Estou pela primeira vez nestas andanças dos "blogues"... Resolvi fazer um em homenagem ao meu companheiro de 9 anos, o meu filhote, de quem tenho muitas saudades! Entretanto aproveito e vou pondo cá ideias que me passem pela cabeça! (16Set.2005)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
MUDAR O MUNDO - (O meu) manifesto ao (vosso) ouvido.
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 19:00 2 Outras ideias
sábado, 14 de julho de 2012
CORO DAS VONTADES - «MUDAR O MUNDO» por Andreia AM (Euzinha)
Quero mudar o mundo. Começo pelo mais difícil. Por mim. Viro o indicador na minha direcção e
disparo:
Cala-te. Não critiques os outros. Cala-te. Não fales das vidas alheias. Cala-te. Se não percebes o
que te contam. Ouve. Descobre como escutar. Constrói com as mãos, o que puderes. Não
destruas com língua afiada. As palavras que amas? Armas brancas, quando com malignidade
lançadas. Cultiva o perdão. Como queres acabar com guerras maiores se te agarras, até ao
sabugo, às merdas que te fazem?
Não vires a cara. Sê solidária. Cala-te com o «não me
importo». Diz sim. Desaprende o não. Participa enquanto cidadã. Votar não basta. Informa-te.
Questiona. Concorda. Destoa. Toma posições. Luta se crês. Grita. (E depois sussurra para que te
ouçam melhor.) Aceita, com naturalidade, os golpes dos que não se te assemelham. Que a tua
pele seja urdida a ética e a justiça. Admite que erras. Não te envergonhes quando falhas.
Aprende. Faz a tua parte, ainda que ao redor todos a cuspir papéis para o chão. Constrói a
sociedade que queres, a partir de ti. Estás só? Ri-te. (Exagera.) Olham-te com estranheza?
Gargalha e continua.
Chega de comer carne, ou usar produtos que não verificas se são, ou não,
testados em animais. Partilha o que sabes. Aprende com todos os que se cruzam contigo. Lê os
livros das tuas estantes e os das bibliotecas em que, até agora, não entraste. Compra os
demais nas pequenas livrarias, para que outra(s) Trama(s) não feche(m). Escreve o livro,
parado há três anos. Poupa água e electricidade. Agradece o privilégio de as ter à mão. Recicla
sempre. Ainda que se trate, tão-só, de um iogurte do lanche no escritório. Estaciona a viatura.
Anda a pé e de bicicleta. Voluntaria-te. Não tens tempo? Inventa minutos, horas, dias. Forja
vida antes que se te acabe o fôlego.
Abdica do medo de perder. O que guardas, com ardor, não
é deveras teu. Aprende a dar. Estende as mãos. Ajuda outrem a ter acesso à Cultura. Confessa
os amores que te consomem. (Os platónicos também.) Abraça a diferença, ainda que te agrida.
Esforça-te por observar, quaisquer circunstâncias, sob outros pontos de vista. Cuida dos teus e
dos que não têm quem os afague. Cala-te com o «sou só uma», «sou pequena». Se quiseres,
podes. Se quiseres muito, não deixas que o cansaço te vença. Se quiseres mesmo, és polvo com
tentáculos a chegarem a tudo quanto te proponhas.
Não tentes mudar os outros. Preza a
liberdade de todos, sem excepção. Sê para o teu filho um exemplo de tolerância. Aplaude de pé
concertos, peças de teatro e filmes que te falem por dentro. Fode muito que te faz bem à pele e
à alma. Diz «foder» se gostas do vocábulo, sem t(r)emer (com) o que pensem de ti. Guarda o
pudor no bolso para usar q.b. A autocensura é o primeiro passo para viveres refém e
agrilhoares quem te rodeia. Dança e corre, quando te sentires alegre. Que a felicidade se
espalhe à tua volta. Não impinjas o teu modo de pensar. Tens a mania de o fazer. Corrige-te.
Continua a escrever à mão. Finge que não existe o Acordo Ortográfico de 90 que te roubou um
“c” a ACÇÃO. Continua a acreditar. Não desistas. Age. Este é o teu lugar.
