole o fantasma, camarins giratórios em cena prontos a acolher todos os actores! Muito bom!
A INTERPRETAÇÃO! Sou suspeita para falar do Diogo Infante. É o meu actor predilecto. Sempre grandes interpretações. A representação é a sua pele. Brilhante como já nos habituou! ADOREI ver o Carlos Paulo e a Natália Luíza! Dois grandes actores, duas das mais belas vozes que conheço! Todos os outros MUITO BONS também!
Ou eu sou muito benevolente, ou o teatro em Portugal anda cada vez melhor! E não é porque lhes dêem boas condições para trabalhar. Não dão, o que é vergonhoso. Mas estas pessoas AMAM o que fazem e por isso se SACRIFICAM. RESPEITO! Tenho-lhes muito RESPEITO! E por isso nunca me coíbo, no fim de cada maravilhosa peça, de me levantar, de lhes prestar a minha homenagem de pé com palmas calorosas que lhes mostrem que o público está com eles e que vale a pena ainda e sempre lutarem pelo seu sonho!
P.S. Alguém sabe porque estavam todos descalços? Seria um sinal de humildade por estarem a representar Shakespeare??
tradução Sophia de Mello Breyner Andresen adaptação João Maria André versão cénica e encenação João Mota cenografia José Manuel Castanheira figurinos Carlos Paulo música José Pedro Caiado desenho de luz João Mota e Zé Rui interpretação Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Frédéric Pires, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, Jorge Andrade, José Pedro Caiado, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira execução musical Hugo Franco e José Pedro Caiado co-produção Comuna Teatro de Pesquisa e Teatro Maria Matos
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