Fala:
Quero mudar o mundo, torná-lo mais respirável e quero que as pancadas de Molière voltem a
soar solenidade, nos palcos dos teatros que amo, antes de cada peça que beijo.
Andreia Azevedo Moreira,
20 de Janeiro de 2012 para o Coro das Vontades - Teatro Maria Matos
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 07:00 2 Outras ideias
sábado, 15 de outubro de 2011
Dia 15 às 15h
A culpa também é minha que me desresponsabilizei, me demiti das minhas obrigações enquanto cidadã. Virei a cara num "não percebo e não quero entender" imaturo e irresponsável. Limitei-me a votar crendo que "são todos iguais" e que é tudo maior do que eu, para fazer diferença qualquer atitude. Não procurei informar-me, não tentei descortinar os telejornais e os comentadores, não li mais do que os suplementos culturais dos diários. Não quis saber. Por isso sou responsável. Não chega cuspir para cima e dizer que está tudo na mão de terceiros. Quantos de nós de rabinho sentado e bracinhos cruzados assobiando negligências? A passividade trouxe-nos aqui. É altura de começarmos pela figura no espelho.
(Como na música do Michael Jackson, para a qual as manhãs da Comercial me chamaram a atenção e cuja letra é belíssima e aplicável ao que transmito agora.)
Se cada um se preocupar consigo, com as suas acções e respectivas repercussões na sociedade talvez um dia a maioria que hoje envergonha se envergonhe de ser a minoria. Não haja ilusões: SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS pelo estado do país. E pouco (me) importa que uns sejam mais do que outros. É altura de agir.
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 20:30 2 Outras ideias
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Peço a vossa atenção por favor:
Tutururu (corneta)
O que é que aí vem? O fim-de-semana graças a Deus. Amén. (Isto era só um aparte acerca da minha felicidade. Estão fartos de saber que sou uma egocêntrica neurótica inveterada. Amén.).
DOMINGO: não concebo a ideia de não ir votar e não consigo entender quem negligencia esse acto tão importante. Conseguem imaginar o que é viver numa sociedade em que a escolha não vos é permitida? Eu não. Acho um direito maravilhoso, este que me (nos) concedem de poder(mos) dizer de minha (nossa) justiça e como direito que é, acarreta as suas responsabilidades, uma das quais é ir votar. Irrita-me ouvir dizer "só neste país" e "é uma vergonha" a pessoas que não fazem uso deste direito/dever que é o voto. Como criticam se não participam? Se não acreditam, votem em branco, mas votem, mexam os rabos, desloquem-se à urna e demonstrem a vossa vontade, o vosso pensamento, a vossa descrença ou discordância. Abstenção é zero. Não significa o que quer que seja, além de serem calões e negligentes para com a sociedade da qual fazem parte. NO DOMINGO FAÇAM O FAVOR DE IR VOTAR (além de fazerem o favor de serem felizes como diz o outro).
CLÁUDIA muitos parabéns, um dia muito feliz e vê lá se me atendes o telefone quando eu voltar a tentar... :)
Há uma menina a precisar de ajuda. Tem 4 anos e uma leucemia. Ninguém devia passar por semelhante sofrimento, mas uma vida com apenas quatro anos ser já tão sofrida é aberrante.
Não custa ser dador de medula óssea. Não é doloroso (mesmo que se venha a confirmar compatibilidade, os métodos de recolha são seguros e um deles não envolve qualquer dor. O outro também não, na medida em que envolve anestesia. Informem-se de tudo aqui.)
Inicialmente fazem-vos uma pequena colheita de sangue de modo a analisar o tipo de sangue e o tipo de células que irão produzir. Atestam que não existem quaisquer problemas com o sangue (Análise a eventuais doenças infectocontagiosas por exemplo. O anonimato é garantido.) Ficam assim registados na lista de dadores de medula óssea. Havendo compatibilidade (Esperemos que haja!) prosseguem o processo de doação. Têm tempo até que isso se verifique de perceber que este processo não é assustador, como muitos têm ideia que é, e pode efectivamente salvar-se uma vida.
HOJE: o centro de histocompatibilidade do Sul vai estar a receber as vossas inscrições das 10h às 16h no Clube VII (Parque Eduardo Sétimo). Se não conseguirem, poderão fazê-lo (hoje ou em qualquer outro dia, excepto 6ªF que é até às 15h30) no Hospital Pulido Valente das 9h às 16h.
Não é necessário estarem em jejum.
Não virem a cara. Não finjam que não leram. Perdem no máximo uma hora da vossa vida e podem dar a hipótese à Marta, ou a qualquer uma das pessoas que desespera por dador compatível, de terem muitas mais horas de vida, que somem muitos mais dias e esperançosamente muitos mais anos.
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 09:25 2 Outras ideias
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
DIA 20 um GRANDE DIA
Dia 20 a minha afilhada pulguinha de olho azul completou o seu primeiro ano de vida. Muitas felicidades meu anjinho! Espero que saibas sempre ao longo da tua vida encontrar os trilhos que te ajudem a construir a tua verdadeira e intransmissível felicidade! Espero também que vejas em mim uma amiga para o que der e vier, tal como a tua mamã. Abraço apertadinho de quem gosta muito de ti!
Dia 20 o meu primo Pedro (posso dizer o meu mano mais velho) também fez anos. Ora aqui está alguém que eu adoro e mesmo vendo poucas vezes jamais esqueço, jamais me deixa o peito. Cá habita e habitará sempre.
Sábado também foi o dia em que teve início o curso em que me inscrevi. Não vos consigo passar por palavras a alegria de que fui acometida neste dia. Uma alegria incomensurável, um sentimento de plenitude que me encheu o peito de uma matéria incorpórea e arrebatadora. Um sentimento de "É "disto" que eu quero estar sempre perto!" mesmo que só aos bochechos. Preciso "disto" como do oxigénio que me despolui o sangue. Sangue esse a ferver, a latejar-me nas veias tal era o contentamento! Passaria aqui um dia inteiro a discorrer sobre este primeiro dia do curso e ainda assim não vos conseguiria demonstrar porque foi físico. Foi coisa para envolver ossos, pele, carne, sangue, músculos, órgãos vitais. Foi coisa para me mostrar que só perto "disto" me sinto verdadeiramente viva. "Isto" que sou eu e eu que sou "isto". Sou. Estou. Vou aproveitar cada segundo de aprendizagem. Vou viver intensamente cada minuto deste curso. Vou divertir-me! Vou de hoje para amanhã rebuscar nas minhas memórias este momento indelével e ser ao revivê-lo outra vez feliz. Porque é "aqui" que eu sou efectivamente feliz! Nestes momentos em que me aproximo, vivo e respiro (d)aquilo que mais gosto de fazer/ser. ESCREVER!
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
Fim de semana
Sexta-feira: Petiscada com dois dos meus grandes amigos de sempre antes de uma peça de teatro que me deixou com algum sono. Não me emocionou particularmente esta peça, à excepção de um rasgo de génio da fabulosa Beatriz Batarda algures a meio da peça. Achei-a um pouco monótona e algo que supostamente lhe atribuiria ritmo (música e vídeo entre cenas da peça) ajudou à monotonia e à quebra do ritmo. O Paulo Pires e o Rui Mendes também desempenham muito bem o seu papel e todos os outros actores também, muito bem. Simplesmente não me moveu a peça. Gostei do pormenor das duas perspectivas, ambos os personagens lutavam pela LIBERDADE mas de formas diferentes (um pela música o outro pela política). Em todo o caso valeu a pena. Tratava-se então de Rock n'Roll de Tom Stoppard no Teatro Aberto.
Sábado: World Press Photo. Imagens do estado do mundo. O mundo não vai nada bem. Nã0 sei se para o ano retorno a esta exposição... Demasiado negro. Demasiado realista. Há que manter alguma ingenuidade para se conseguir (sobre)viver.
Sábado à noite: Jantar com amigos e pezinho de dança. Há muito que não me divertia tanto. Boa música, bom ambiente, excelente companhia.
Domingo: dormir até cair da cama, tirar a roupa de verão dos confins dos armários e depois feira do livro. Gostei muito da disposição da feira. Está tudo muito arranjadinho e definitivamente os pavilhões da polémica (Leya) são os que se encontram melhor pensados/estruturados/apresentados. Gostei muito.
Domingo também aprendi. Ouvi e aprendi. E retive o melhor. E hoje apesar de uma farpazita me estar a magoar cá dentro, sei que é para o meu bem e para o meu crescimento que ela se enterra um pouco mais. Há-de desaparecer e no seu lugar desabrochar uma linda flor.
Agora é seguir em frente e aprender mais e melhor.
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terça-feira, 22 de abril de 2008
HOJE É O DIA DA TERRA
O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, protesto esse coordenado a nível nacional por Denis Hayes. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a Cimeira do Rio (1992).
Actualmente, uma organização internacional, a Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Dia Mundial do Teatro e O Tempo das Giestas
Hoje é dia mundial do teatro, uma arte que eu amo há muito tempo. Que acompanho o mais que posso mas não tanto quanto gostaria. Hoje lembrei-me da primeira peça que fui ver. Era o musical "Annie". Uma miúda ruiva e sardenta de grandes caracóis cantava: Amanhã! Amanhã! Lá lá lá. E a história abraçou-me e levou-me para o palco e até hoje recordo o cenário, a protagonista, relembro a existência da directora má e sinto ainda o quanto gostei de pela primeira vez ir ao teatro. Não sei quantos anos teria... Talvez cinco? Não sei mesmo. Outra coisa que recordo com MUITA saudade são as pancadas de Moliere. Alguém me diz/explica porque acabaram com elas? Davam uma mística tão boa ao espectáculo! Preparavam-nos para a solenidade do momento! Tenho mesmo muita pena de já não as ouvir hoje em dia... (Daria assim tanto trabalho?) Se me elucidarem agradeço.
Acabei de ler o livro "O TEMPO DAS GIESTAS", este livro emocionou-me muito. É uma bonita, comovente e romântica história de amor, mas é também um relato vivido e impressionante dos tempos que já se viveram no nosso país. É aterrador o que se passou. Impressiona-me muito a capacidade que o homem tem para a maldade. Porque, um regime, não se faz só de um líder. Faz-se de pessoas dispostas a segui-lo, a obedecer-lhe, a fazer o que ele diz. Se todos se recusassem à tortura, à intimidação, à perseguição, a vontade de um só morreria aí, apenas pela vontade... Impressionam-me muito estes relatos escabrosos, dos requintes de malvadez que existem na nossa espécie em situações extremas. Impressionam-me bastante os monstros que se disfarçam de gente e se revelam em tempos conturbados. Eu já disse aqui várias vezes. Eu não tenho cor política. Eu não creio nos políticos. Eu não creio no poder. O poder, o dinheiro, corrompem as pessoas. Ainda não vi quem me provasse o contrário. Mas, há que dar a mão à palmatória, os presos políticos, passaram por tormentos, por torturas, por humilhações, por dores, por sofrimentos, inimagináveis e de dimensão inalcansável para nós que não vivemos esses tempos. Não imagino as cicatrizes lá dentro, tão fundas, tão grandes, tão dolorosas, ainda... As pessoas que ajudaram a combater a ditadura, as pessoas que resistiram, fizeram muito por nós. Fizeram muito por mim, que posso hoje aqui dizer que não creio em ninguém. Que posso aqui dizer que as pessoas se corrompem. E posso dormir descansada, sem medo que amanhã me venham buscar para ir para um campo de concentração (o Tarrafal era, sem dúvida, um campo de concentração) para me deixarem morrer (para me matarem cobardemente e de forma cruel, desumana!) APENAS porque penso de maneira diferente. Para mim é muito importante a LIBERDADE. A liberdade de expressão, a liberdade de pensamento, a liberdade de poder optar. Mas tenho noção que não é algo que tenhamos garantido. A história repete-se. Sempre ouvi dizer isto. A história repete-se... E hoje, quando sei que posso ser prejudicada por emitir certas opiniões em determinados sítios (pareço o outro, o pai do Carlos Miguel que fala fala fala e ele não o vê a fazer nada) há algo no meu íntimo que se aperta e fica preocupado. É por isso que é importante estudar o nosso passado. O passado não apenas do nosso país, mas o passado do Homem. O passado dos países. É importante não esquecer tudo o que já se viveu. Como se chegou até lá. Fingir que nada se passou é meio caminho andado para que se volte tudo a repetir. Somos todos responsáveis pelo nosso futuro. Aqui fica um magnífico testemunho ficcionado, mas que foi realidade para muitos portugueses nos anos 30 (o livro passa-se entre 1936 e os anos 80...). Este é um livro a não perder! Comovedor!
Acabo com palavras improvisadas do Eddie Vedder num dos concertos dos Pearl Jam:
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 20:09 0 Outras ideias
segunda-feira, 24 de março de 2008
SOLANGE F.
Quero realçar a coragem desta mulher. Numa sociedade cruel, preconceituosa, fechada, implacável, o que a Solange F. fez é de se lhe tirar o chapéu. Ela fez esperando, talvez, que isso possa vir a ser útil a uma MUDANÇA, o que muita gente mais conhecida, com carreiras melhor cimentadas e com mais anos de experiência não têm coragem/vontade de fazer. O que ela fez, correndo o risco de se prejudicar foi de uma CORAGEM e de um altruísmo incalculáveis. Ela podia não tê-lo feito. Ela podia ter-se calado como tantas outras pessoas com maior destaque fazem. Ela podia. Mas não o fez. Ela assumiu publicamente a sua orientação sexual e apesar de ser algo do foro íntimo de cada um e RELEMBRE-SE, de ninguém ter nada a ver com isso, é AINDA preciso, que pessoas que são referência para outras pessoas alertem para as falhas da sociedade. Estamos a falar, mais uma vez, de pessoas. Não existem pessoas de primeira e pessoas de segunda! Todas as pessoas devem ter os mesmos direitos. PONTO. Qual é a dúvida? Há pais a porem filhos na rua devido à sua orientação sexual? A renegá-los? A maltratá-los? Que raio de pais são estes? E se este tipo de atitude inominável começa muitas vezes nos pais (SUPOSTAMENTE AQUELES QUE NOS AMAM INCONDICIONALMENTE!) que se dirá, das atitudes dos desconhecidos? Quando é que as pessoas se começam a pôr no lugar dos outros e a pensar: "E se fosse eu? Se me negassem direitos básicos? Se me sujeitassem às piores humilhações. Ao desprezo. E se fosse eu? Não sofreria? Não derramaria lágrimas sem fim? Não desesperaria com a diferença? Não quereria tantas vezes desistir?" (A sensação de dar murros em facas afiadas deve aplicar-se...) Grande orgulho em pessoas assim. Mais uma vez uma vénia a uma grande mulher. Quando vejo duas pessoas que se amam há mais de uma década a terem de se cumprimentar com um singelo beijo na cara, magoa-me. Magoa-me que seja assim. Todos temos direito à (nossa, tão íntima, tão NOSSA, só nossa) felicidade. Todos temos direito a viver a curta vida que nos é concedida da melhor forma que pudermos desde que não estejamos a violar direitos de terceiros. Duas pessoas que se amam, poderem casar (SIM É IMPORTANTE: sabiam que quando morre um dos elementos de um casal homossexual, o companheiro de uma vida inteira não terá direito a nada? Sabiam que não havendo compreensão por parte dos serviços, em caso de doença, uma pessoa homossexual não poderá estar presente junto do seu companheiro? Porque só os parentes directos têm esse direito. Sabiam? Acham humano que isso aconteça? Daí e de outras coisas decorre a importância do casamento. Não pensem tratar-se de um capricho. Comprar casa, um direito a que quase todos temos acesso. Essas pessoas, à partida, não têm. AINDA) E crianças? Será melhor tê-las em instituições de caridade até completarem 18 anos? Sem um lar efectivo. Sem pessoas que se lhes dediquem de alma e coração? Será melhor isso? Porque não a adopção? NÃO SE PEGA pessoal! As pessoas são o que são! E se o coração é puro tudo o resto são pormenores! Sou leiga no assunto, aquilo que sei é o que o coração me grita: As pessoas têm direito a ser felizes e ninguém tem direito de atirar pedras ou de julgar. Vivam e deixem viver. COM DIREITO IGUAIS SIM! Porque não?!
LEIAM então a entrevista de Solange F. feita pelo jornalista Bernardo Mendonça na revista ÚNICA do Expresso. LEIAM. ACORDEM. MOBILIZEM-SE. MUDEM O PENSAMENTO SE NECESSÁRIO!
Que nunca mais morra alguém às mãos da IGNORÂNCIA e da INTOLERÂNCIA.
O AMOR TUDO VENCE e é SEMPRE SEMPRE SEMPRE PURO, BELO e SUBLIME.
Às várias pessoas que eu amo e que infelizmente ainda têm de sofrer com isto.
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 21:34 32 Outras ideias
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Há momentos...
...que são especiais! Momentos que as palavras não conseguem traduzir porque são feitos de lágrimas, de um coração a bater acelerado, de um frio que de repente me invadiu e que pôs a tremer todo o meu corpo. Há momentos em que se chora. Eu choro agora. Choro tanto... ...Enquanto me rio... TANTO! Choro de uma alegria incontida porque há momentos que me fazem acreditar na magia da vida, que me mostram por a+b que somos nós que fazemos mesmo o nosso destino e ele concretiza-se, em cada passinho que damos em direcção àquilo que queremos com muita muita muita força. Eu só soube há pouco tempo o que queria com muita força. E, apesar da minha cobardia, que muitas vezes me amarrou ao chão toldando-me a percepção, impedindo-me de sonhar, comecei agora a medo a dar os meus passinhos na direcção do que sou, do que sempre fui desde a pele até às entranhas. Sou boa? Sou má? Sou neutra? Pouco me importa. SOU. É por isso que luto! Por ser! E estes momentos mágicos em que as baixas probabilidades se me afiguram fáceis (Foram apenas 3 sms) mostram-me agora e sempre que é mesmo o sonho que comanda a vida! E como eu gosto de sonhar!
P.S. E pronto vou chorar mais um bocadinho porque há alegrias e momentos que têm de ser saboreados e as lágrimas são um bom tempero!
Ora aqui está um livro absolutamente arrebatador. Um livro que me gritou: ACORDA! Olha para o mundo em que vives de uma vez por todas! Muitas vezes afirmo que "Gosto mesmo MUITO de ser ingénua". Tenho noção que em muitos casos ser ingénua equivale a ser IGNORANTE, mas há realidades no mundo que eu não me sinto capaz de DIGERIR. Situações que me desesperam e nas quais sinto ser INCAPAZ de intervir para mudar ou melhorar ou denunciar ou o que quer que seja para as combater se as achar perversas/malignas/insidiosas/injustas/nojentas/violentas/etc. Sinto-me um insecto pequenino e eliminável com grande facilidade. E por isso é-me mais fácil se não souber de certas coisas. O que é que se chama a isto? Comodismo, talvez até cobardia, ignorância pura no saber como agir. O que fazer? Como fazer? Num mundo em que se SILENCIAM "facilmente" as vozes dissonantes, aquelas vozes que se erguem qual David contra Golias (um venenozinho mortal aqui, um balázio na cabeça ali, uma ameaça velada aos que são queridos...) ... Vivemos todos com MEDO do que possa acontecer ao próprio rabinho. Em toda a história têm havido pessoas que se sacrificaram em prol da verdade, da justiça, da HUMANIDADE pode mesmo dizer-se. Cá... Cá vivemos num país pequeno, mas mesmo neste país pequeno há pessoas que se consideram grandes, consideram-se até maiores do que os outros. Pessoas que nunca abandonaram os tiques ditatoriais e esperam serenamente poder exercê-los novamente E de forma declarada. Estão muitos apenas à espera de poder fazê-lo ABERTAMENTE. Porque, actualmente, já o fazem, mas camufladamente. Vivemos numa democracia? Duvido... Muito... Quando as pessoas têm medo no seu dia-a-dia de falar, de expôr as suas opiniões, quando se tem à viva força de ser politicamente correcto, esconder crenças e convicções sob pena de se perder, por exemplo, o trabalho... Que raio de democracia é esta? Sim, sim, podem votar em quem querem, por enquanto o voto é secreto, mas livrem-se de elevar as vozes contra o poder instituído. E para mim que não tenho cor (não creio em ninguém) o que me parece é que o poder instituído é o do DINHEIRO. Não há política ou religião que bata o DINHEIRO. Esse é o verdadeiro deus da actualidade e inerente/coladinho ao dinheiro o PODER. Quanto mais dinheiro mais poder e vice-versa. QUE FAZER de um mundo assim? E é neste contexto que eu acho que este livro da Lídia Jorge é de uma CORAGEM AVASSALADORA! Que grande MULHER! Que grande VOZ! E apesar de ser mulher esta expressão adequa-se: QUE GRANDES TOMATES! A minha vénia! O meu RESPEITO. A minha ADMIRAÇÃO! É com pessoas destas que eu ACREDITO ser possível COMBATER A SOMBRA! É com PESSOAS destas que o mundo poderá ter uma HIPÓTESE!
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 09:17 0 Outras ideias
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Comunidade Vida e Paz
Sábado lá me dirigi à cantina 1 da universidade de Lisboa para dar o meu pequeníssimo contributo para a festa de Natal dos sem-abrigo de Lisboa. Durante três dias essas pessoas são CONVIDADOS de honra. Durante esse período são para eles todas as atenções e todo o RESPEITO. Durante três dias são tratados como merecem, como PESSOAS (Deveriam ser tratados dessa forma o ano todo! E são-no efectivamente pelas equipas de rua, que patrulham a noite auxiliando-os. E pelos "outros"?). Senti como pequena a minha contribuição, sei no entanto que isto é só o começo. Agora que aprendi a VER REALMENTE os outros, que saí da minha concha e percebi que sou pequena, tal como os meus problemas, quando comparada aos problemas do mundo. Quero ajudar! Quero ajudar em tudo o que estiver ao meu alcance. Quero esquecer-me de mim várias vezes e dar-me aos que precisam. Há muito que tinha vontade de me "VOLUNTARIAR". Dei o primeiro passo este sábado e fá-lo-ei constantemente a partir daqui. É pelo altruísmo que o mundo irá para a frente! E posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendida porque o mundo tem cada vez mais gente ALERTA. Os voluntários eram mais que muitos dos mais novinhos aos mais idosos. BONITO!
Domingo vi finalmente um filme que há muito ansiava ver: Em busca da Felicidade. Com o Will Smith. SE TENS UM SONHO, PROTEGE-O!
Vi o Pedro um dia destes na televisão. Comoveu-me pela sua força, pela grandeza do espírito que o anima e pela lição que nos consegue dar a todos. Uma pessoa aprisionada num corpo praticamente inactivo (90% de incapacidade) e que ainda assim só transmitiu durante todo o programa alegria de viver e ESPERANÇA. À sua volta o público todo chorava, na minha e em muitas outras casas sei que se chorava e ele SORRIA. Penso, como pode uma pessoa SORRIR tanto naquelas condições? A verdade é que pode e CONSEGUE e o sorriso dele é genuíno e revelador. Visitei o site dele e sei que como ele há muitos. Ajudemos na medida que nos for possível. Se todos contribuirmos com um bocadinho que seja, chegar-lhes-á muita AJUDA. Se ele encontra a felicidade dele numa vida difícil, cruel e cheia de obstáculos, quem somos nós que conseguimos ir e fazer o que quisermos para nos "tornarmos" infelizes? Temos a obrigação de ser FELIZES com tanto que temos! Se sem saúde é possível um sorriso daqueles, imaginem o que fazer COM saúde. AJUDEM-NO! A ele, ou a outro como ele. Não custa nada! E um sorriso assim merece sem dúvida alguma ser alimentado porque toca nos mistérios da vida e de tudo aquilo que nos alimenta a ALMA.
# Ideia partilhada por Andreia Azevedo Moreira @ 13:57 0 Outras ideias
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Hoje às 9h15 fiz uma coisa por mim. Hoje às 9h15 dei um passo em direcção a um sonho. Hoje às 9h15 senti-me feliz! Hoje. Só me importa hoje porque é no hoje que eu vivo!
Entre as 21 horas de 16 e as 21 horas de 17 de Outubro – Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza –, milhões de pessoas em todo o mundo irão participar no "Levanta-te e Faz-te Ouvir Contra a Pobreza e Pelos Objectivos do Milénio". Demonstram assim o seu apoio através da participação num movimento social que juntará milhões de vozes a nível global. No ano passado, mais de 23 milhões de pessoas participaram estabelecendo-se um novo Recorde Mundial Guinness. Este ano, pretende-se que a mensagem seja ouvida ainda melhor.Às 10h30 do próximo dia 17 de Outubro, queremos que todas as escolas do concelho de Cascais e a sociedade civil façam ouvir a sua voz contra a pobreza global. Este "despertar" ocorre no âmbito da tentativa de estabelecer um novo recorde do Guinness de pessoas que se levantam por esta causa. No concelho de Cascais esta campanha está a ser organizada pela plataforma Cascais 2015.
A Millennium Campaign – Campanha do Milénio das Nações Unidas – foi lançada em 2002. Procura inspirar os cidadãos em países ricos e em países pobres no sentido de exigirem aos seus líderes políticos o cumprimento, até 2015, dos compromissos assumidos na Declaração do Milénio. Ou seja, procura incentivar políticas públicas, tanto em países ricos como em países pobres, que tenham impacte positivo no desenvolvimento sustentável dos países mais desfavorecidos.
O QUE SÃO OS OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO (ODM)?
Em 2007 completa-se meio caminho no prazo fixado para que se resolvam alguns dos maiores problemas da Humanidade. Há sete anos, chefes de Estado e de Governo de 189 países, incluindo Portugal, reuniram-se nas Nações Unidas. Ali assinaram a Declaração do Milénio, comprometendo-se a lutar contra a pobreza e fome, a desigualdade de género, a degradação ambiental e o vírus do VIH/SIDA.
Para avaliar o cumprimento daquele compromisso, estabeleceram 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), a alcançar até 2015:
1. Erradicar a Pobreza Extrema e fome 2. Alcançar o ensino primário universal 3. Promover a igualdade de género 4. Reduzir a mortalidade infantil 5. Melhorar a saúde materna 6. Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças 7. Garantir a sustentabilidade ambiental 8. Fortalecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
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Andreia Azevedo Moreira (Lisboa, 1978) licenciou-se em Engenharia Florestal e não exerce. Não estudou letras mas dedica-se-lhes com paixão. Escreveu os argumentos e os guiões das curtas-metragens «Espelho meu» (2018) e «A Escritora» (2019) em parceria com Hugo Pinto, o realizador e o argumento/guião da curta-metragem «À vida» (48HFP Lisboa) realizado por André Costa. Colabora com o projecto online fotografarpalavras idealizado por Paulo Kellerman. No papel: «Os cães ladram» (Colectânea «O país invisível», C.E. Mário Cláudio, 2016); «Pode um corpo morto» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2019); «Mar Fechado» (Grotta n.º4, 2019/2020); «As paredes em volta» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2020); «A vinte e quatro minutos da eternidade» (Ed. Minimalista, Antologia de contos, 2020); «Abel» (Ed. Minimalista, Contos Minimalistas, 2021), Augustine e os maus sentimentos (Nova Mymosa, 2021), Depois do abismo o canto dos pássaros (Nova Mymosa, 2022), Em português escrevo com A (Edição em papel de 06-04-2023, Jornal de Leiria), Pesar o adeus (Nova Mymosa, 2024). Liberdade e gratidão são verbos. Pearl Jam, banda sonora.